terça-feira, 20 de maio de 2008

A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE CAÇADORES 3491 (C.CAÇ3491)

A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE CAÇADORES 3491 - Guiné 1971-74

1. MOBILIZAÇÃO
A C.CAÇ 3491, integrava o Batalhão de Caçadores 3872 (B.CAÇ3872), cujo lema era "O inimigo vos dirá quem somos" e teve como unidade de mobilização o Regimento de Infantaria nº2, situado em Abrantes. O comando do Batalhão era composto por:
-Comandante: Tenente-Coronel de Infantaria, Castro e Lemos;
-2º Comandante: Major de Infantaria, Moreira Campos;
-Oficial de Operações: Capitão de Infantaria, Aurélio Pamplona.
O Batalhão era composto pelas seguintes unidades:
-Companhia de Comando e Serviços (CCS), comandada pelo Capitão do SGE, Jorge Mateus e mais tarde pelo Capitão do QE, Carlos Rolin Duarte.
-C.CAÇ 3489, comandada pelo Capitão Miliciano de Infantaria, Manuel Guarda (que já na Guiné e no gozo das primeiras férias (Abril de 72) decidiu ficar pelo estrangeiro....e não regressar), mais tarde comandada pelo Capitão Miliciano de Infantaria, Francisco Rosa;
-C.CAÇ 3490, comandada pelo Capitão Miliciano de Infantaria, Dário Lourenço;
-C.CAÇ 3491, comandada pelo Capitão Miliciano de Artilharia, Fernando Pires.

2. REGIÕES DE ORIGEM DO PESSOAL DO BATALHÃO
Os elementos que formavam o batalhão eram, na generalidade, naturais do norte do país, sendo 1/4 do distrito do Porto, seguindo-se-lhe por ordem decrescente o distrito de Braga, Vila Real, Bragança e Castelo Branco. Existiam, contudo, elementos da zona centro e também do distrito de Lisboa, em especial graduados.

3. PREPARAÇÃO, PARTIDA E CHEGADA À GUINÉ
A preparação do pessoal do Batalhão teve início em 13 de Setembro de 1971, com a Escola Preparatória de Quadros, da 3ª Escola de Recrutas de 1971, que durou até 25 de Setembro. De 27 de Setembro a 13 de Novembro de 1971, teve lugar a Instrução Geral e de Especialização. Entre 15 de Novembro e 27 de Novembro, decorreu a organização do Batalhão e em 29 de Novembro entrámos todos de licença de 10 dias.
Em 14 de Dezembro de 1971, teve lugar na Parada do Regimento a Cerimónia de Despedida, com alocução proferida pelo Comandante da Unidade.
Em 18 de Dezembro partiu o Batalhão em viaturas militares até à estação de comboios de Abrantes, onde nos esperava um comboio especial que nos levou até ao Entroncamento e, após transbordo para dois comboios especiais, seguimos até à Estação de Santa Apolónia, seguindo, posteriormente, em viaturas militares (houve militares que tiveram de caminhar cerca de 500 metros até às viaturas, carregados com os seus haveres) até à Gare Marítima de Alcântara, onde chegámos às 6H30 (praticamente ninguém dormiu). Às 10H00, após formação do Batalhão, iniciou-se o embarque no N/T "Angra do Heroísmo", que zarpou de Lisboa, cerca das 12H00.
Chegada ao Funchal no dia 20 de Dezembro (2ª Feira), às 1h30.
Depois de uma breve paragem no Funchal para embarque de três companhias locais (As C.CAÇ 3518 - Gadamael e Guidage, C.CAÇ 3519 - Barro/Cacheu) e a CCAÇ 3520 (Cacine) o navio continuou a viagem rumo à Guiné.
Durante a viagem o pessoal foi treinado ns medidas a adoptar, em caso de receberm ordem de abandonar o navio, ainda como distracção foram exibidos alguns filmes.
Durante a viagem houve um Concurso de Tiro com pressão de ar a bordo, destinado a graduados, tendo o Alferes L. Dias, conseguido um óptimo segundo lugar (falhou o último tiro), obtendo a sua 1ª medalha da campanha.
O navio fundeou em 24/12/71 (6ª feira) ao largo de Bissau, pelas 06H00, atracando cerca do meio-dia. O desembarque deu-se pelas 14h30, deslocando-se o batalhão em viaturas civis para o aquartelamento do Cumeré, onde passámos o nosso 1º Natal longe das nossas famílias (iríamos ser surpreendidos com mais 2 natais). Neste mesmo, dia à noite, uma  flagelação do IN a um aquartelamneto perto de Bissau, obrigando muita gente a saltar para dentro de umas espécies de valas do Cumeré.

4. RECEPÇÃO, TREINO OPERACIONAL E ZONAS DE INTERVENÇÃO
No Cumeré, no dia 26 de Dezembro (Domingo), o batalhão em parada, conjuntamente com as companhias independentes que tinham vindo no mesmo barco, receberam as boas vindas do Comandante- Chefe, General António Spínola (....que a boa estrela vos guie!) e desfilaram perante o mesmo e outras autoridades locais.
Ficámos a saber da decisão do comando do batalhão quanto às zonas onde as companhias iriam ficar instaladas e intervir.
-A CCS (com os pelotões operacionais: Pel. REC. e Pel. SAP.) ficou instalada na sede do Batalhão, em Galomaro.
-A C.CAÇ 3489 iria ficar instalada em Cancolim.
-A C.CAÇ 3490 iria ficar instalada no Saltinho.
-A C.CAÇ 3491 iria ficar instalada no Dulombi (Causou alguma polémica a decisão do Comandante do Batalhão, porque tudo apontava que a companhia ficaria no Saltinho, conforme a distribuição do Batalhão anterior e até por o nosso capitão ser o mais antigo).
O I.A.O., que decorreu com normalidade, iniciou-se dia 27/12 (2ª Feira) e terminou em 22 de Janeiro de 1972 (Sábado).
Em 23 de Janeiro (Domingo), o batalhão dirigiu-se às 6H30, em viaturas civis para Bissau onde embarcou da seguinte forma:
-C.CAÇ 3490 e 1º Gr.Combate da C.CAÇ3491 Navio Bor (09H00);
-C.CAÇ 3491 Navio Formosa (9H45);
-C.CAÇ 3489 e CCS LDG Alfange (12H15).
As embarcações iniciaram a subida do Rio Geba até ao Xime, sendo acompanhadas por 1 Heli-Canhão e 1 DO, e na chegada ao Xime por 2 aviões T6 da FA.
A chegada do batalhão ao Xime deu-se por volta das 17H00 e uma hora depois, embarcou em 40 viaturas civis e iniciava a sua viagem em direcção a Galomaro, onde chegaram pelas 21H30, com excepção da C.CAÇ 3489 que seguiu directamente para Cancolim. Em 24 de Janeiro sairam duas colunas de Galomaro, uma com a C.CAÇ 3490, em direcção ao Saltinho e outra com a C.CAÇ 3491, em direcção ao Dulombi.

5. A COMPOSIÇÃO DA COMPANHIA DE CAÇADORES 3491
O Batalhão partiu com as seguintes faltas: 9 Sargentos, 19 cabos e 34 praças. Em Janeiro de 1972 a companhia tinha ainda em falta os seguintes elementos: 2 furriéis, 6 cabos e 14 soldados e era formada pelos seguintes militares:

OFICIAIS
Capitão Mil.Artª31426163-Fernando Jesus Pires, Cmdt Companhia
Alferes Mil.Infª13300470 -Ernesto José Carmo Ribeiro, Op. Esp.,Cmdt 1º Gr. Comb.
Alferes Mil.Infª03127471 -Luís Carlos Antunes Dias, Atirador, Cmdt 2º Gr. Comb.
Alferes Mil.Infª01948969 -Manuel Fernando Eira Farinha dos Santos, Atirador, Cmdt 3º Gr. Comb.
Alferes Mil.Infª11927871 -Manuel Luís Negrão Costa Parente, Atirador, Cmdt 4º Gr. Comb.

(Chegado depois)
Alferes Mil.Infª 04486571 -Manuel Lima Correia Leite -Atirador, Cmdt 1º Gr. Comb.

SARGENTOS
1º Sargento Infª51788811 -Domingos Francisco Botelho Gama - Secretaria da companhia
1º Sargento Infª50579811 -Raul Augusto Rodrigues Alves - Cmdt. Secção

(Chegado depois)
2º Sarg.Infª      46264859 -Manuel F. Chanca - Cmdt Secção
Furriel Mil.Infª07515870 -Carlos Jesus Nogueira Nevado - Enfermeiro
Furriel Mil.Infª07292671 -António José Baptista Mota Fonseca - Vagomestre
Furriel Mil.Infª16200971 -Idelberto Santos Rodrigues Soares - Transmissões
Furriel Mil.Infª10058071 -Manuel António Lobo Rodrigues - Mecânico Auto Rodas
Furriel Mil.Infª15379271 -José Fernando Tavares Baptista - Atirador, Cmdt Secção (1ºGC)
Furriel Mil.Infª12525371 -Ernesto Fernandes Domingos Reis - Atirador, Cmdt Secção (1ºGC)
Furriel Mil.Infª09803971 -José Luís Baptista Guedes - Atirador, Cmdt Secção (2ºGC)
Furriel Mil.Infª18419971 -José Luís Ferreira Gonçalves - Atirador, Cmdt Secção (2ºGC), o "Tarzan"
Furriel Mil.Infª05793571 -Victor Manuel Sequeira Almeida - Armas Pesadas, Cmdt Secção (1ºGC)
Furriel Mil.Infª07689571 -Mário Figueiredo Rosário Castanheira - Atirador, Cmdt Secção (3ºGC)
Furriel Mil.Infª15344571 -Tomás Américo Martins Rocha - Atirador, Cmdt Secção (3ºGC)
Furriel Mil.Infª16430171 -Américo Nascimento Machado - Atirador, Cmdt Secção (4ºGC), o "Perri"
Furriel Mil.Infª05057171 -Alfredo Carvalho - Atirador, Cmdt Secção (4ºGC)

(Chegados depois)
Furriel Mil.Infª 09085771 -Eugénio Varela Espírito Santo - Atirador, Cmdt Secção (2º GC), o "Pira"
Furriel Mil.Infª 03189771 -Francisco M.M. Jara de Carvalho - Op.Esp., Cmdt Secção (3º GC)
Furriel Mil.Infª 03766771 -António Fernando Carvalho Silveira -Op. Esp., Cmdt Secção (3ºGC)
Furriel Mil.Infª 03433871 -António José Silva Lourenço -Atirador, Cmdt Secção (2º GC)
Furriel Mil.Infª 16146772 - Manuel Gonçalves - Atirador, Comdt Secção (4º GC).

PRAÇAS
1º Cabo 01260071 -Luís Adriano Caseiro Arrepia - Op. Cripto
1º Cabo 04845171 -Joaquim Alberto Dias Areal - Op. Cripto
1º Cabo 02451271 -Mário Silva Borges - Aux. Enfermeiro (3ºGC)
1º Cabo 02994171 -José Tente Rocha Gomes - Aux. Enfermeiro (2ºGC)
1º Cabo 15740871 -Francisco Alves Pires - Aux. Enfermeiro (1ºGC)
1º Cabo 16707871 -Nicolau João Cardoso Martins - Radiotelegrafista, o "Chaves"
1º Cabo 12503270 -Armando Acúrcio Cruz Carneiro -Atirador
1º Cabo 05595471 -José Joaquim Martins da Costa - Atirador
1º Cabo 06711471 -Abílio Fernandes Letra da Silva - Atirador
1º Cabo 11833071 -José Almiro Teixeira - Atirador
1º Cabo 11853371 -Amadeu Barbosa Costa - Atirador
1º Cabo 11880971 -Avelino José Matos Martins - Atirador
1º Cabo 11945471 -Augusto Moreira Veiga - Atirador
1º Cabo 12064571 -Amílcar Ribeiro Cardia Costa - Atirador
1º Cabo 12144271 -José Carlos Rebordões - Atirador
1º Cabo 12204771 -Joaquim Ferreira Coelho - Atirador
1º Cabo 12240271 -António Santos Reis - Atirador
1º Cabo 12252371 -Américo Fernando Pinto Beleza - Atirador
1º Cabo 12269271 -António Augusto Jesus Pinto Melro - Atirador
1º Cabo 12412771 -Manuel Dias Costa - Atirador
1º Cabo 12432471 -Mário Martins Ribeiro - Atirador
1º Cabo 12526971 -Bernardo Armando Coelho Oliveira - Atirador
1º Cabo 12596971 -Adelino da Silva - Atirador
1º Cabo 12696171 -Cipriano Monteiro - Atirador
1º Cabo 02783671 -António Lopes Costa - Apont. Morteiro
1º Cabo 06997471 -José Manuel Sousa - Apont. Morteiro
1º Cabo 04775671 -José Rosário Rocha - Apont. Morteiro
1º Cabo 03901371 -Luís Manuel Ferreira - Apont. Metralhadora
1º Cabo 09764671 -António Manuel Rodrigues- Condutor Auto Rodas
1º Cabo 05737671 -José Ribeiro - Corneteiro
1º Cabo 11458671 -Joaquim Costa Silva - Padeiro
1º Cabo 15117971 -José Manuel Cunha Gomes - Cozinheiro
1º Cabo 04432171 -Antero Joaquim Martins Santos - Mecânico Auto Rodas

(Chegados depois)
1º Cabo 05728070 -José Ferreira Gonçalves - Radiotelegrafista,
1º Cabo 08813571 -Manuel Vieira Pedro - Condutor Auto
1º Cabo 10522572 -José Henrique Neves - Mec. Armamento Ligeiro
1º Cabo 10289470 -Casimiro Santos Canelha - Atirador
1º Cabo 16707871 -Nicolau J. C. Martins - Radiotelegrafista, o"Chaves"
1º Cabo 19472572 -José Marques Coutinho - Apont. Metralhadora

Soldado 17316870 -Carlos Alberto Soares Rosa - Amanuense, o "Escrita"
Soldado 02068571 -António José Gonçalves Santos - Mecânico Auto Rodas
Soldado 15801071 -Agostinho Sá Pereira - Condutor Auto Rodas
Soldado 15878471 -Porfírio de Jesus - Condutor Auto Rodas
Soldado 15944371 -Cesário Gonçalves Costa - Condutor Auto Rodas
Soldado 16002671 -Mateus Baptista Silva - Condutor Auto Rodas
Soldado 16090071 -Mário Feijão Almeida - Condutor Auto Rodas
Soldado 16091471 -Alfredo Freire Custódio - Condutor Auto Rodas
Soldado 16152971 -António Avelino Dias Gonçalves - Condutor Auto Rodas
Soldado 16170171 -Manuel Eugénio Leitão Ferreira - Condutor Auto Rodas
Soldado 16217671 -José Mendes Fernandes - Condutor Auto Rodas
Soldado 16239471 -Carlos Henriques Vale - Condutor Auto Rodas
Soldado 16245371 -Joaquim José Peixoto Xavier - Condutor Auto Rodas
Soldado 17539071 -José Manuel Alves Notas - Transmissões
Soldado 19170471 -António Manuel Silva Oliveira Vaz - Transmissões
Soldado 12950971 -José Carvalho Santos - Transmissões
Soldado 13874571 -José Silva Gonçalves - Transmissões
Soldado 15914971 -Joaquim Rocha Fernandes - Apont. Morteiro
Soldado 08997970 -José Dias Moura - Atirador
Soldado 12056870 -Fernando Antunes Pires - Atirador
Soldado 12760570 -António Gonçalves Lagoa -Atirador
Soldado 01185571 -Fernando Pereira Lima - Atirador
Soldado 01608071 -Dionísio Silva Bernardes - Atirador
Soldado 02068571 -António Gonçalves Santos - Atirador
Soldado 03582271 -José Fernandes Maurício - Atirador
Soldado 03716871 -Manuel Costa Oliveira - Atirador
Soldado 03829071 -António Silva Vasconcelos - Atirador
Soldado 06143571 -Norberto Pirão Martins - Atirador
Soldado 06695471 -João Deus Almeida - Atirador
Soldado 07362371 -José Silva Aleixo - Atirador
Soldado 07662371 -José Augusto Gomes Carvalho - Atirador
Soldado 07832671 -Bento Cristovão Pinho - Atirador
Soldado 07850271 -António Alberto Salsas - Atirador
Soldado 08513071 -Euclides Santos Machado - Atirador
Soldado 11816771 -Agonia Nunes Benta - Atirador
Soldado 11824971 -Carlos Coelho Ferreira - Atirador, o "Nunca Falha"
Soldado 11836271 -António Fernandes Vieira Magalhães - Atirador
Soldado 11845471 -Manuel Tomaz Barros Dias Pereira - Atirador
Soldado 11873771 -Joaquim Barros Magalhães - Atirador
Soldado 11886571 -Manuel David Teixeira Gouveia - Atirador
Soldado 11893871 -António Sousa Monteiro Barros - Atirador
Soldado 11905371 -Armindo Manuel Conceição Lino - Atirador
Soldado 11917571 -Manuel Barreiro Fernandes - Atirador
Soldado 11941471 -António Manuel Camilo - Atirador
Soldado 11995171 -Manuel Jesus Ribeiro Freitas - Atirador
Soldado 11997571 -Manuel Dias Alves - Atirador
Soldado 12017771 -Luís Alberto Pinho Teixeira - Atirador
Soldado 12036171 -José Carmo Rodrigues - Atirador
Soldado 12084871 -Casimiro da Costa - Atirador
Soldado 12117471 -Manuel Martins - Atirador
Soldado 12137571 -Joaquim José Silva Ferraz - Atirador
Soldado 12139171 -Joaquim Pedro Pereira Silva - Atirador
Soldado 12156571 -Carlos Amaro Lage - Atirador
Soldado 12166971 -Luís Augusto Ferreira Valente - Atirador
Soldado 12221971 -José Pereira Silva - Atirador, o "Grijó"
Soldado 12236171 -José Francisco Queirós Mota - Atirador, o "Dói-me um Dente"
Soldado 12241271 -Antero Pimenta Lopes Carvalho - Atirador
Soldado 12248871 -Joaquim Ribeiro Carneiro - Atirador
Soldado 12266571 -Carlos Alberto Silva Sousa - Atirador
Soldado 12287171 -Avelino José Magalhães Silva - Atirador
Soldado 12320471 -António Carvalho Pinto - Atirador
Soldado 12321371 -Manuel Costa Dias Silva - Atirador
Soldado 12351471 -Abílio Santos Costa - Atirador
Soldado 12365871 -Manuel Augusto Soares Roque - Atirador
Soldado 12366271 -João Martins Ferraz - Atirador
Soldado 12383871 -Vitorino Augusto Estevão Silva - Atirador
Soldado 12407571 -Américo Santos Faria - Atirador
Soldado 12412571 -António Bernardino Morais Soares - Atirador
Soldado 12425871 -Romeu Gonçalves Ponte - Atirador
Soldado 12437071 -José Carlos Lopes Monteiro - Atirador
Soldado 12457471 -Osvaldo José Ceríaco -Atirador
Soldado 12459571 -Norberto Pereira Fernandes - Atirador, o "Charlot"
Soldado 12464771 -Joaquim Ribeiro Silva - Atirador
Soldado 12477871 -Horácio Monteiro Marques - Atirador
Soldado 12478671 -José Carlos Silva Moreira - Atirador
Soldado 12502471 -Manuel Chousal Brandão - Atirador
Soldado 12533971 -Graciano Rendeiro Teixeira -Atirador
Soldado 12533071 -José Silva Cerqueira - Atirador
Soldado 12592971 -Valdemar Videira - Atirador
Soldado 12598671 -Manuel António Pereira Santos - Atirador
Soldado 12614171 -Avelino Marinho Silva - Atirador
Soldado 12685471 -António Pereira Magalhães - Atirador
Soldado 12687371 -José Manuel Silva Amaral - Atirador
Soldado 12711771 -António Carvalho Delgado - Atirador
Soldado 12732571 -Domingos Gonçalves Abreu - Atirador
Soldado 12757671 -Luís Coutada Almeida - Atirador
Soldado 12759871 -Armando Moreira Ferreira - Atirador
Soldado 18725171 -José Luís Gonçalves Fernandes - Atirador
Soldado 17448471 -José Maria Macedo Gonçalves - Atirador
Soldado 08256071 -António Jorge Correira Madureira - Corneteiro, o "Lisboa"
Soldado 08858171 -António Oliveira Neves -Corneteiro
Soldado 10077771 -Manuel Santos Fernandes - Corneteiro
Soldado 10110971 -António Pereira Alves - Corneteiro
Soldado 12020371 -Domingos Alexandre Martins Granadas - Cozinheiro
Soldado 15355071 -Mário Santos Marques - Aux. Cozinheiro

(Chegados depois)
Soldado 09997171 -António Manuel N. Pereira - Condutor Auto Rodas
Soldado 04678370 -Filinto Serafim Pereira Carvalho - Mec. Auto Rodas
Soldado 06216368 -Ilídio J.R. Rocha - Atirador
Soldado 07606268 -João Santos Fragoso - Atirador
Soldado 09287970 -Carlos M. N. Conceição -Atirador
Soldado 10489068 -Guilherme Ribeiro Trindade - Atirador
Soldado 15244571 -Armando Afonso Gama - Atirador
Soldado 15310271 -Baltazar Rodrigues Maciel - Atirador
Soldado 82045368 -Manga Camará - Atirador
Soldado 10120171 -Carlos Silva Ferro - Aux. Cozinheiro
Soldado 08436471 -Fernando Augusto Ribeiro Pereira - Radiotelegrafista
Soldado 08560671 -António Silva Coelho Galrão - Radiotelegrafista
Soldado 12362171 -Pedro Silva Custódio - Maqueiro (4º GC)
Soldado 19059371 -Manuel Abreu - Atirador
Soldado 82017271 -José Fernandes Delgado – Atirador
Soldado 02857171 -Casimiro Ferreira Melo Sousa - Atirador
Soldado 82175869 -Duarte Queta - Atirador
Soldado 17448470 -José Maria Macedo. Gonçalves - Atirador
Soldado 14036571 -José Eduardo Rodrigues - Atirador
Soldado 12509270 -Cândido Santos Silva - Atirador
Soldado 16997069 -João Fernandes Campos - Atirador
Soldado 18725171 -José Luís Gonçalves Fernandes - Atirador
Soldado 14057471 -José Venâncio Silva Freita- Apont. Metralhadora.
Soldado 19280671 -Amadeu José Guedes Sousa - Atirador
Soldado 18993171 -João M. Ambrósio - Cozinheiro
Soldado 00646572 - Fernando António Ladeiras - Condutor Auto Rodas
Soldado (Ex-Furriel) - Orlando Plaissant Nogueira - Atirador

Apresentaram-se na Companhia em finais de Janeiro de 1972:
Furriel Mil.Infª 09085771 -Eugénio Varela Espírito Santo - Atirador, Cmdt Secção (2º GC), o "Pira"
1º Cabo 05728070 -José Ferreira Gonçalves - Radiotelegrafista,
1º Cabo 08813571 -Manuel Vieira Pedro - Condutor Auto
1º Cabo 10522572 -José Henrique Neves - Mec. Armamento Ligeiro
Soldado 09997171 -António Manuel N. Pereira - Condutor Auto Rodas
Soldado 04678370 -Filinto Serafim Pereira Carvalho - Mec. Auto Rodas
Soldado 06216368 -Ilídio J.R. Rocha - Atirador
Soldado 07606268 -João Santos Fragoso - Atirador
Soldado 09287970 -Carlos M. N. Conceição -Atirador
Soldado 10489068 -Guilherme Ribeiro Trindade - Atirador
Soldado 15244571 -Armando Afonso Gama - Atirador
Soldado 15310271 -Baltazar Rodrigues Maciel - Atirador
Soldado 82045368 -Manga Camará - Atirador
Soldado 10120171 -Carlos Silva Ferro - Aux. Cozinheiro
Soldado 08436471 -Fernando Augusto Ribeiro Pereira - Radiotelegrafista
Soldado 08560671 -António Silva Coelho Galrão - Radiotelegrafista
Soldado 12362171 -Pedro Silva Custódio - Maqueiro (4º GC)
Saíram em Março de 1972:
1º Sarg.Infª Raul Alves, para Agente de ligação em Bissau e posteriormente foi colocado na CCAÇ15 e Soldados-Mário Feijão de Almeida e Carlos Henrique Vale, ambos Cond.auto, para o QG/CTIG.
Furriel Mil. José Guedes (2º GC) e o Soldado João Moura - ambos Atiradores - foram evacuados para o HMDIC (Doença). Foi também evacuado o 1º Cabo José Rebordões (2ªGC) - Atirador - (HM 241-Acidente em viatura). Todos estes elementos não mais regressaram à companhia.
Apresentou-se em Março 72:
Furriel Mil.Infª 03189771 -Francisco M.M. Jara de Carvalho - Op.Esp., Cmdt Secção (3º GC)
1º Cabo 16707871- Nicolau J.C. Martins - Radíotelegrafista
Sairam em Abril 72:
Soldado -Carlos Conceição - Atirador - transferido para a CART 3330 por p.d.a.
Soldado -Manga Camará - Atirador – por ter passado à disponibilidade.
Soldados António Sousa M. Barros e António Manuel Camilo, ambos At.Inf, colocados na CCAÇ3325
Apresentaram-se em Maio 72:
1º Cabo 10289470 -Casimiro Santos Canelha - Atirador
Soldado 19059371 -Manuel Batista Abreu - Atirador
Soldado 82017271 -José Fernandes Delgado – Atirador
Soldado 02857171 -Casimiro Ferreira Melo Sousa - Atirador
Soldado 82175869 -Duarte Queta - Atirador
Saíram em Maio 72:
Soldados - Joaquim José da Silva Ferraz e Joaquim Ribeiro da Silva, ambos At. Infª, colocados na CCAÇ3306.
Apresentaram-se em Junho 72:
Furriel Mil.Infª -António Fernando Carvalho Silveira -Op. Esp., Cmdt Secção (3ºGC)
Furriel Mil.Infª -António José Silva Lourenço -Atirador, Cmdt Secção (2º GC), oriundo do PELCAÇNAT54
Soldado 17448470 -José Maria Macedo. Gonçalves - Atirador
Soldado 14036571 -José Eduardo Rodrigues - Atirador
Soldado 12509270 -Cândido Santos Silva - Atirador
Soldado 16997069 -João Fernandes Campos - Atirador (que veio substituir o Soldado João Almeida - Atirador - evacuado para o HMDIC)
Apresentou-se em Julho 72:
Soldado 18725171 -José Luís Gonçalves Fernandes - Atirador (que veio substituir o Soldado Manuel Costa Silva - Atirador - evacuado para o HMDIC)
Saiu em Julho 72:
Alf. Mil. Op. Esp., Ernesto Ribeiro, por, estando de férias na metrópole, deu baixa ao HMR-1 do Porto.
Furriel Mil Infª -Tomaz Rocha - Atirador - transferido para as unidades africanas do Batalhão de Bambadinca.
1º Cabo, José Henrique Neves, técnico de armamento, foi frequentar um estágio de armamento no BSM-Bissau, regressando depois à companhia.
Apresentaram-se em Agosto 72:
Soldado 14057471 -José Venâncio Silva Freitas - Apont. Metralhadora (que substituiu o 1º Cabo Luís Manuel Ferreira, Ap.Met. evacuado parao HMP em Março de 1972).
Soldado19280671-Amadeu José Guedes Sousa - Atirador (que veio substituir o 1º cabo José Rebordões - Atirador - evacuado para o HMP, em Março de 1972)
Soldado 18993171-João M. Ambrósio - Cozinheiro (que veio substituir o soldado Domingos Granadas - Cozinheiro - evacuado para o HMDIC)
Regressaram à companhia  os Soldados António Sousa M. Barros e António Manuel Camilo, ambos At.Inf, vindos da CCAÇ3325
Apresentou-se em Setembro 72:
1º Cabo 19472572 - José Marques Coutinho - Ap, Metralhadora.
Regresssaram à companhia: Soldados - Joaquim José da Silva Ferraz e Joaquim Ribeiro da Silva, ambos At. Infª, vindos da CCAÇ3306.
Saíu em Setembro 72:
Fur.Mil Vagomestre, António José Fonseca, HM-Bissau por doença, que regressaria poco tempo depois.
Saiu em Outubro 72:
Soldado - Duarte Queta - Atirador - por ter passado à disponibilidade por p.d.a.
Apresentou-se em Novembro 72:
Furriel Mil.Infª- Manuel Gonçalves - Atirador, Comdt Secção (4º GC).
Saiu em Novembro 72:
Alf. Mil. Luís Dias, foi frequentar o Estágio de Unidades Africanas em Bolama e no Destacamento de S. João - sob a direcção do então Major Coutinho Lima, que iria comandar a retirada estratégica de Guileje.
Regressou à companhia em Dezembro 72:
Alf. Mil. Luís Dias, a tempo de passar o Natal com a companhia.
Sairam em Dezembro 72:
1º Cabo  - Casimiro S. Canelha - Atirador - por ter passado à disponibilidade e o Soldado José F. Delgado - Atirador - natural da Guiné, por p.d.a.;
1º Cabo Op.Cripto, Joaquim Areal e 1º Cabo Aux. Enf, Francisco Pires, ambos para o HM-Bissau, por doença., tendo regressado, ainda neste mês, o 1º Cabo Aux.Enf. Francisco Pires e o 1º mais tarde.
Apresentou-se em Dezembro 72:
Alferes Mil.Infª - Manuel Lima Correia Leite -Atirador, Cmdt Gr. Comb. (passou a comandar o 1ºGC, em substituição do Alf.Mil. Op Esp., Ernesto Ribeiro que havia baixado ao HMR-1 (Porto), em Julho de 72, quando estava de férias).
Apresentou-se em Janeiro 73:
Soldado 0646572 - Fernando António Ladeiras - Condutor Auto Rodas (veio substituir o Soldado Mário Feijão Almeida - Condutor Auto Rodas - evacuado para o HMP).
Sairam em Janeiro de 73:
Soldados: António Sousa M. Barros, António Manuel Camilo, Joaquim J. Silva Ferraz e Joaquim R. Silva, todos Atiradores, por terem sido colocados na CCAÇ4511.
Apresentaram-se em Fevereiro 73:
2º Sarg.Infª 46264859 - Manuel F. Chanca - Cmdt Secção (que veio substituir o 1º Sargento Raul Alves);
Soldado (Ex-Furriel) 09406471 - Orlando Plaissant Nogueira - Atirador (que veio substituir o Soldado Cândido S. Silva - Atirador - que terminou a comissão em Janeiro 73).
Regressaram à Companhia em Fevereiro de 73:
Soldados: António Sousa M. Barros, António Manuel Camilo, Joaquim J. Silva Ferraz e Joaquim R. Silva, todos Atiradores, vindos da CCAÇ4511.
Saiu em Fevereiro 73:
Furriel Mil. Atirador de Infª, Ernesto Reis que foi colocado na C.CAÇ6 e 1º Cabo At. Inf, Amadeu B. Costa, HM-Bissau, por doença, regressando no mesmo mês.
Soldado Cândido S. Silva - Atirador - que terminou a comissão em Janeiro 73
Saiu em Maio 73:
Furriel Mil. Infª, Vagomestre, António Fonseca, que foi para Bissau (COMP.TERMINAL), como agente de ligação do Batalhão.
Soldado At. Infª, José S. Cerqueira, para o HM-Bissau, por doença.
Sold. At. Infª, José Luís G. Fernandes, para o HM-Bissau, por doença.
Saiu em Junho 73:
Furriel Mil. Infª, Op. Esp. António Silveira, que foi transferido para a CCAÇ11
Apresentou-se em Junho de 73:
Soldado Cond.Auto - Carlos Henriques Vales, regressado do QG/CTIG. e Soldado At. Infª, José Luís G. Fernandes, com alta do HMB.
Saiu em Julho 73:
Furriel Mil. Infª Op. Esp. Francisco Jara de Carvalho foi mandado apresentar no QG/CTIG por ter terminado a sua comissão.
Soldado At. Infª, Guilherme R. Trindade para o HMB, por doença.
Em Agosto 73, o Dr. António Pereira Coelho, médico do Batalhão, foi colocado em 3/8, em Bafatá/CCAÇ3547, sendo substituído pelo Dr. Rui Vieira Coelho.
Apresentou-se em Agosto 73:
Soldado At. Infª, Guilherme R. Trindade vindo do HMB.
Saiu em Setembro 73:
Foi transferido para a CCAÇ11, o Furriel Mil. Atirador de Infª, Manuel Gonçalves.
Saíram em Outubro73:
Soldado Ráioteleg, Fernando A.R. Pereira, para o HMB, por doença e Soldado At. Infª Abílio Santos Costa, também para o HMB, por doença,
Saíu em Novembro 73:
Soldado At. Infª, Carlos A. Lage, para o HMB, por doença.
Saiu em Dezembro 73:
Foi transferido para o Pel.Caç.Nat. 53, o Alferes Mil. Atirador de Infª, Manuel Leite.
Apresentou-se em Dezembro de 73:
Soldado RádioTeleg, Fernando R.Pereira, tendo tido alta do HMB.
Apresentou-se em Janeiro 74:
Furriel Vagomestre, António Fonseca, regressado à companhia, vindo da COMP.TERMINAL.
Saíram em Janeiro 74:
1º cabo At. Infª Avelino M. Martins e Soldado At. Infª, Osvaldo J. Círiaco, para o HMB, por doença.
Sairam em Fevereito 74:
Furriel Mil. At. Infª, Ernesto D. Reis, que fora colocado na CCAÇ6 e regressou à metrópole, por ter terminado a comissão.
Soldado Fernando Ladeiras - Condutor auto rodas - foi transferido para o QG/Bissau e Soldado Escrit., Carlos alberto S. Rosa, para o HMB, por doença.
Apresentaram-se em Fevereiro 74:
1º Cabo At. Infª, Avelino Martins e Soldado At. Infª, José s. Cerqueira, por terem tido alta do HMB
6. CLIMA, CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS E O TERRENO
O clima na zona de intervenção da C.CAÇ 3491, como em toda a Guiné, era quente e húmido, característico das regiões tropicais, em que apenas se assinala duas estações: a quente ou das chuvas, que se inicia em meados de Maio e se estende até meados de Novembro e a estação fresca ou da seca, que se estende pelo restante período. Na época das chuvas a humidade é muito elevada e a temperatura média à sombra oscila entre os 26º e 28º. O grau de humidade é superior aos 90% e a pluviosidade é superior, em média, a 2000 m/m. A época das chuvas faz-se anunciar pelos tornados com ventos muito fortes (100 km/h) que podem provocar estragos avultados, nomeadamente em edifícios (como aconteceu com C.CAÇ2700, que nos antecedeu, que ficou sem os telhados do edifício principal) e nas instalações eléctricas e antenas de transmissões.
O terreno era plano com poucas e pequenas variações de cota, praticamente na base dos contrafortes do Maciço do Futadjalon (Guiné-Conackri), onde as elevações não ultrapassam os 300 metros, cortado por alguns rios, todos transponiveis na época seca - a excepção era o Corubalo, com uma largura média de 200 m, com diversas lagoas ou vendus e as famosas bolanhas, formadas por zonas alagadiças, provocadas pelas cheias dos rios onde a população cultivava o arroz. O rio onde o Dulombi se abastecia era o Fandauol. Com as suas características tropicais o clima da Guiné era considerado como insalubre, devido às suas altas temperaturas (por vezes acima dos quarenta e cinco graus na nossa zona - Bafatá Gabú Sul), elevada humidade, baixa pressão atmosférica e emanações das regiões alagadas das zonas planas.
A vegetação dominante era a savana com árvores de porte médio, mas junto dos rios as árvores tinham maior porte (palmeiras) e espessa vegetação. As árvores de fruto mais encontradas eram os mangueiros, as laranjeiras e as de cajú. As culturas mais importantes eram o arroz (vianda), o amendoim (mancarra) e o milho, bases da alimentação das populações.
O solo era de natureza argilo-ferroginoso com alguns afloramentos rochosos. Pelas suas caracteristicas, produzem uma camada fina de pó na época seca e consequentemente lama, aquando da época das chuvas, o que dificulta a praticabilidade de certos itinerários, por meio das viaturas.
O principal itinerário da companhia era a estrada Dulombi-Galomaro/Galomaro-Bafatá ou Bambadinca, em que se transitava com alguma facilidade (terra batida até ao cruzamento para Bafatá ou Bambadinca, porque depois já eram estradas alcatroadas), com excepção da época das chuvas em que a bolanha do Rio Fanharé (entre Dulombi e Galomaro) a tornava de difícil transposição. Os outros itinerários eram as estradas Dulombi-Jifim-Galanjo(A), difícil na época seca e impraticável na época das chuvas e Dulombi-Quirafo que era impraticável na época das chuvas e cheio de capim devido à sua pouca utilização na época seca (nunca foi utilizado após a emboscada efectuada no Quirafo contra elementos da CCAÇ3490, em Abril de 1972).
No que respeita a temperaturas podemos dividir o ano em quatro períodos:
-Período Fresco: Abrange os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro;
-1º Período Quente: Durante os meses de Março, Abril e Maio;
-Período das Chuvas: Estende-se pelos meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro;
- 2º Período Quente: Abrange os meses de Março e Abril.
As condições climatéricas influenciavam a actuação do IN e também das NT.
-Os tornados, característicos do início e fim da época das chuvas, favoreciam o IN, porque limitavam ou impediam mesmo a movimentação das nossas aeronaves.
- A época das chuvas também favorecia o IN porque algumas das vias de comunicação tornavam-se intransitáveis, os rios deixavam de ser vadiáveis e a vegetação crescia muito rapidamente.
Assim, resultava:
-Sérias dificuldades em muitas zonas de apoio logístico às subunidades;
-Redução da mobilidade das nossas NT;
-Permitia às unidades IN poderem deslocar-se mais encobertas e sem deixar vestígios de passagem na utilização dos trilhos.
A época da seca era nais favorável às NT na sua mobilidade e para o apoio aéreo que fosse necessário, podendo localizar com mais facilidade os trilhos usados pelas forças do IN e até acometê-los nos seus redutos, dentro do nosso território. O inverso também se pode inferir, porque o IN também ganhava rapidez na mobilidade, quer na aproximação às nossas unidades, quer na retirada.

7. A POPULAÇÃO DA ZONA
A população do Dulombi era de etnia Fula (variam entre Futa Fulas, Fulas Forro e Fulas Pretos) e estavam estimadas em cerca de 250 pessoas. Seguidores do islão, vivem, essencialmente da agricultura e do gado (vacas, cabras e galinhas). Os Fulas são paternalistas, praticam o culto do "Homem Grande" (velhice) e das posições de privilégio e não admiravam muito o trabalho, dado que entendiam que existiam duas únicas ocupações para um homem - a guerra ou a meditação religiosa. Sentiam ódio pelos Balantas e tinham aversão aos vencidos Mandingas e Beafadas, pelo que o PAIGC teve alguma dificuldade em conseguir o seu apoio (pelo menos incondicional) contra os portugueses, de quem os consideravam principais aliados. Muitos dos guerrilheiros que actuavam na nossa zona eram de outras etnias, principalmente Balantas. Sabemos que existiam informadores nos aldeamentos (especialmente os que tinham acesso aos quartéis) que, pontualmente, poderiam colaborar com o IN. Compreende-se, assim, o porquê de muitos ataques do PAIGC, serem unicamente direccionados contra Tabancas só com população em auto-defesa ou defendidas por milícias. Na zona de Galomaro, a população era cerca de 10 500 pessoas, na sua maioria também de etnia Fula e existiam importantes aglomerados de pessoas, como Bangacia (um alvo repetido de ataques do IN e da visita de jornalistas portugueses e estrangeiros em virtude da organização do seu aldeamento, considerada exemplar), Campata, Cansamba, Umaro Cossé, Dulô Gengele, Paté Gibele, Gengelem e outros de menores dimensões. O total de elementos da população na área de intervenção do Batalhão atingiam as 17 000 pessoas.

8. AS INSTALAÇÕES MILITARES DO DULOMBI
A CCAÇ 3491 foi instalada num aquartelamento remodelado e completado/construído pela CCAÇ anterior, que o recebeu e modificou da CCAÇ 2405, que foi a primeira companhia a ocupar o Dulombi, em 1970 (esta companhia sofreu 17 baixas - das 46 que se deram - na famosa operação "Mabecos Bravios" - retirada de Madina de Boé - por se ter afundado uma jangada quando efectuavam a travessia do Rio Corubalo, na zona do Che-Ché).
Tratava-se de um dispositivo em forma de rectângulo, enquadrado por 4 torreões (2 do lado da população e guarnecidos por milícias), contendo um edíficio principal, virado para os Vendu Cantoro e Vendu Culombai (zona de onde, normalmente, vinham os ataques do inimigo), onde se situava a secretaria, as telecomunicações, o quarto do comandante de companhia, quartos dos alferes, quarto dos sargentos e quartos dos furriéis. Dois edifícios laterais, um virado para a heliporto e outro do lado do campo da bola, onde viviam uma parte dos praças, nomeadamente das áreas de apoio. A seguir ficava o Edifício da Escola (mantido sempre a funcionar para dar às crianças da população um lugar de aprendizagem). Do lado da população ficavam a Enfermaria, o Edifício da Mecânica/Auto, os edifícios onde estavam instalados o refeitório dos praças, as cozinhas, as messes de oficiais e sargentos, e a seguir o edifício dos motores e depois, enterrado no chão, o paiol. Existiam ainda diversos abrigos a envolver e a proteger parte da tabanca e respectiva população, onde se encontravam instalados a maioria dos elementos dos grupos de combate e as milícias. Existia em toda a volta do Dulombi uma rede de valas a ligar as diversas instalações, em forma de castelo. Faltava, no entanto, uma sala de convívio para os praças.
Foi sempre um dos imperativos da companhia manter e melhorar as instalações, cuidando muito especialmente das valas, que eram uma referência do Dulombi. De facto, os pilotos da Força Aérea que nos visitavam diziam que, visto do ar, o tecido de valas, era dos mais bem desenhados da Guiné.
Em termos defensivos possuíamos 3 morteiros 81mm, colocados em forma de triângulo e 8 morteiros de 60 mm, 8 bazucas 89 mm, 10/12 metralhadoras ligeiras, algumas em tripés apropriados, uma rede minas A/P colocadas em estacas metálicas por altura dos joelhos, na frente para os vendus e 1/2 fornilhos (700/800 metros), também colocados nessa frente.
Tínhamos uma placa de aterragem para hélios (Heliporto Dulombi) novo e uma pista para DO, que estava inoperacional, mas que foi reparada pela companhia, com colocação de sinalização para ser usada, em caso de necessidade, para aterragem nocturna, ou para receber lançamentos de mantimentos.
O abastecimento de água era feito no rio Fandauoul, a 800 metros do quartel, mas que nos deu problemas durante a seca (2 meses), no ano de 1972, obrigando-nos a efectuar colunas a Duas Fontes-Bangacia (15km do quartel), com um dispendêndio de esforço em escoltas e picagens. Posteriormente efectuou-se o arranjo da ponte sobre o rio, alargando a zona de recepção de água (espécie de poço), que veio a melhorar a situação e que nos servia de piscina, em alguns períodos da manhã, enquanto lá estava 1 secção em segurança.

9. O TRABALHO OPERACIONAL DA C.CAÇ 3491
O Batalhão foi colocado na denominada Zona Leste da Guiné, na frente Bafatá-Gábu Sul (denominação do IN) e a companhia detinha a maior zona de quadrícula do TO, que foi alargada aquando da sua transferência para a sede do Batalhão, em 9 de Março de 73.
A companhia chegou ao Dulombi, escoltada por elementos da CCAÇ 2700, em 24 de Janeiro 72 e foi "vítima" de uma recepção acalorada por parte da "velhice". A sobreposição durou até ao dia 10 de Março 72, o que não foi muito positivo, porque o nosso pessoal (praças) encontrava-se mal instalado o que lhes provocou um grande desgaste físico até à saída da outra companhia. De facto, para além da ambientação ao local, ao clima, às saídas para o mato, à sobrelotação das instalações, em que, como é natural os melhores locais ainda estavam ocupados pelos elementos da 2700, levou a que muitos ficassem doentes e demorou algum tempo até conseguirmos recuperá-los operacionalmente.
Ficámos apreensivos e tivemos dificuldade em perceber - isto naquele tempo - porque a CCAÇ2700 mostrava muita pouca "disposição", muito pouco "empenhamento" para nos "ensinarem" e "esclarecerem" sobre as actividades operacionais no mato. Depois... sentímos/percebemos que eles já só pensavam no seu regresso e com o justo receio do que lhes pudesse acontecer nos últimos dias de comissão - era compreensível.
A actividade operacional a desenvolver pela companhia manifestava-se, essencialmente, em:
-Acções dinãmicas de reconhecimento, com vista a detectar trilhos de passagem do IN e a reconhecer locais propícios para emboscar o IN;
-Patrulhamentos ofensivos, conjugados habitualmente com emboscadas, com a finalidade de detectar e aniquilar os Gr IN que se revelavam;
-Colocação de minas ou armadilhas em corredores de possível passagem de Gr IN, em zonas onde não fossem tão frequentes as acções dinâmicas das NF;
-Acções de emboscadas nocturna, em redor do aquartelamento ou de  acesso às Tabancas, visando interceptar Gr IN ou impedir as flagelações ao quartel e aos aldeamentos populacionais, ou seja uma segurança próxima ou afastada;
-Picagem de itinerários a percorrer pelas viaturas da companhia, nomeadamente as Picadas Dulombi-Galomaro e Dulombi-Jifim;
-Acções de escolta a colunas de reabastecimentos ou operacionais, quer no nosso sector, quer em outras áreas, por ordem do comando operacional;
-Operações e Acções de intervenção em outras áreas em apoio a outros batalhões, ordenadas pelo comando operacional.

A GUERRILHA DO PAIGC
APOIOS EXTERNOS: Na instrução de quadros: URSS, China, Argélia e Cuba; No fornecimento de material:diverso, armamento e munições URSS, China e outros países do bloco de leste. Em termos de Instrutores e conselheiros militares: Cuba (presença no terreno efectiva); Fornecimento de bolsa de estudo com vista à formação de quadros superiores: URSS, China, Alemanha de Leste, Bulgária e Cuba; Ajudas monetárias e material diverso: Além dos países já mencionados, a Suécia e algumas organizações internacionais.
APOIOS DOS PAÍSES LIMÍTROFES: Quer a República da Guiné-Conacri, quer o Senegal, mercê das políticas dos seus governos, possibilitaram ao PAIGC montar uma autêntica "máquina de guerra" de apoio às suas forças, quer as que actuavam no interiro da Guiné, quer as que estavam estabelecidas junto das fronteiras, muitas vezes utilizando esses países para daí atacar com violência os destacamentos, em especial os de fronteira e depois e rapidamente procurarem aí refúgio, ou mesmo atacando desses países as áreas portuguesas.
APOIOS INTERNOS: Na zona do nosso batalhão, o IN tinha dificuldade em apoiar-se nas populações, praticamente por serem todas de origem Fula que, tradicionalmente, eram amigas dos portugueses.
ACTIVIDADES DO IN:
Numa forma geral a finalidade do PAIGC para a nossa zona era manter a pressão sobre os nossos aquartelamentos, tabancas em auto defesa e população;
-Intensificar acções nos itinerários, para criar instabilidade e impedir mobilidade das nossas tropas;
-Instalação de pequenas bases que lhes garantissem apoio logístico para as suas investidas.
O fim em vista, era conseguir que as populações passassem a linha de Galomaro, bem como os aquartelamentos, de forma a conseguir uma grande área entre o Saltinho e Canjadude, com vista a aproximarem-se da cidade de Bafatá.
O inimigo, naquela zona, efectuava com alguma regularidade ataques aos aquartelamentos da nossa tropa, que eram, no fundo, flagelações de curta duração, com recurso a armas ligeiras, essencialmente roquetes RPG 7 e RPG 2, morteiro 60 mm, metralhadoras ligeiras Degtyarev RDP, Espingardas de assalto Kalashnikov AK-47, espingardas semi-automáticas Simonov e pistolas-metralhadoras PPSH-41, as célebres "costureirinhas" e Sudaev PPS-43. Houve casos de recurso a morteiro 82 mm (ataque a Cancolim em Março 72 causando 3 mortos e depois também em Abril 72) e a canhão s/recuo (utilizado numa emboscada no Quirafo - Saltinho, em 17 Abril 72, causando 11 mortos, entre as NT e milícias e um número não determinado de ferimentos em elementos da população que seguiam na coluna auto), mas o recurso a este tipo de material pesado não era tão usual dada a distância que o inimigo tinha de percorrer para atacar os objectivos da zona do Batalhão. Também procuravam colocar minas anti-carro (TMD e TM-46) nos nossos itinerários e minas anti-pessoal nos trilhos mais procurados (PMD-6, POMZ2). Mas muitas das suas incursões eram dirigidas, especialmente, às tabancas indefesas ou àquelas defendidas por pelotões de milícias. As suas linhas de penetração eram diversas, com origem no Rio Corubalo e os seus grupos eram originários das bases de Kambera, Lela e Djargadongo, na República da Guiné - Conakri, com estacionamento (abastecimentos) na zona de Madina do Boé e Ché-Ché. Havia uma grande distância entre os aquartelamentos de fronteira nesta zona, com Canjadude mais a norte, depois Cancolim, a seguir Dulombi e nos rápidos do Rio Corubalo, o Saltinho.
Algumas linhas de intrusão do IN na nossa área eram: 
Boé-Jifim-Paiai Lemenei-Dulombi ou Paiai Lemenei-Padada-Madina Xaquili, depois ou Demba Arabe ou Sangué Cabomba;
Tourdou Tala-Madina Dongo- R. Corubalo-Quirafo-Samba Candé-Dulombi;
Burmeleu-Canjai (A)-Canhanque (A)-Dulombi;
Unciré (A)-Cutamaru-Jifim-Dulombi;
Sele Sele -R.Cantoro -Vendu Cantoro-Dulombi.
Como já foi mencionado o facto de termos uma área de intervenção muito vasta, originava um grande esforço físico de patrulhamento por parte da companhia. Assim, as acções operacionais da C.CAÇ 3491, eram, essencialmente, operações de patrulhamento, reconhecimento e emboscada com a duração, normalmente, de 36 horas, mas chegámos a fazê-las com a duração de 4 dias. Acções rápidas de intervenção e emboscada, quando se davam os ataques a outros aquartelamentos, destacamentos e tabancas, montagem de emboscadas nocturnas, missões de escolta a colunas e de trabalho de picagem dos itinerários. Nas acções dinâmicas contámos sempre com o apoio do Pelotão de Milícias 288 e mais tarde também com o apoio do Pelotão de Milícias 373, ambos colocados no Dulombi.
Depois de alguns patrulhamentos ao redor do quartel iniciámos com a CCAÇ 2700, operações de longa distância.

ACONTECIMENTOS, OPERAÇÕES E ACÇÕES PRINCIPAIS DA COMPANHIA:
1972
Em 25 de Janeiro elementos IN atacam e incendeiam moranças da Tabanca Bambadinca/Cancolim e grupos de combate da CCAÇ3489 apoiaram GC dos velhinhos na identificação dos trilhos de fuga e itinerários de apoio, vindo a localizar no dia 26 um estacionamento IN para 150 elementos, na margem direita do Rio Lamudeel, com 5 trilhos de acesso. O IN terá retirado antes, cambando o Rio Corubalo na foz com o rio Sumbacana.
Em 1de Fevereiro de 1972, Grupo IN (40 elementos) atacou e incendiou diversas moranças na Tabanca indefesa de Mali Bula, na zona de Galomaro. O fogo do morteiro médio de Cansamba pô-los em debandada.
Também em 1 de Fevereiro 72, iniciou-se a Operação "Varina Alegre", direccionada para a zona do Rio Corubalo, comandada pelo Capitão F.Pires e estando envolvidos 1 GC da CCAÇ 2700 e os 2º, 3º e 4º GC da CCAÇ 3491 e 1 Secção do Pel Mil 288. A operação decorreu com normalidade e teria sido mais uma entre tantas que fizemos senão fosse a circunstância de terem, no regresso, perdido um Alferes!!! (Vejam a história do Alferes L. Dias neste blogue contada na primeira pessoa).
Em 7 de Fevereiro de 1972, Grupo In (40 elementos) atacam a Tabanca de Umaro Cossé, constituída em auto-defesa, ferindo 2 elementos da população e provocando danos materiais. A reacção do PEL-MIL289, terá provocado feridos nos elementos IN, pelos vestígios de sangue e de corpos que foram arrastados. A Maria "Turra", no rádio do PAICG, referiu que o campo militar (???) de Umaro Cossé fora destruído, sofrendo a tropa diversas baixas(???).
Em 17 de Fevereiro, na picada entre Cancolim e Sangué Cabomba, foi accionada uma mina A/P reforçada, causando um morto e um ferido à CCAÇ3489 de Cancolim. Na mesma data um GC da CCAÇ3490/Saltinho encontra um trilho de passagam de um Bi-Grupo IN, em Sinchã El (vetígios de  latas de conservas e uma carga para RPG2).
Entre 24 de Fevereiro e 26 de Fevereiro, o 2º GC e 3ºGC da companhia participaram na Operação "Trampolim Mágico", na área de intervenção do BART3873, com sede em Bambadinca, (que tinham chegado à Guiné poucos dias depois de nós - éramos todos uns "piriquitos") agrupados da seguinte forma:
O Grupo Castanho, formado por 4 GC da CART 3493, juntamente com o 2º e 3º GC da CCAÇ 3491;
O Grupo Laranja, formado por 4 GC da CART 3492, reforçados por 1 GC da CCAÇ 3489 e outro da CCAÇ 3490;
O Grupo Amarelo, formado pelos 4 GC da CART 3494, reforçados por 2 GC da CCAÇ12;
O Grupo Preto, formado pelos GEMIL 309 e 310;
O Grupo Verde, formado pela CCP 123;
Em apoio: 1 parelha de Fiats G91, 1 parelha de T-6, 2 Hélios e 1 Héli-canhão e as peças artilharia de uma LDG.
Os grupos Castanho e Laranja foram embarcados em LDG e desceram o Rio Geba, onde passaram um dia, desembarcando ao fim da tarde em Porto Gole. No dia seguinte, embarcámos de novo e lançados a todo o "vapor" fizemos um desembarque na Ponta Luís Dias (tem o nome de um dos alferes da nossa companhia, mas não tem nada a ver com ele) e em Tabacuta, sob o bombardeamento da aviação e da artilharia da LDG e com a presença no terreno do Comandante-Chefe, General António de Spínola. Efectuámos acções de ataque a aldeias dominadas pelo IN, atravessando as matas do Fiofioli até Mansambo. Dada o número das nossas forças os guerrilheiros foram fugindo, deixando para trás as mulheres, as crianças e os velhos, efectuando flagelações à distância, em especial de noite, para tentar nos localizar. Nesta operação, em que estavam envolvidos batalhões recém-chegados à Guiné, houve momentos, em especial no Grupo Castanho, em virtude de termos ficado parados muito tempo ao sol (a excepção foram os nossos dois GC, que eram os últimos da coluna e que, ao nos apercebemos que iríamos ficar ali muito tempo, saímos do sol, procurando abrigo na sombra das árvores) que poderiam ter dado em desgraça, face à falta de água, originando muitas evacuações por cansaço, insolação e desidratação.
A operação que implicou muitos meios não obteve os êxitos esperados, para além da destruição de locais do IN, da apreensão de diverso material e de documentação e da recuperação de população (32 pessoas) e foi mais um meio de mostrar ao IN a nossa presença na zona onde eles estavam implantados.
Em 24 de Fevereiro 72, o quartel da CCAÇ3489/Cancolim sofre uma flagelação, de curta duração.
Em 2 de Março 72, dá-se um forte ataque a Cancolim, com recurso a morteiros 82mm, causando 3 mortos, 4 feridos graves e 6 feridos ligeiros a elementos da CCAÇ3489. A perseguição na madrugada do dia seguinte por 2 GC daquela companhia detectaram a base de fogos e os trilhos de fuga do IN. Também GC da CCAÇ3491 iniciaram uma operação tendente a interceptar o grupo que não deu resultados.
Em 10 de Março 72, dá-se a partida da CCAÇ2700.
Em 11 de Março 72, a CCAÇ3491 assume a responsabilidade do sector e o 2º e 3º GC, reforçados por 1 Secção do PELMIL288, iniciaram a Operação "Alma Forte", com a duração de dois dias (Sábado e Domingo), com a finalidade de reconhecer e armadilhar os pontos de passagem do IN no Rio Corubalo. Nesse dia depois de invertermos a marcha, pelas 18h00, quando parámos para descansar junto ao Rio Lemenei/Paiai Lemenei, uma zona de mato denso e arborizado, tivemos o nosso primeiro contacto/emboscada com o IN, estimado em 40/50 elementos. Nos primeiros momentos de troca de tiros houve alguma dificuldade na resposta ao fogo do adversário, que utilizava armas automáticas e roquetes/morteiros, em especial na utilização dos nossos morteiros e dos dilagramas, devido às condições adversas do local. Só quando conseguimos sair daquela mata e depois de lançarmos várias granadas de morteiro 60 mm, que terão atingido fortemente o adversário é que este iniciou a retirada, a coberto da noite que, entretanto, tinha caido.
Devemos salientar nesta emboscada a actuação do Furriel do 2ºGC, Espírito Santo, que fixou com a sua Secção o fogo inimigo, permitindo a saída do restante pessoal e a actuação do soldado At. Manga Camará do 3º GC, que tomando conta do morteirete de 60 mm, colocou-o à barriga (um feito difícil de acreditar para quem não viu) e disparou diversas granadas que mudaram o rumo dos acontecimentos. Também de salientar a actuação do 1º Cabo Amílcar Costa, também do 2ºGC, que, alertado por um camarada (o "Amarante"), avistou um elemento IN e foi o primeiro elemento da nossa companhia a efectuar fogo sobre os guerrilheiros, com a sua Met. Lig. HK21, só parando quando a mesma se encravou por problemas na fita alimentadora.
Do confronto resultou para o IN, pelos vastos vestígios de sangue encontrados, pelo material diverso abandonado e pela rádio do PAIGC (que confirmou baixas, o que era raro), sofreu baixas não controladas e a apreensão de 11 granadas de RPG7 /RPG2, entre outro material e equipamento. As nossas forças sofreram dois feridos ligeiros e a sorte de outros elementos terem recebido tiros que lhes atravessaram os cantis, os carregadores, as camisas ou dólmens....enfim uma grande sorte!!!
Pelo reconhecimento feito posteriormente ao local, julgamos que o IN estava naquela zona a descansar, para mais tarde ir flagelar o quartel do Dulombi e ao aperceber-se da nossa presença iniciou manobras de envolvimento para nos atacar.
Esta acção mereceu das diversas cadeias de comando as seguintes referências elogiosas:
-Do Cmdt BCAÇ 3872 msg nº70/03:"Felicito êxito obtido. Transmita pessoal dessa minha satisfação";
-Do Cmdt CAOP2 (Agrupamento de Batalhões daquela área) msg nº952/0: "Felicito tão auspicioso começo";
-Do Cmdt Chefe -REP OPER msg nº984/C: "Cmdt Chefe felicita essa reacção à emboscada do In durante OP "Alma Forte", reveladora de determinação".
O 2º GC, passou a utilizar como lema, posto no seu "crachat", o nome da operação que provocou o 1º contacto com o IN - "Alma Forte".
Entre os dias 3 e 5 de Abril o (o 1º e o 4º GC) reforçaram o BCAV 3854, de Nova Lamego, na Operação "Topázio Natural", do CAOP2.
Em 11 de Abril 72, foram encontrados vestígios de sangue na zona de Campata/Galomaro, resultado de accionamento por elemento IN de uma armadilha colocada pelas nossas forças.
No dia 17 de Abril 72 (2ª Feira), 01 GC da CCAÇ3490, reforçados com uma secção de milícias, sofreram uma emboscada na zona do Quirafo, por um Bi-Grupo IN, reforçado por um Grupo de Canhão Sem-recuo, que utilizaram para atingir a viatura da frente, atirando seguidamente com recurso a RPG e armas automáticas sobre a viatura incendiada e sobre a 2ª viatura, que conseguiu sair da zona, provocando 12 mortos (entre militares (9), milícias (1) e civis (2) e um militar aprisionado e 3 feridos civis. A emboscada causou também a destruíção de uma viatura GMC e um rádio TR-28, a danificação numa viatura Unimog, o desaparecimento de um rádio AVP-1. Dia de consternação geral em toda a nossa companhia e, de certeza, em todo o nosso batalhão. Um desastre, aparentemente, evitável.
Em 18 de Abril 72,(3ª Feira) na picagem da estrada Dulombi - Galomaro, foi detectada e levantada uma mina A/C - TMD (3º GC). No mesmo dia, o 2ºGC na Operação "Estrada Junta", levantou, no itinerário Dulombi-Jifim, uma mina A/P - PMD-6, junto do local onde a companhia 2700 sofrera vários mortos numa mina A/C que rebentou. Foi aberto o trajecto Dulombi-Jifim-Cutamaru (duração dos trabalhos 8 dias).
Ainda em 18 de Abril elementos da CCAÇ3490/Saltinho, reforçados pelo PELREC/CCS e PELMIL304, em missão de reconhecimento ao local da emboscada, localizaram e levantaram na picada entre Sinchã Maunde Bucô e o Quirafo, uma mina A/C-TMD, com dispositivo anti-levantamento e reforçada com outra mina A/C igual.
Em 23 de Abril elemento da população referiu que grupo IN tentou raptá-lo em Ierosale/Saltinho, tendo contudo conseguido fugir. Foi encontrado na zona uma lâmina com 10 munições 7,62mm M43 soviético, para espingarda-semi-auto Simonov.
No dia 29 de Abril 72, o Cmdt Chefe, General António Spínola, acompanhado pelo Brigadeiro Adjunto Operacional, pelo Comandante do CAOP2, pelo comandante do BCAÇ3872 e pelo Comandante do BENG2, inaugurou o quartel do Dulombi, tendo manifestado algum desagrado pelo formato dos torreões e com o nome colocado pela CCAÇ2700 na pista do Helioporto, (Capitão da CCAÇ 2700 - Carlos Gomes), ordenou que fosse retirada a placa, dizendo com aquele ar muito seu: "Para se ter o aqui o nome, é preciso morrer primeiro na Guiné!". O Heliporto passou assim, naturalmente, a ser conhecido por "Heliporto do Dulombi".
Em 23 de Maio 72, flagelação do IN (30/40 elementos) a Cancolim/CCAÇ3489 sem quaisquer danos.
Durante o mês de Maio 72, os GC da companhia e 1 Sec. do PELMIL288 estiveram empenhados na Operação "Garota Ladina", ou seja, a reconstrução da estrada (picada) Dulombi-Galomaro (duração dos trabalhos (15 dias).
As minas por nós colocadas em defesa de aquartelamento, no seguimento do que fora deixado pela companhia dos velhinhos (CCAÇ2700), foram colocadas, em linha, a cerca de 600/700m do aquartelamento (Dulombi), na denominada frente IN (ou seja donde normalmente aconteciam as flagelações do PAIGC), onde não existiam quaisquer áreas cultivadas pela população e por onde esta não transitava. As minas foram postas em cima de ferros apropriados, colocados a 1m de altura do chão (altura dos joelhos) e ligadas por arame de tropeçar. Para controlo das mesmas existia um trilho que corria paralelo à sua colocação e ao quartel e a cerca de 10/15 m destas, com sinalização que julgávamos suficiente e adequada para os nossos peritos em minas e armadilhas.
De vez em quando lá rebentava uma mina, normalmente de dia e era dada ordem para, passada uma meia hora, uma secção do Grupo de Combate que estivesse de serviço (com um dos furriéis de minas e armadilhas) sair para a zona, para verificação do que acontecera. Na maior parte das vezes as minas rebentavam por causa da passagem de animais, que eram aproveitados para um petisco para a companhia (especialmente impalas e gazelas). Em certa vez, até uma ave de grande porte, foi a vítima de uma mina, mas só serviu para tirar umas fotos, porque a malta não conseguiu identificar o bicho e ninguém quis degustar a peça. Assim, já era quase uma rotina, quando se dava um rebentamento e se não era seguido de algum ataque (o que nunca aconteceu), a secção do GC de serviço lá ia verificar o que se passava e repor o sistema existente. Se o rebentamento acontecesse de noite, é claro que só se lá ia no dia seguinte.
Em 26 de Maio, depois do almoço,  após mais um rebentamento oriundo da zona onde as minas anti-pessoais tinham sido implantadas, uma Secção do 3º GC, comandada pelo Furriel Mário Castanheira, dirigiu-se para o local. Passado algum tempo, o pessoal do quartel foi alertado por uma segunda explosão e, segundos depois, uma outra. O quartel entrou em alvoroço e quase desorganizadamente um grupo formou-se e arrancou para a zona, onde todos temíamos o pior. Ao aproximarem-se da área minada, com todo o cuidado, deram com quatro feridos, entre eles o furriel, que foram rapidamente levados para o quartel, onde eram aguardados pela equipa de enfermagem e, face aos cuidados que inspiravam, foram evacuados para o HM de Bissau, acompanhados de um Auxilliar de Enfermagem da Companhia (1ª Cabo F. Pires).
Por um lapso de orientação do comandante de secção (capim muito elevado), quando a equipa iniciava a contagem das minas, através de uma marcação existente e previamente sinalizada, cruzou a linha do sistema, tropeçando num dos arames que as ligavam, dando origem ao rebentamento de outra mina (accionada pelo próprio furriel). Após o rebentamento, um outro elemento da secção desorientou-se com a explosão e fugiu tropeçando noutro arame e rebentando uma segunda mina.
Felizmente e por qualquer milagre (!!!), não obstante terem sofrido diversos ferimentos, produzidos por muitos estilhaços, ficando, como se diz, feitos num crivo (o furriel foi inclusive atingido no escroto), uns tempos depois estavam de volta à companhia, após  uma estadia em Bissau, para recuperação.
O sistema de sinalização foi revisto, mas também nunca mais houve saídas para ir controlar os rebentamentos daquela forma. Os procedimentos tiveram de ser alterados.
Em 4 de Junho 72 Grupo IN estimado em 40 elementos emboscou 2 GC, reforçados por 1 sec milícias, da CCAÇ3490/Saltinho, no itinerário Sinchã Maunde Bucô-Quirafo, em dois momentos. Num primeiro, alvejando a frente da coluna com RPG´s e armas automáticas de um dos lados da picada e depois, noutro momento, outro grupo, instalado do outro lado da picada (200m da mesma) alvejou com morteiros e RPG´s a rectaguarda da coluna. Face à reacção das nossas forças e de um morteiro 60mm da milícia de Sinchã Maunde, que conseguiam ver a zona da saída dos morteiros IN e para esse local dirigiram o seu fogo, o IN retirou com 1 morto (provável) e 4 feridos (confirmados), causando 1 ferido nas NF.
Em 13 de Junho72 dá-se acidente c/uma granada obrigando à evacuação do ferido, um Sold.At. Infª que felizmente recuperou bem e voltou à nossa companhia.
Em 14 de Junho 72 na "Operação Jóia Opalina", à zona de Padada, forças da nossa Companhia verificaram que todas as nossas  armadilhas ali colocadas tinham sido accionadas por animais, pelos vestígios ali encontrados.
Em 20 de Junho de 1972, elementos IN aproximaram-se do arame farpado da Tabanca em auto-defesa de Campata, a coberto da noite. Tendo sido detectados e perante a imediata reacção de fogo das milícias, fugiram do local (possivelmente um grupo pequeno de reconhecimento). Na mesma data e um pouco mais tarde, um grupo IN, estimado em 30 elementos, flagelou a Tabanca de Sinchã Mamadu. Sabedores que forças da CCAÇ3490 e do PELMIL315 de Cansonco vinham a caminho,  as forças inimigas retiraram, dirigindo-se para Sul. As NF chegadas à tabanca atacada atiraram com morteiro 60mm e o Saltinho com o morteiro pesado 10,7mm, para os possíveis itinerários de retirada, devendo ter causado baixas ao IN, devido a ter sido encontrado, posteriormente, roupas e outros objectos roubados à população, pensos e ligaduras ensaguentadas e sinais de terem sido improvidas macas. Informações obtidas referiram que o IN sofreu 3 mortos. O IN conseguiu apreender uma espingarda automática G3 e uma espingarda Mauser distribuídas à população, queimou 7 casas e levou uma vaca. As NT apreenderam 1 granada de mão chinesa e 1 granada de RPG2.
Em 22 Junho 72, deslocaram-se a Galomaro todos os oficiais do Batalhão, para uma reunião com o General Spínola, que foi muito interessante e aberta, podendo alguns manifestar a sua opinião, mesmo contrária às posições oficiais - um prenúncio do movimento que surgiria quase dois anos depois e, como se sabe, teve início em reuniões realizadas na Guiné.
Em 24 de Junho 72.,forças da CCAÇ3489/Cancolim, detectaram e levantaram em Madina Xaquili, 2 minas A/P- PMD-6 e que existiam outras 4 rebentadas por animais.
Em 30 de Junho 72, grupo IN (30 elementos) capturou 2 elementos da população da Tabanca de Sana Jau, junto ao pontão sobre o rio Camba, na picada Saltinho-Galomaro e, de imediato, divididos em 2 grupos acercaram-se das Tabancas de Bonere e Sana Jau, que incendiaram. Elementos das NF que se encontravam em Sinchã Maunde Bucô acorreram aos locais, tendo ainda trocado tiros com o IN que já estava em fuga, levando com eles um rapaz de 8 anos, embora libertassem os 2 elementos da população capturados.
Em 2 de Julho 72 (Domingo), pelas 19H00, um grupo IN, estimado em 15 elementos, flagelou o aquartelamento do Dulombi, durante cerca de 20 minutos, com espingardas automáticas e metralhadoras ligeiras e RPGs, sem quaisquer consequências. Interessante é que cerca de dez minutos antes, estávamos de "cadeira" a assistir a um ataque a Cancolim, ou seja o IN efectuou duas flagelações praticamente ao mesmo tempo, em dois quartéis do nosso Batalhão. Do reconhecimento à base de fogos do IN -"Acção Espada"- situada a cerca de 500m do aquartelamento, foram localizadas 3 Gr RPG-2 e 1 Gr de RPG-7.
No dia 3 de Julho, quando no reconhecimento feito pela C.CAÇ3489 à flagelação sofrida a Cancolim, e percorriam o trilho de retirada do IN, entre Demba Arabe e Sinchã Jai, encontraram-se com os guerrilheiros que vinham em sentido contrário. Do contacto havido nada resultou, dado que o IN debandou. Do reconhecimento, apurou-se que o IN, após a flagelação, tinha montado uma emboscada à espera da nossa tropa, mas como eles "demorassem" a sair, dirigiam-se novamente ao quartel, possivelmente para o atacar novamente, quando se deu o contacto. Foi pedido apoio aéreo e uma parelha de FIAT´s G91 sobrevoou a áres efectuado diveros disparos de roquete, sem consequências.
Em 15 de Julho um grupo IN de 30 elementos flagelou à distância a Tabanca em auto-defesa de Cansamange, aproveitando uma forte trovoada que caiu sobre a região. Reacção do PELMIL287, com morteiro 60mm e armas automáticas e dilagramas e do quartel do Saltinho, com fogo do morteiro pesado 10,7mm, para as possíveis zonas de fuga do IN. Também o morteiro 81 de Madina Buco e um GC do PELCAÇNAT53 ajudaram na resposta ao IN, que bateu em retirada ajudado pela forte chuva e trovoada.
Em 27 de Julho grupo IN, após raptar 2 elementos da população, atacou a Tabanca indefesa de Guerleel, queimando 12 das 15 moranças, apreendendo 3 espingardas Mauser de elementos de Campata que ali estavam nas lavras, levando-os com eles, juntamente com 1 dos anteriormente raptados e 2 vacas. Após andarem 200m para fora da tabanca, libertaram os 4 homens, dizendo-lhes que podiam voltar para casa, em seguida dispararam uma rajada sobre os detidos abatendo 3 deles e ferindo o 4 que se fingiu de morto. O IN retirou pela picada em direcção ao pontão do Rio Pulom, onde tentaram colocar uma carga explosiva, para rebentar com o mesmo, mas não conseguiram o efeito pretendido. Foram perseguidos pelo PELREC/CCS, reforçado pelo PELMIL318 de Campata, mas sem resultados.
O Cmdt da CAOP2, o Chefe da REPOPER, o Cmdt-Geral das Milícias, o Chefe Operacional da CAOP2 e o Cmdt do Batalhão visitaram o Dulombi, em 11 de Agosto.
Em 6 de Agosto 72, pequeno grupo IN (05 elementos) flagelou com armas ligeiras o quartel de Cancolim, sem consequências.
Em 11 de Agosto 72 grupo In não estimado atacou durante cerca 30 minutos a Tabanca em auto-defesa de Patê Gibele, com fogo de metralhadoras e RPG´s, retirando após reacção do PELMIL316, ali instalado e do fogo de apoio de Campata. O IN causou a morte de 1 sargento milícia e 1 ferido grave e 1 ligeiro entre a população, queimando 15 moranças. O reconhecimento do itinerário de retirada do IN foi feito pelo PELREC/CCS que verificou que o IN tinha intenções de assaltar a tabanca, dado que estiveram instalados a 150m do arame
Em 12 Agosto 72, na Operação "Raro Whisky", destinada a localizar elementos IN que, na véspera, tinham atacado a Tabanca de Patê Gibele, foi levantada uma mina A/P-PMD-6, em Paiai Lemenei (área onde meses antes sofrêramos uma emboscada), por elementos do 2º GC.
Em 14 de Agosto 72, uma viatura Unimog da CCAÇ3489, accionou uma mina A/C, na picada Anambé-Cancolim, com destruição parcial da viatura, 12 feridos graves e 1 ferido ligeiro entre as NF e 1 ferido grave da população.
Em 21 de Agosto 72, forças da CCAÇ3490 detectaram que 3 elementos IN tinham accionado uma armadilha nossa, na véspera, perto da nascente do Rio Camba.
Devido ao facto de haver um forte empenhamento do IN na zona do Batalhão, foram lançadas operações pela CCP 121, a 2 GC, na área entre Cancolim e Dulombi, desde 17 de Agosto. Em 24 de Agosto, na zona de Cansamba Jau, detectaram um grupo IN estimado em mais de 100 elementos armados e instalado em meia-lua. Tendo em conta o número de inimigos, os páras retiraram e pediram apoio aéreo. O Fiat G91 que veio apoiar, disparou diversos roquetes sobre o IN, originado a sua dispersão e retirada. O Cmdt do grupo dos páras (Sargento) veio a ter problemas disciplinares por não ter atacado o IN, tendo preferido chamar a FA e retirado.
Em 24 de Agosto 72, o IN flagelou Bafatá com foguetões, a partir da zona de Alimo (Cancolim) pensando-se que possa ter sido o numeroso grupo que havia sido detectado.
Em 27 de Agosto 72, o 1º GC, passou a reforçar a CCAÇ3489, Cancolim. Esta companhia passava por momentos difíceis, por terem sofrido em tão pouco tempo de guerra 4 mortos e uma dezena de feridos e, para além disto, o capitão e um dos alferes foram de férias e não voltaram e um outro alferes foi colocado nas unidades africanas. Assim, o recurso a um dos nossos pelotões foi bastante positivo, pelo exemplo de disciplina que ali ajudou a implementar (os elementos operacionais não queriam ir para o mato, não queriam efectuar as actividades diárias, operacionais ou outras, cada um comia onde queria, etc.).
Em 28 de Agosto 72, um pequeno grupo IN flagelou Cancolim, durante 5 minutos, com armas automáticas e RPG´s, sem consequências.
Também o 2º Cmdt do Batalhão visitou-nos em 29 do mesmo mês.
O mês de Agosto 72 foi considerado dos meses com mais intensidade operacional do Batalhão, com 13 operações e 17 acções e contou com o apoio da CCP 121 a 2 grupos de combate. Foi neste mês que o IN flagelou a importante cidade de Bafatá (24/8). Pensa-se que seria o importante grupo detectado pelos pára-quedistas na zona de Cancolim.
Em 5 de Setembro 72, pelas 22h00, um numeroso grupo IN, estimado em 60 elementos, atacou a Tabanca de Anambé, a coberto de uma chuva torrencial que produzia um forte ruído nas chapas de zinco, que cobriam a maior parte das casas, onde se encontrava um Gr.Comb. da CCAÇ3489, de Cancolim, tendo conseguido parte do grupo penetrar nas defesas (!!!), após derrubar 40m de arame farpado, sem serem notados, abrindo fogo de automáticas e RPG´s, apoiados pelo grupo que ficou no exterior, com total surpresa para as NF, que demoraram muito tempo na resposta. O IN capturou um elemento da CCAÇ 3489, levando-o com eles, mas no percurso de retirada mataram-no a tiro de pistola, causou ainda mais 3 feridos, apreendeu 1 espingarda automática G3, incendiou uma GMC, 32 bidons de gasolina e destruiu 7 casas. O IN retirou após tiros certeiros de morteiro 81mm e do morteiro 60mm de Sangué Cambomba, na zona onde parte do grupo estava instalado.
No dia seguinte (6 de Setembro), pelas 7h10, um pequeno grupo IN, estimado em 5 elementos, flagelou uma secção da nossa companhia, que se preparava para montar segurança junto do rio Fandauol, a cerca de 800 metros do quartel, local onde nos abastecíamos de água. Contudo, tendo sido detectados pela NT, abriram fogo de armas ligeiras, mas foram de imediato repelidos, pondo-se em fuga. Do quartel ainda foram disparados tiros de morteiro 81mm, para as possíveis áreas de fuga , mas sem consequências. De facto, o IN ao tentar atacar uma actividade diária de recolha de água para o quartel parecia querer indicar que não estávamos seguros, nem a quilómetros do quartel, nem junto ao mesmo. Pensa-se que poderia ser um grupo de reconhecimento às nossas actividades diárias ou um grupo de sapadores com missão de colocar minas nos nossos trajectos.
A 19 de Setembro, na Operação "Água Fresca", levada a efeito por 2 GC (2º e 3º GC) da nossa companhia, na convergência do R.Cambamba/R.Corubalo, detectou-se o local onde o IN cambava o rio e já junto do R. Corubalo tivemos a "visita" inesperada do Cmdt-Chefe, General Spínola, acompanhado pelo Cmdt do Batalhão, que junto do Alf. L.Dias procurou inteirar-se dos pormenores da operação, locais detectados de cambança, pontos escolhidos para emboscar o IN ou para colocação de minas A/P.
Em 20 de Setembro, um Bi-grupo IN quando se aproximava da Tabanca Sinchã Maunde Bucô/Saltinho para a atacar e a cerca de 3km desta, accionou uma armadilha, que alertou a população e as milícias que se organizaram e, apoiados pelo tiro do morteiro 81mm, avançaram para o local, efectuando fogo de armas ligeiras, dilagramas, conseguindo que o IN debandasse, após terem lançados granadas de RPG 7 em direcção à Tabanca. Em plena retirada elementos IN accionaram nova armadilha na zona do Quirafo. Admite-se, pelo sangue existente, que o IN tenha sofrido 3 feridos.
Em 22 de Setembro 72, o 1º GC, que se encontrava em Cancolim, regressou ao Dulombi.
Em 26 de Setembro pequeno grupo IN flagelou uma pequena Tabanca constituída por 8 casas e que está a 300m da Tabanca de Bojo Fulpe, por volta das 21h45. Cinco minutos depois, um outro grupo, estimado em 60 elementos, atacou a Tabanca de Bangacia/Galomaro, na altura sem milícias, durante 5 minutos, conseguindo alguns elementos do grupo entrar na tabanca. Entretanto o PELREC/CCS que se encontrava emboscado nas proximidades, efectuou fogo de morteiro 60mm, no que foi acompanhado pelo morteiro 81mm de Campata. Ao pressentir que se teria de haver com forças que estavam perto, o IN retirou atravessando a picada Galomaro-Dulombi, seguindo em direcção a Padada. Da sua acção resultou a morte de 1 milícia e 2 elementos da população, o incêndio de 68 das 260 casas, a destruição pelo fogo de 5 espingardas Mauser e o desaparecimento de outras 3, todas atribuídas à população.
Em Setembro manteve-se o ritmo de actividade operacional, contando o Batalhão com o apoio da CCP 121, a 2 GC, que efectuou uma operação de 2 dias na zona da companhia, tendo sido escoltados desde Galomaro até perto do Jifim, pelo 2º GC, com picagem e segurança do 3º GC.
A 2 de Outubro 72, pelas 17h10, forças do IN estimadas em 40 elementos flagelaram o Dulombi com armas automáticas e RPGs, durante cerca de 10 minutos, estando a sua base de fogos colocada a 700 m do quartel. Foi esta a 1ª vez que eles atacaram do lado da população - área do Quirafo (normalmente era sempre do lado das NT), obrigando a uma rotação dos nossos morteiros 81 mm, entre 90º e 180º. Foi, por isso, do nosso ponto de vista, a flagelação mais difícil de responder, porque os morteiros 81 tinham de lançar as granada para a zona donde vinha o ataque, sobrevoando as mesmas parte do quartel e a área da população. Ainda por cima uma das granadas, por defeito, fez um curto voo e caíu no meio da parada, junto ao monumento aos mortos da CCAÇ 2700, não tendo rebentado - não teve inércia suficiente para armar o percutor - e outra, também defeituosa, enterrou-se à porta do alfaiate da tabanca - também não estoirou - e o homem apanhou um susto tremendo, passando a dizer que o queríamos matar (talvez por saber que desconfiávamos ser ele informador do PAIGC).
Em 12 de Outubro 72, elemento IN, trajando um uniforme nº 3, aproximou-se da Tabanca em auto-defesa de Cansamba, chamando pelo sentinela, que era, nesse posto, um milícia. Este abriu fogo pondo o indivíduo em fuga. No dia seguinte, elementos da CCAÇ3490/Saltinho levantaram no itinerário que liga Cansamba a Galomaro uma mina A/C-TMD, com disparador de pressão semelhante ao nosso, reforçada por 1 granada de mão defensiva F1. A mina foi detectada por elemento da população e o grupo que a colocou, ao qual pertenceria o indivíduo que se aproximou de Cansamba, foi estimado em 15 elementos.
Em 17 de Outubro 72, pelas 19h00, um grupo IN estimado em 50 elementos, atacou durante cerca de 5 minutos a Tabanca em auto-defesa de Dulô Gengele, com armas ligeiras e RPG´s. Ao sentirem que a reacção das milícias não se estava a dar, alguns elementos do IN, levantaram parte do arame farpado e a rastejar penetraram na tabanca. Foi na altura que se deu a reacção das milícias e da população armada, repelindo o IN, com fogo de armas ligeiras e o lançamento de dilagramas. Em resultado o IN sofreu 3 mortos e vários feridos, perdendo vários carregadores de kalashnikov e 3 granadas de mão chinesas. Do lado dos milícias houve 1 ferido grave e 1 ferido ligeiro e do lado da população houve 3 mortos (que o IN havia feito prisioneiros antes do ataque e que depois abateram), 4 feridos graves e 5 ligeiros. O IN libertou uma mulher que também haviam aprisionado conjuntamente com os homens e no ataque queimaram 50 casas. Foi de louvar a atitude do comandante do PELMIL368 que colocou os seus homens em posição e aguardou a oportunidade de abrir fogo, quando alguns elmentos do IN já estavam ao alcance das armas ligeiras.
Durante o mês de Outubro, a actividade operacional continuou forte e contou com o apoio da CCP 123, a 2 GC, porque o IN continuava a atacar objectivos no sector do Batalhão, em especial tabancas guarnecidas por milícias, como aconteceu em 17 de Outubro, em Dulô Gengele, ferindo milícias e elementos da população (mataram 3 que haviam previamente sequestrado), tendo o IN sofrido 3 mortos confirmados.
Ainda neste mês, em virtude de termos cedido parte da nossa área de intervenção mais longínqua, â CCAÇ africana, instalada em Canjadude, deslocou-se àquela unidade, o Alferes Parente do 4º GC e o Furriel Baptista do 1º GC, ambos de minas e armadilhas, a fim de efectuarem a entrega de campo de minas A/P que tínhamos colocado no limite dessa zona.
Em 6 de Novembro 72, quando um dos nossos GC procedia à picagem do itinerário Dulombi-Galomaro e a 2 km do primeiro, detectou e levantou uma mina A/C-TM-46 (4º GC).
Em 8 de Novembro 72, Grupo IN não estimado atacou a Tabanca indefesa de Sarancho, matando 2 civis e fazendo 2 feridos, queimando 15 das 26 casas e danificando a cobertura da mesquita. O IN retirou depois do PELMIL289, de Umaro Cossé, ter lançado diversas granadas de morteiro 60mm que acertaram nas zona de fogos do inimigo, provocando-lhes baixas, pelos inúmeros rastos de sangue deixados no local e acorrendo em socorro da tabanca atingida. Foi recolhida uma granada de RPG2.
Em 13 de Novembro 72, um grupo não estimado do PAIGC, pelas 22h15, atacou a Tabanca indefesa de Samba Cumbera, durante 15 minutos, com armamento ligeiro, causando 1 ferido na população e queimando 40 das 45 casas. Antes do ataque o IN capturou um elemento da população, obrigando-o a indicar-lhes o caminho para Samba Cumbera. aproveitando o ataque, o indivíduo conseguiu fugir. Elementos do PELMIL316 e alguns civis de Dulô Gengele, foram em socorro da tabanca atacada e tiveram um encontro com o IN, quando este já estava em retirada. Desse contacto, pensa-se que o IN sofreu baixas, face aos rastos de sangue deixados no terereno, ligaduras ensanguentadas e ampolas de injecções encontradas. Recolheu-se 1 granada de RPG2.
Em 15 de Novembro 72, pelas 9h30, foi accionada uma mina A/P reforçada, por um elemento do PELREC/CCS, quando procedia à picagem da estrada Galomaro-Rio Pulom, de que resultou a sua morte.
Em 17 de Novembro 72, o IN flagelou o quartel de Cancolim durante 10 minutos, sem consequências.
Em 21 de Novembro 72, pelas 15h45, o IN flagelou novamente o Dulombi com armamento ligeiro e RPGs, durante 5 minutos, sem quaisquer consequências.
No mês de Novembro o IN manteve-se em acção nos sub-sectores de Galomaro, Dulombi e Cancolim, com flagelações às Tabancas indefesas de Sarancho e Samba Cumbera e flagelações a Dulombi e Cancolim e colocação de mina A/C no itinerário Dulombi-Galomaro e mina A/P no itinerário Galomaro - Rio Pulom, que foi accionada por elemento das NT, resultando na sua morte (pertencia ao PELREC da CCS-Galomaro). O IN também sofreu baixas prováveis na fuga, após o ataque a Samba Arabe, por que teve um contacto com elementos do Pel. Mil. 316, de Dulô Gengele, que acorreram em socorro da tabanca atacada.
Em 1 de Dezembro 72, pelas 22H00, grupo IN não estimado, mas numeroso, flagelou a sede do Batalhão-Galomaro, com elevado potencial de fogo, especialmente de granadas de RPGs, causando 1 ferido grave e 6 feridos ligeiros na população, 1 ferido ligeiro às NT, prejuízos materiais no quartel e o incêndio de 4 casas da população. O IN conseguiu aproximar-se do quartel, protegido por animais que estavam na pastagem, sendo detectados por duas sentinelas que dispararam alguns tiros para aquela zona, o que motivou o IN a desencadear o ataque, que não teve piores consequências, primeiro devido à acção de duas sentinelas - um pouco mais tarde e os guerrilheiros ter-se-iam posicionado bem perto do arame e alvejado com melhor certeza o quartel - e depois face à justeza dos tiros de morteiro 81 mm (manobrados por dois 1º Cabos enfermeiros da CCS) e um dos morteiros 60mm. O IN sofreu um morto confirmado, que abandonou no terreno e indícios de muitos feridos graves pelos rastos de sangue, para além de muito material apreendido. A aproximação do IN foi feita por Canjai A-Padada-Picada Galomaro-Dulombi-Nascente do R. Cumbancoli-Nascente Rio Umada-Fonte Bangacia-Sinchã Nhacori-Sinchã Delo - Sinchã Puloro e retiraram pela mesmas zonas.
Material apreendido: 1 pistola Tula Tokarev TT33, com respectivas munições, cinturão e coldre; bolsa para carregadores AK-47; 3 carregadores de Ak-47, 1 granada defensiva chinesa;1 almotolia de óleo;7 granadas para RPG7 e mais de 100 munições de armamento ligeiro.
Este ataque iria ter repercussões no futuro da CCAÇ 3491 e no Dulombi.
Em 13 de Dezembro 72, estando o Alferes L. Dias a tirar o Estágio de Unidades Africanas em Bolama, esta foi atacada por morteiros 82mm e canhões sem recuo B10, também de 82mm, causando alguns feridos ligeiros entre elementos de um batalhão chegado na véspera para o IAO e estragos materiais nas áreas circunvezinhas das messes de oficiais e sargentos. O ataque foi comandado por Nino Vieira, com assistência de conselheiros cubanos (foram ouvidas as suas transmissões em espanhol).
Em 17 de Dezembro 72, pelas 19h30, grupo IN estimado em 30 elementos flagelou a Tabanca em auto-defesa de Cansamange, a partir de uma distância de 900m, com disparos de RPG7, sem consequências. A reacção imediata do PELMIL287 e o fogo do morteior pesado 10,7mm do Saltinho fizeram que batesse em retirada.
Em 20 Dezembro 72, o Cmdt-Chefe, General Spínola esteve no Dulombi, procurando inteirar-se sobre uma das últimas flagelações sofridas, especialmente sobre o itinerário de retirada dos guerrilheiros.
Em 22 de Dezembro 72, ao fim da tarde, grupo IN estimado em 15 elementos flagelou Cancolim com RPG e fogo de automáticas, durante 10 minutos, sem quaisquer consequências.
Logo em 26 de Dezembro, o 4º GC do Dulombi foi reforçar a sede do Batalhão e, no ano a seguir, iriam processar-se alterações profundas no sector e sub-sector, até porque o IN, nesse mês, para além do ataque a Galomaro, flagelou Cansamange/Saltinho e Cancolim.
Neste mês, o PELMIL353 terminou o treino no CIMIL do Pelundo e foi colocado em Bangacia, pelo que 1 GC da CCS, que ficava no local todos os dias até às 24h00, deixou de ali pernoitar. Também Sinchã Maunde Bucõ, recebeu o PELMIL354, formado no CIMIL de Bambadinca.
1973
Em 8 Janeiro 73, forças IN, estimadas em 30 elementos, emboscaram 1 secção do PELMIL347 de Anambé, que procedia à picagem do itinerário Anambé-R.Xancara, causando 2 mortos, 1 ferido e capturando 2 espingardas automáticas G3. Julga-se que a emboscada estaria montada para a coluna de Cancolim, mas como os milícias deitaram fogo ao mato onde o IN se acoitava, estes tiveram de atacar a milícia. Esta era a 6ª emboscada/contacto que o PAIGC efectuava às forças do Sector do Batalhão, desde 11 de Março de 1972, 2 na área do Saltinho, 2 na área de Cancolim e 2 na área do Dulombi, mesmo que 2 delas tenham sido a forças de milícias.
Em 18 de Janeiro 73, um grupo IN de 40 elementos aprisionou 16 elementos da população que percorriam a picada Saltinho-Galomaro. O grupo que era dirigido por Malan Nuno Seidi, libertou as pessoas no dia seguinte, depois de lhes ter roubado o dinheiro que possuíam.
A 20 de Janeiro 73(6ª Feira), soube-se, pela rádio, do assassinato de Amílcar Cabral, em Conacri, ao que tudo indicava, devido a uma revolta dentro do próprio PAIGC. Muitos elementos da população e alguns de nós, acreditavam que a guerra iria acabar. Contudo, quando se soube que o novo dirigente máximo seria Luís Cabral, logo se pensou que a luta iria endurecer, dado que o novo dirigente máximo fora um combatente, que andara no mato e que, portanto, era mais um militar do que um político. A razão iria estar do lado dos que pensaram assim.
Em 26 de Janeiro 73, apresentaram-se no Saltinho 4 elementos do PAIGC, devidamente fardados, sendo que um deles era chefe de grupo e que estacionavam provisoriamente em Madina do Boé.
Em 1 Fevereiro 73, um grupo IN estimado em 60 elementos volta a atacar a Tabanca de Bangacia, perto de Galomaro, com fogo de RPG e de armas automáticas, tentando entrar na Tabanca por 2 vezes, após derrubar a rede de arame farpado, não o tendo conseguindo devido à reacção do PELMIL353, recentemente ali colocado e ao fogo de morteiros 81mm de Cansamba e de Campata, causando 2 mortos e 2 feridos ligeiros na população e 1 ferido grave e 1 ligeiro (sarg. mil) nas milícias, destruindo meia centena de casas e implantando uma mina A/C, reforçada com granada de RPG, na Picada Galomaro-Dulombi (entre Mali Bula e a nascente do Rio Fanharé), que foi accionada por uma viatura das NT (GC CCAÇ 3490, Reforçada por 1 Secção do PELSAP/CCS), provocando 1 ferido grave (cond.auto da CCS) e a destruição parcial de um Unimog 416. O 3º GC da CCAÇ 3491, que reforçava Galomaro e que estava emboscada na zona, foi em socorro de Bangacia tendo ali pernoitado. Outro GC da nossa CCAÇ, reforçado por 1 Secção do PELMIL288, pelas 00H30, saíu do Dulombi e foi montar uma emboscada na zona de Samba Arabe, embora sem resultados. O PELREC/CCS c/PELMIL318 iniciaram o reconhecimento do itinerário de retirada do IN
Em 4 Fevereiro 73, o Cmdt Chefe, General Spínola esteve em Bangacia a avaliar os estragos feitos pelo PAIGC.
Em 10 Fevereiro 73, o Cmdt-Chefe, General Spínola, o Cmdt da CAOP2, o Cmdt Geral das Milícias e o Cmdt Interino Batalhão, visitaram o Dulombi (2ª visita em curto espaço de tempo).
Em 28 de Fevereiro apresentou-se no Dulombi o PELMIL373 que veio reforçar esta unidade e a Tabanca de Dulô Gengele recebeu o PELMIL368.
Em 4 Março 73, o 3º GC da CCAÇ3491, partiu para Piche para reforçar o BCAÇ3883. Uns dias antes, estando o Alf. L. Dias, como comandante interino da companhia (era o 2º cmdt desde finais de Jul 72), por ausência do capitão (férias), recebeu ordem do Cmd do Batalhão para organizar a CCAÇ, para que, em 3 dias, serem transferidos para Galomaro.
Os sinais estavam a ser evidentes: o IN atacava os aldeamentos envolta de Galomaro, com alguma persistência, Dulombi recebia outro pelotão de milícias de reforço, as visitas "inopinadas" do Cmdt-Chefe, o ataque uns tempos antes a Galomaro (sede do Batalhão) e estando o sub-sector do Dulombi, relativamente "calmo", tudo levava a pensar que a CCAÇ3491, iria enfrentar novos desafios, embora nos custasse muito sair do Dulombi. Íamos alargar "horizontes" acrescentando ao sub-sector do Dulombi o sub-sector de Galomaro e as numerosas tabancas que a envolvem e ainda ter um GC em intervenção permanente, primeiramente no Batalhão de Piche e, posteriormente, no Batalhão de Nova Lamego e de Pirada.
Em 8 Março 73, um elemento IN, fardado e armado de pistola-metralhadora PPSH-41, apresentou-se a uma Patrulha de Reconhecimento do Dulombi, já bem perto do quartel. O elemento IN vinha de Madina do Boé e era oriundo da Base de Kanberra.
Em 9 de Março 73, a companhia partiu para Galomaro, deixando no Dulombi 13 elementos, comandados por um Furriel (primeiramente o Gonçalves - Atirador do 2º GC e posteriormente, o Soares (transmissões) e os PELMIL 288 e 373, para defenderem o aquartelamento e a população que o integrava.
Assim, a partir de 10 de Março, o dispositivo operacional do Batalhão passou a ser o seguinte:

CCS c/PELREC e PELSAP - Galomaro
CCAÇ 3489-Cancolim 
CCAÇ 3490-Saltinho e 1 GC em Cansamba/Galomaro
CCAÇ 3491-Galomaro e Dulombi c/3 GC (o outro GC estava de intervenção em Piche/Nova Lamego) e 13 elementos no Dulombi
PELCAÇNAT 53-Saltinho.
FORÇAS DE MILÍCIAS:
PELMIL 256-Deba
PELMIL 287-Cansamange
PELMIL 288-Dulombi
PELMIL 289-Umaro Cossé
PELMIL 290-Cancolim
PELMIL 304-Contabane
PELMIL 315-Cansonco
PELMIL 316-Patê Gibele
PELMIL 317-Cansamba
PELMIL 318-Campata
PELMIL 347-Anambé/Sangue Cabomba
PELMIL 353-Bangacia
PELMIL 354-Sinchã Maunde Bucõ
PELMIL 368-Dulô Gengele
PELMIL 373-Dulombi
Em Setembro 73 viriam os PELMIL 397 e PELMIL 398, destinados, respectivamente a Bangacia e a Samba Cumbera.
Em 16 de Março, às 17H55, grupo IN estimado em 15 elementos flagelou o Dulombi durante 20 minutos, sem consequências, abandonando na base de fogos diversas granadas de RPG-2 e RPG-7. 
No mesmo dia, pelas 21H15, o IN (55 elementos) atacou a Tabanca de Campata com forte poder de fogo, mas teve de bater em retirada face à reacção das forças milícias, muito bem comandadas (PELMIL318), deixando no terreno 5 mortos e diverso material, mas causando 2 mortos (1 sarg.mil) e 2 feridos graves (1 sarg.mil) à milícia e 3 mortos, 10 feridos graves e 8 ligeiros à população, queimando 42 moranças e 2 espingardas Mauser. As forças de milícias de Pate Gibel e Dulô Gengele dirigiram-se para o local e também o 4º GC da CCAÇ 3491, que estava emboscado relativamente perto. Na retirada houve novo contacto com o IN em Dulombi (A) que fugiu, deixando mais material e, pelos vestígios de sangue encontrados, levando com eles feridos graves. Foi capturado um guerrilheiro, com a respectiva arma. Entre o material recolhido salientam-se: 2 Espingardas Automáticas Kalashnikov Ak-47, 1 pistola Tokarev TT33, 5 RPG-2, 2 granadas RPG2, várias granadas defensivas F-1 (origem russa) e chinesas de cabo de madeira, 24 carregadores para AK-47, 2 bolsas com carregadores AK-47, 100 munições 7,62mmM43 e uma fita p/metralhadora.  Os milícias feridos e elementos da população também feridos foram recolhidos em Bangacia e transportados para Galomaro pelo 2ºGC CCAÇ 3491, reforçado por 1 Secção do PELREC./CCS que se deslocaram até Bangacia via auto e depois a Campata, após picagem. Posteriormente iniciaram acção de reconhecimento no terreno dos itinerários de fuga do IN, pelas 5h30, do dia 17.
Foram recebidas menções elogiosas do Comando Chefe, para a boa e adequada reacção do comando do Sector, face ao ataque IN a Campata. Ao PELMIL318 de Campata, pela determinação demonstrada no ataque que sofreu e ao PELMIL316 de Pate Gibel pela reacção e intervenção sobre o IN que atacou Campata.
Com a captura de um elemento do PAIGC surgiu em Galomaro, no dia seguinte, o Cmdt das Forças Especias, o então Major Almeida Bruno, acompanhado do Alf. Cmd, Marcelino da Mata e o seu Grupo Operações Especiais. O Grupo era composto por 16 elementos, armados com 2 Kalashnikov (Alf e Fur), 7 Dectyarev RDP e 7 lança granadas foguete (RPG-2 e RPG-7). Depois de se conseguir obter do detido a orientação da base IN, situada na República da Guiné-Conackri, junto à nossa fronteira, aquela força fez-se transportar pelo fim da tarde de hélio até perto do local, vindo a ser recolhida no dia seguinte, no nosso lado, após assalto à base do PAIGC, que destruíram. Antes da partida ainda perguntámos ao Marcelino se achava que os 16 elementos seriam suficientes para o assalto, dado que as informações colhidas diziam ali estarem cerca de 40/50 guerrilheiros, ao que ele respondeu, com ar zombeteiro: "E só lá entro com 10, os outros ficam de reserva!".
Durante o mês de Março 73, foi reconhecida a Actividade Operacional pelo Cmd-Chefe do TO, em especial as actividades das milícias de Campata, Pate Gibel, Cansamange e da CCAÇ 3491, revelada na Operação"Corrida Honrosa", efectuada na região do R. Corubalo. Foi ainda salientado os trabalhos nos reordenamentos de Bangacia e Dulombi.
Em 3 de Abril 73, 2 elementos milícias de Cansamange/Saltinho, avistaram grupo IN, estimado em 60 elementos, instalados junto ao Rio Manganagi, Correram a avisar a população e o comandante de milícias (PELMIL287) que, após reunir as suas forças, partiu em direcção onde o grupo se instalara e depois de um breve contacto, conseguiram que os guerrilheiros dispersassem, seguindo em direcção do Rio Cantoro. Pensa-se que o grupo estava a descansar para ir mais tarde atacar a Tabanca de Cansamange.
Em 10 de Abril 73, deslocou-se a Galomaro o Cherno Rachid de Aldeia Formosa e foram recebidoa alguns jornalistas que foram visitar Bangacia e o seu reordenamento.
Em 15 de Abril 73, grupo In, estimado em 15 elementos, flagelou com armas ligeiras e RPG, durante 3/5 minutos, o quartel de Cancolim, sem quaisquer consequências. 
Em 25 Abril, um GC CCAÇ 3491, efectuou escolta ao Cmdt Batalhão, numa coluna auto ao Saltinho, via Bambadinca e Xitole (O nosso cmdt ia-se passando quando viu os cabelos compridos de muitos dos elementos das NT da CART 3492, do Xitole, que pertencia ao BART 3873 de Bambadinca).
A moral das NT foi afectada pelas notícias de que os hélios não iam ao mato buscar feridos, devido aos mísseis strella (SAM7) lançados pelo IN (foi difícil manter a actividade operacional com estas informações...)
A vida da CCAÇ3491 em Galomaro era de intensa actividade operacional, com operações de 36 horas todas as semanas, a dois GC, em especial na área do Dulombi e emboscadas nocturnas diárias entre as 18 e as 24H00, estas na área de Galomaro, efectuadas conjuntamente com o PELREC. e PELSAP./CCS.
No mês de Abril 73, ficaram concluídas a reconversão de 18 casas da Tabanca do Dulombi.
Em 8 de Maio 1 GC da CCAÇ3491, procedeu à escoltade uma coluna de abastecimentos ao Saltinho, seguindo por Galomaro-Bambadinca-Mansambo-Xitole-Saltinho e vice-versa, sem quaisquer incidentes.
Em 14 de Maio 73, grupo IN, estimado em 25 elementos, flagelou com armas ligeiras e RPG´s, a uma certa distância,  a Tabanca de Sinchã Maunde Bucô, sem consequências, dada a distância a que estavam do local. O PELMIL287, de Cansamange saiu atrás do IN, bem como o PELMIL354, da tabanca flagelada, conseguindo o primeiro, um breve contacto com o grupo IN, obrigando-o a dispersar.
Em 6 de Junho 73, o PELSAP./CCS foi para Buruntuma, ficando à ordem do Cmd-Chefe até ao dia 15 de Junho, tendo regressado a Galomaro. Voltou a partir no dia 20 para Buruntuma, ficando à ordem do Cmdo-Chefe.
Em 10 de Junho 73, forças do PAIGC, estimadas em 20 elementos, flagelaram o quartel de Cancolim, sem quaisquer consequências. Apreendido um carregador de pistola TT33,com munições.
Em 29 de Junho 73, na zona de intervenção da CCAÇ3490/Saltinho foi levantada uma mina A/P reforçada.
Solicitou-se a colocação de artilharia, a 3 bocas, na sede do Batalhão e a atribuição de meios rádio aos pelotões de milícias que defendem os diversos reordenamentos o que nunca veio a ser feito e teria dado muito jeito.
Em 17 de Julho 73, regressou a Galomaro o PELSAP, o qual esteve em Buruntuma às ordens do Cmdo-Chefe.
Em 19 Julho 73, o 3ºGC da CCAÇ 3491 (Alf.Farinha) que estava em Piche, foi trocado pelo 2º GC (Alf. Dias).
Durante os meses de Julho e Agosto o IN não manifestou actividade na nossa área e conforme informações recebidas, os bi-grupos do Boé e 1 grupo da  base Djargadongo, teriam ido reforçar a frente Bafatá-Gabu Norte, mas pensamos que a operação das forças especiais do Alf. Cmd. Marcelino da Mata, na REP GUINÉ-CONACRI, uns meses antes, possam ter desorganizado o IN que actuava no ataque às tabancas das populações da área de Galomaro.
O GC da CCAÇ 3491 que estava colocado em Piche tinha como missão, a segurança aos trabalhos da "Tecnil", na estrada Piche-Buruntuma, emboscadas nocturnas nos arredores de Piche e escoltas de acção psico nos aldeamentos da zona.
O dia iniciava-se com alguns disparos de artilharia para a zona para onde nos dirigíamos e depois lá saia a coluna, formada por elementos do Esquadrão de Reconhecimento de Cavalaria, com carros Chaimite e White, as viaturas da "Tecnil" e o nosso GC. Passávamos o dia todo em defensiva, ao longo da área da execução dos trabalhos e regressávamos ao fim da tarde. Quando ali esteve o 3º GC, foi sugerido que as viaturas de transporte não tivessem os taipais e os bancos fossem ao meio (lembrança da emboscada do Quirafo a um GC da CCAÇ 3490, com desastrosas consequências). Quando ali esteve o 2ºGC, por sugestão nossa, os disparos de artilharia passaram a ser feitos quando já estávamos a rodar na estrada e não antes da saída, que dava tempo para que o IN montasse uma emboscada. Numa dessas viagens a coluna sofreu uma emboscada, mas quer os nossos elementos, quer os do Esquadrão de Cavalaria responderam bem ao fogo e puseram rapidamente o IN em fuga. A forma como a Chaimite, com as suas duas metralhadoras ligeiras 7,62 mm e principalmente a White, com a metralhadora Browning 12, 7mm, efectuavam um varrimento, batendo a área de fogo do IN, tudo em movimento, era impressionante. Num dos locais onde se escondiam elementos inimigos, as balas bateram tão perto, que um deles, por ter ficado preso nos ramos de uns arbustos, largou as calças para melhor fugir. Nós riamos a pensar o que é que os outros lhe iriam perguntar quando chegasse à base deles. Mas se esta emboscada correu bem, noutra uma granada de RPG-7, disparada a poucos metros da estrada (5 a 10 m), perfurou a blindagem de uma Chaimite atingindo com estilhaços os elementos da guarnição no interior, ficando eles feridos (incluindo o Alferes). O operador IN do RPG ainda teve tempo de disparar uma segunda granada que atingiu um Furriel que vinha sentado atrás, junto à antena de rádio, matando-o.
Numa outra flagelação à parte da frente da coluna, houve uma resposta do nosso bazoqueiro (1º cabo Reis), após permissão do Furriel, para que ele atirasse para o outro lado da estrada uma granada foguete, onde poderiam passar ou estar acoitados elementos IN. O homem apertou o gatilho uma e outra vez e nada. Danado bateu com a parte de trás da bazooka numa árvore e para espanto a granada saiu disparada. A sorte foi que a arma ainda estava relativamente elevada, e a granada passou a rasar as nossas viaturas abandonadas no alcatrão e lá foi acertar no mato do outro lado. Em seguida, um dos nossos apontadores de metralhadora ligeira (1º cabo, Amílcar), avista um indivíduo de cor a fugir pelo capim e inicia uma corrida em sua direcção, tendo sido travado a tempo pelo Furriel da sua secção que conseguiu perceber que o homem era um dos trabalhadores da Tecnil, que tinha-se levantado e iniciara a fuga, assustado após o estrondo do rebentamento da bazucada, evitando que o Amílcar o metralhasse. Escapou de uma possível morte um inocente e uma viatura de Piche de ir ao ar. Também o nosso bazuqueiro safou-se do cone de fogo da 89mm, devido à árvore ser de porte pequeno.
Neste período, o IN também emboscou as viaturas do Pelotão que estava na Ponte Caium (no caminho para Buruntuma), matando elementos das NT, um deles de Alfama (o "Manjerico"), que era conhecido do Alf. Dias, por ter andado com ele na escola primária.
Em Setembro 73, O Alf. Mil. L.Dias e o Fur. Mil. J.Gonçalves, ambos do 2º GC foram colocados no CIMIL de Bambadinca (BART 3873) onde dirigiram a instrução de uma companhia de milícias - o primeiro como cmdt companhia/Instrução e o segundo como 2º cmdt.
Em Bambadinca os elementos da nossa CCAÇ que dirigiam a instrução da companhia de milícias impuseram uma actividade operacional e um treino intenso aos novos milícias de forma a dotá-los dos movimentos técnico/tácticos necessários para se defenderem e atacarem o IN.
Privaram também com a nova CCAÇ21, uma companhia nativa, comandada pelo Tenente-Comando Abdulai Jamanca, que teria um papel importante no cerco do PAIGC a Canquelifá. O Tenente Jamanca seria um dos fuzilados pelo PAIGC em 1975, em Bambadinca, após a independência.
Em 4 de Setembro 73, pelas 12H45, uma força inimiga estimada em 15 elementos, flagelou o quartel do Dulombi, com armas ligeiras e RPGs, durante 5 minutos, sem consequências.A hora a que se deu a flagelação, a distância a que estava a base de fogos e o pouco número dos elementos do IN, levou a pensar que poderia ser um ataque destinado a que se chamasse o apoio aéreo, para depois tentar atingir as aeronaves que aparecessem. O PELMIL373/Dulombi efectuou o reconhecimento, localizando a base de fogos a 500 m do quartel e o trilho de retirado por Paiai Lemenei e apreendeu 1 granada de RPG7 e uma granada de mão chinesa.
Em 6 de Setembro 73, forças da CCAÇ3490/Saltinho, verificaram que 7 das nossas minas colocadas na zona do Quirafo tinham rebentado por acção de animais.
Em 18 de Setembro 73, pelas 22H15, um grupo IN, estimado em 40 elementos, flagelou à distância, por poucos minutos, o Reordenamento de Bangacia, com armas ligeiras e RPGs, mas a pronta resposta quer das milícias de Bangacia, quer das milícias de Campata, puseram o IN em fuga, causando-lhe prováveis baixas pelos rastos de sangue encontrados. Foram apreendidas 3 granadas RPG-7 e uma granada defensiva chinesa de cabo de madeira (Dulombi-Bangacia). 1 GC da CCAÇ3491, reforçado por 2 Secções do PEL/REC/CCS, foram em socorro de Bangacia. Um dos PELMIL353 de Bangacia iniciou a perseguição ao grupo IN e a localização da base de fogos, vindo a apreender 1 Granada de RPG7 e a verificar o itinerário de fuga, que passava por atravessar a estrada Galomaro-Dulombi, dirigindo-se para a nascente do rio Cumbangoli (foram vistos vestígios de sangue e de cortes de ramos para improvisar macas, sinal de que o IN teve feridos no ataque), tendo apreendido outra granada de RPG7, em Samba Arabe.
Em Setembro 73, chegaram os Pel.Mil. 397 e 398 a Galomaro, que foram colocados, respectivamente, em Bangacia e Samba Cumbera.
Em 21 de Setembro,o General Spínola foi substituído pelo General Bettencourt Rodrigues, como cmdt-chefe do CTIG.
Em 24 de Setembro de 73, o PAIGC declarou a independência, supostamnete na zona de Madina do Boé.
No dia 17 de Outubro, pelas 18H55, grupo IN flagelou o quartel de Dulombi, com armas ligeiras e RPGs, com a duração de 7 minutos e sem consequências, com a base de fogos a 700 m.
Em Outubro 73, a moral das tropas ficou muito abalada ao saber-se que não obstante acabarmos a nossa comissão em 22 de Outubro 73, só iríamos ser substituídos em Fevereiro ou Março 74. De facto víamos elementos da rendição individual que estavam colocados no Batalhão e que tinham chegado depois de nós, a irem-se embora e nós.....ficávamos! Outro problema prendeu-se com o aumento do pré aos milícias, sem que fosse concedida qualquer melhoria para as praças.
Em 8 de Novembro 73, jornalista estrangeiro (brasileiro) deslocou-se a Galomaro e a Bangacia.
Em 11 de Novembro 73, esteve em Galomaro, o General Bettencourt Rodrigues, novo Comandante-chefe. Na segurança afastada esteve envolvido 1 GC da companhia.
Em 24 de Novembro 73, jornalistas da TV dinamarquesa deslocaram-se a Galomaro e a Bangacia.
Em Novembro 73, o comandante da CCS, terminou a sua comissão de 21 meses e foi mandado regressar à metrópole, o que causou mal estar entre os subordinados. Isto porque ele havia chegado depois do nosso Batalhão à Guiné e partia primeiro do que o resto do pessoal.
Também nefasto para a moral foi o de preparar-se o pessoal para, em caso de ataque aéreo por forças do IN (???), prever a instalação das nossas metralhadoras ligeiras em reparos para fogo anti-aéreo, o que fazia passar a ideia de grande desigualde de meios, a nosso desfavor.
Em 21 de Dezembro 73, pelas 17H50, um grupo IN estimado em 40 elementos flagelou durante 5 minutos o quartel do Dulombi, com armas ligeiras e RPGs, sem consequências. A rápida reacção ao ataque, com recurso a morteiros 81mm e morteiros 60mm, pôs o IN em fuga e pelos rastos de sangue encontrados e indícios de terem sido fabricadas macas, pensa-se que o IN sofreu baixas, até porque a base de fogos se situou perto da orla da mata (300 m).
Em 24 de Dezembro apresentaram-se no Saltinho 3 elementos IN, devidamente fardados que tinham fugido da zona do Boé.
Nestes períodos, o 2º GC da CCAÇ 3491, depois de ter estado a reforçar Piche, passou a reforçar Nova Lamego e Pirada. Em N. Lamego efectuávamos escoltas auto, operações diversas e emboscadas nocturnas. Uma das operações foi a escolta de peças de artilharia para Buruntuma, para uma eventualidade de uma invasão por aquela zona e de elementos sapadores para colocação de minas A/C e A/P junto daquela fronteira. As instalações para os praças em N. Lamego eram horríveis, tendo eles escrito numa cruz colocada à entrada, "Os abandonados de Galomaro". Em Dezembo 73, devido aos ataques a Copá, destacamento do Batalhão de Pirada, foi ordenado que o 2º GC, reforçado por um GC de uma companhia madeirense, fosse para Pirada, para reforçar a sede do Batalhão. Pirada ficava no norte, fazendo fronteira com o Senegal, havendo inclusive uma estrada para aquele país. No local, pudemos ouvir um ataque a Copá e a voz do Alferes que comandava o destacamento a informar que começavam a faltar granadas para as armas pesadas e que ouviam viaturas do IN no outro lado da fronteira. O comandante do Batalhão "Piriquito" BCAÇ8323/73 (recém-chegados à Guiné) pretendia que o nosso GC e o GC dos madeirenses - CCAÇ 3518 (que não tinham Alferes, por ter sido ferido em combate), fossem, no dia seguinte, para Copá. Ora o comandante do 2º GC (Alf. Dias), refutava esta ideia, porque, dizia: as ordens que tinha recebido do Cmdt do CAOP2 referiam-se à defesa de Pirada e que Copá era um destacamento de uma das Companhias Operacionais do Batalhão (Pirada) e por tal facto lhes competiria serem eles a irem em socorro de Copá.
A sorte, foi que o Cmdt do CAOP2 esteve do seu lado e foi de encontro à sua posição, senão a situação teria sido difícil para o Alf. Dias. De facto, nós já tínhamos a nossa dose de Guerra com quase 25 meses de Guiné e os próprios madeirenses diziam que se os mandassem ir, antes queriam ser presos, pois também já tinham 25 meses de Guiné (vieram no mesmo barco), já tinham levado muita "pancada" em Guidage e que os outros se queriam aproveitar de nós. Foi decidido que faríamos a escolta ao GC do Batalhão que iria seguir para Copá, mas regressaríamos a Pirada.
Naquela zona o IN punha muitas minas A/P denominadas "Viúvas negras" e também do tipo "Bailarinas" e estávamos alertados para esse facto, tendo sido dadas instruções que nas paragens deviam ficar na picada e não se dirigirem para a sombra das árvores. No dia seguinte, iniciámos a viagem, com a picagem a ser efectuada pelos sapadores, com a marcha a ser lenta devido ao tempo que se perdia a levantar minas A/C. A determinada altura as minas eram tantas que o pessoal sapador estava já estafado. Algumas delas surgiam, inclusive, à mostra, sem estarem tapadas por terra e eram demonstrativas da vontade do IN para que ninguém passasse. Foi dada ordem de regressar e nessa manobra uma das nossas viaturas rebentou uma mina A/P, junto de uma árvore, onde, soube-se depois, tinha estado um dos nossos soldados, que resolveu ali descansar, contra as ordens que tinham sido dadas - teve sorte! Mais tarde regressámos a Nova Lamego, depois de terem ido Pára-quedistas para Copá (oriundos de Bajocunda). Em 14 de Fevereiro de 1974, Copá seria abandonada. O nosso GC passou ainda o natal em Nova Lamego e depois de comido o bacalhau, foram para o mato, entre a meia-noite e as sete horas do dia 25.
A tensão dos últimos dias acumulava-se e numa acção de emboscada nocturna, nos arredores de N. Lamego, por ocasião da visita do Ministro Baltazar Rebelo de Sousa, dado o GC ter, nquela altura, apenas 15 elementos, o Alf. Dias dividiu o grupo em 3 equipas de 5, um pouco afastadas umas das outras, embora em linha. Acontece que uma das equipas, pela madrugada, entendia que o IN estava perto porque ouvia ruídos de passos e queriam abrir fogo. Foi difícil para o Alf. contê-los, é que era de facto algum animal que fazia aquele ruído e se abrissem fogo....seria o bom e o bonito, com as peças de artilharia e os morteiros a trabalharem, batendo a nossa zona.
1974
No dia 5 Janeiro 74, um grupo IN, estimado em 40 elementos e pelas 14H10, flagelou o quartel do Dulombi, com armas ligeiras e RPG´s, durante 7 minutos, sem consequências.
No dia 8 de Janeiro, um grupo IN, estimado em 20 elementos flagelou Cancolim, sem quaisquer consequências.
No dia 19 Janeiro 74, o IN voltou a atacar o Dulombi, pelas 14H30, com recurso a armas ligeiras e RPGs, durante 5 minutos, sem consequências (recolhidas 2 granadas de RPG-7).
Em 20 de Janeiro, grupo IN, estimado em 30 elementos flagelou a Tabanca de Madina Bucô, sem consequências e depois da reacção do PELMIL354, puseram-se em fuga (vestígios de sangue e de roupa estilhaçada e ensaguentada).
Também em 20 de Janeiro 74, um grupo IN, estimado em 40 elementos, flagelou o quartel de Cancolim, às 7h15, com armas ligeiras e RPG´s, durante 10 minutos, sem consequências. No trilho de retirada por Sinchã Roche e Madina Xaquili, localizou-se um guerrilheiro morto e vestígios de mais gente ferida, atingidos, possivelmente, pelos morteiros 81mm do quartel. Apreendido um carregador Kalashnikov Ak-47 completo de munições. Estranho, foi ser a 1ª vez que o In atacava um aquartelamento nosso em hora tão madrugadora.
Neste mesmo mês, o Capitão da CCAÇ 3491 e unidades de apoio e o 2º GC (Alf. Dias), regressaram ao Dulombi para preparem as instalações, a recepção e o treino operacional da companhia "piriquita" que nos vinha, finalmente, substituir.
Ainda neste mês, um oficial da CCS foi evacuado por ter enlouquecido.
A moral do nosso pessoal foi restabelecida quando se soube que estava perto a nossa rendição.
Em 8 Fevereiro 74 (6ª Feira), sob escolta do 2º GC, chegaram os "Piras", sendo colocada no Dulombi, como previsto, a 1ª CCAÇ do BCAÇ 4518/73. A 2ª CCAÇ foi para Cancolim e a 3ª CCAÇ para o Saltinho
Em 10 de Fevereiro 74, iniciou-se o treino operacional das CCAÇ do BCAÇ 4518/73.
Efectuámos com a companhia dos "Piras" algumas patrulhas de reconhecimento de 36 horas e a Operação "Ora Toma", em 21 de Fevereiro, do tipo nomadização a 48 horas, com os 4 GC da 1ªCCAÇ. Foi a nossa última operação, vindo ainda a efectuar em 1 de Março a Acção "Enjeitado", com passagem pela região de Dulombi-Vendu Cantoro-R.Cantoro-Confluência R.Queuel/R.Cantoro-Confluência R.Engali-R.Cantoro-Samba Candé-Mondajane-Dulombi e foi o adeus às matas da zona.
Em 24 de Fevereitro, deu-se o denominado período de sobreposição com a 1ª CCAÇ, que terminou em 5 de Março 74.
Julgo que no treino operacional a nossa CCAÇ teve um excelente comportamento, mostrando tudo o que havia para mostrar, efectuando as patrulhas aos pontos mais nevrálgicos, ensinando o uso dos morteiros 81 mm e mostrando os locais para onde estavam apontados e a capacidade de bater determinadas zonas. A única coisa que os "piras" detestavam era quando chegavam de uma patrulha e se punham na parada a tirar bala da câmara que a "velhice" desaparecesse toda, só voltando quando eles seguiam para os edifícios. É que, como dizia o outro: "O seguro morreu de velho"(Eh!Eh!Eh!). Outra "brincadeira", foi fazer-lhes crer, durante 2/3 dias, que tínhamos um canhão único na Guiné, porque era enorme e conseguia, praticamente, atingir o R. Corubalo (de facto, num dos lados do quartel uns brincalhões, colocaram um tubo comprido, pintado de preto, rodeado de bidões e tapado com tela, estando junto granadas de morteiro 81 mm, mas denominadas GEGP (granada explosiva de grande potência), que eram maiores que as normais e eles pensavam serem para alimentar o canhão.
Deixámos uma ponte razoavelmente bem-feita sobre o R. Fandauol, de forma a evitar a impraticabilidade na passagem da bolanha do rio, um quartel bem arranjado, umas valas impecáveis, uma pista para DO-27, preparada para poder ser utilizada durante a noite, o reordenamento do Dulombi melhorado, as instalações das milícias rearranjadas, a própria picada entre Dulombi-Galomaro, foi sendo melhorada, um bom relacionamento com a população e, passe a imodéstia, julgamos que algum "respeito" do IN (palavras do interrogatório ao guerrilheiro que se entregou).
A nossa zona de intervenção não era das mais difíceis da Guiné, mas era muito trabalhosa pelos muito quilómetros que tivemos de fazer para que o IN notasse a nossa presença e posteriormente pela actividade também exercida em Galomaro. Estávamos sozinhos perante uma imensidão de terreno à nossa frente. A nosso lado ninguém. O nosso quartel estava mesmo no fim da linha, quando chovia com intensidade chegávamos a ficar isolados. Lembrar ainda a intervenção em várias áreas do Leste, no apoio a outros batalhões, em que não havendo a necessidade de palmilhar tantos quilómetros, havia, por outro lado, um outro cuidado nas deslocações e outros perigos, diferentes dos que existiam na nossa zona de origem. Só na zona de intervenção de Dulombi/Galomaro, efectuámos 112 operações, na sua maioria de 36 horas, mas algumas de 48 horas, para além das largas dezenas de emboscadas nocturnas, escoltas, picagens de itinerários e apoio a tabancas desprotegidas.
Enaltecer aqui a actuação dos grupos de milícias e populações em auto defesa que eram uns autênticos heróis, pois não tendo o armamento das nossas companhias, resistiam e perseguiam o IN que os atacava, com grande tenacidade, causando-lhes mais baixas que as CCAÇ operacionais.
Locais como:
Na Área do Dulombi: Galomaro (a 20 km), R. Fandauol (a 800 m), Vendu Cantoro (a 3 km), Vendu Columbai (a 4 km), R. Mondajane (a 4 km), R. Canhaque (a 12 km), Paiai Lemenei (a 18 km), Padada (a 18 km), Paiai Numba (a 20 km), Samba Arabe (a 18 km), Jifim (a 35 km), Quirafo (a 35 km), Rio Corubalo (a 40 km);
Na Área de Galomaro: Cancolim (a 40 km), Saltinho (a 150 km), Campata (a 10 km), Bangacia (a 6 km), Cansamba (a 8 km), Umaro Cossé (a 8 km), Samba Cumbera (a 9 km), Sinchã Bucô (a 10 km), Mali Bula (a 11 km), Pate Gengele (a 13 km), Dulô Gengele (a 18 km), Sangue Cambonga (a 22 km), Cansamange, Ainambé (a 25 km), Cansonco, Sarrancho, Deba (a 18 km), Gengelem, Bafatá (30 km);
Na Área de Bambadinca (a 50 km de Galomaro), Fá Mandinga (a 40 km), Xime (a 80 km), Mato de Cão (a 140 km), Mansambo (a 110 km), Xitole (a 130 Km), Ponta Luís Dias, Mata do Fiofioli, Porto Gole (a 160 km);
Na Área de Nova Lamego (a 80 km de Galomaro), Ocumaunde (a 6 km), Sinchã Alfa (a 12 km), Paunca (a 20 km), Madina Mandinca (a 20 km), Cabuca (a 24 km), Contumboel (a 25 km), Dara (a 25 km), Canjadude (a 28 km);
Na Área de Piche (a 135 km de Galomaro), Capiró (a 8 km), Benfica (a 18 km), Cambora (a 18 km), Camanjabá (a 26 km), Ponte Caium (a 20 km), Anamé (a 30 km), Canquelifá (a 35 km), Buruntuma (a 30 km);
Área de Pirada (a 71 km de Piche);
Área de Bolama e S. João;
Área de Bissau, Nhacra e Cumeré (42 km de Bissau).
São nomes, que ficaram no nosso espírito, porque por todos eles passaram elementos da nossa companhia em acções de patrulha ou em operações. Como diziam os nossos soldados: "Valorosa CCAÇ 3491 que tanto percorreste...!".
O Dulombi sofreu 10 flagelações, todas de curta duração, entre os 5 e os 20 minutos, essencialmente feitas com armas ligeiras, nomeadamente espingardas automáticas, metralhadoras ligeiras e lança granadas foguete (RPG-2 e RPG-7) sem consequências para as NT e, nalgumas delas, com baixas prováveis para o IN, tendo em atenção os vestígios de sangue encontrados e o material abandonado e 2 emboscadas que, sorte nossa, nos correram de feição. Houve outros contactos e ataques a aquartelamentos sofridos por Gr. Comb nossos, mas fora da zona do Dulombi/Galomaro, que correram bem para os Grupos de Combate da nossa companhia, mas com baixas em outras forças que nos acompanhavam ou onde estávamos instalados.
Importante foi o papel desempenhado pela companhia nos reordenamentos das Tabancas a nosso cargo e também de muitos dos nossos elementos que foram provisoriamente transferidos para outras zonas de outros Batalhões, a fim de colaborarem na construção de moranças/casas.
Também registar as nossas intervenções em acções psicológicas junto das populações, quer do Dulombi, quer de Galomaro, quer ainda em locais onde estivémos destacados.
A escola do Dulombi para os jovens da Tabanca manteve sempre um bom ritmo e é digno de registo a acção do professor, António Alves.
As operações e as acções efectuadas tinham, sempre denominações obtidas por letras de código, e a partir dessas letras formava-se um nome para identificar a operação/acção. Por exemplo: em determinada semana a operação a efectuar tinha as letras de código A e T. Neste caso eram procuradas palavras que relacionadas com as letras, Explo. operação "Alma Turva". Nas acções, que a partir de 1973, passou a ser a designação oficial de operações, a letra usada foi sempre a "E". Em seguida identificamos as principais operações e acções levadas a efeito pela Companhia, na área da sua intervenção.
1972
Janeiro: Op. "Novos Sorrisos" (26/1).
Fevereiro: Op."Varina Alegre" (1/2), Ac. "Experiência"(1/2), Op. "Valorosa Audácia"(3/2), Ac. "Estocada 2"(5/2) e Op."Outros Tempos" (14/2) e fora da nossa zona a Op."Trampolim Mágico" (matas do Fiofioli)
Março: Ac. "Cambanda" (3/3), Ac. "Engenho" (7/3), Op."Alma Forte" (11/3), Ac. "Epílogo"(20/3) e Op. "Bravo Guerreiro"(26/3).
Abril: Op. "Caminho Honesto"(4/4), Op. "Dama Infeliz" (12/4), Op. "Estrada Junta" (17/4).
Maio: Op. "Garota Ladina" (1/5), Op. "Hiena Mesquinha"(12/5).
Junho: Op. "Ídolo Novo" (5/6), Op. "Jóia Opalina" (14/6), Op."Lampião Quebrado" (23/6), Op. "Macaco Refilão" (29/6).
Julho: Ac. "Espada" (3/7), Op. "Oásis Tranquilo" (11/7),Op. "Ponte Universal" (20/7), Op. "Nuvem Sombria"(28/7).
Agosto: Op. "Quadro Vivo" (3/8), Op. "Raro Whisky" (11/8), Op. "Saboroso Xarope"(16/8), Op. "Vizinhos Amigos"(25/8).
Setembro: Op. "Xerife Cansado" (6/9), Op. "Agua Fresca" (19/9), Ac. "Espírito" (27/9), Op. "Boi Grande"(30/9).
Outubro: Ac. "Estimulante" (3/10), Op. "Dialecto Índio" (13/10), Op. "Égua Jovem" (19/10).
Novembro: Op. "Homem Mascarado" (7/11), Ac. "Enforcar" (9/11), Op. "Ilha Nativa" (12/11), Ac. "Esmeralda" (21/11), Op. "Noite Suave" (22/11), Ac. "Estocada" (24/11), Op. "Lagosta Queimada"(29/11).
Dezembro: Ac. "Estorjão" (2/12), Op. "Jardim Oculto"(8/12), Op. "Manta Rota" (13/12), Op. "Carga Heróica"(19/12), Op. "Olho Tenaz"(27/12).
1973
Janeiro: Op. "Pedra Universal" (2/1),Op. "Quico Vermelho"(12/1), Op. "Sapato Xistoso" (19/1). Op. "Urso Zangado"(23/1), Ac. "Escroque 1" (29/1).
Fevereiro: Ac."Sinchã Usso" (1/2), Ac, "Samba Arabe" (2/2), Ac."Escorpião" (12/2), Op. "Zumbido Estranho" (22/2).
Março: Ac. "Elefante" (12/3), Ac. "Samba Ari" (16/3), Ac. "Apoio Campata"(17/3), Op. "Corrida Honrosa"(19/3), Ac. "Enxaqueca" (29/3).
Abril: Op. "Dívida Ingrata"(5/4), Ac. "Estonteante" (10/4), Op. "Estranho Jogo" (17/4), Ac. "Estoiro"(30/4).
Maio: Op. "Galo Latino" (7/5), Ac. "Eldorado" (8/5), Ac. "Estampa"(14/5), Op. "Homem Macaco" (22/5),
Junho: Ac. "Estufa" (14/6), Op. "Jogo Obscuro"(18/6),Ac. "Estafa"(25/6).
Julho: Ac. "Estímulo" (3/6), Ac. "Entala" (12/6), Ac. "Estrela" (18/6), Ac. "Estala" (26/7).
Agosto: Ac. "Espasmo" (1/8), Ac. "Embuçado"(10/8), Ac. "Eucalipto" (17/8), Ac. "Esquimó" (24/8), Ac. "Espora"(31/8).
Setembro: Ac. "Entulho" (5/9), Ac. "Encalço"(13/9), Ac. "Esófago" (18/9), Ac. "Apoio Bangacia" (18/9), Ac. "Escama" (27/9).
Outubro: Ac. "Evasão" (10/10), Ac. "Embargo" (19/10), Ac. "Espinho" (26/10).
Novembro: Ac. "Encrenca"(2/11), Ac. "Excelência" (6/11), Ac. "Endócefalo" (8/11), Ac. "Evacuar" (13/11), Ac. "Esturro"(20/11), Ac. "Equador"(29/11).
Dezembro: Ac. "Engate" (2/12), Ac. "Escape" (12/12), Ac. "Emalar" (20/12), Ac. "Embolorecer"(27/12).
1974
Janeiro: Ac. "Engelha"(3/1), Ac. "Engrelar"(9/1),Ac. "Eleata" (15/1), Ac. "Encerrar"(23/1).
Fevereiro: Ac. "Embater" (1/2), Ac. "Evaristo" (12/2), Ac. "Ernesto" (13/2), Ac. "Eczema"(14/2), Ac. "Educar"(15/2), Ac. "Entrudo" (18/2), Op. "Ora Toma"(21/2).
Março: Ac. "Enjeitado" (1/3).

10. O REGRESSO
Em 8 de Março 74, o 2º GC e as áreas de Apoio da nossa CCAÇ saíram do Dulombi para Galomaro, onde se encontravam os restantes elementos da companhia e no dia 9, com a CCAÇ já completa, partíamos para o Cumeré/Bissau (via estrada Bambadinca-Xime, descendo o Rio Geba numa LDG), onde tínhamos chegado no dia 24 de Dezembro de 1971. Tanto tempo decorrido....e a nossa juventude ali perdida. Por isso quando nos perguntavam o porquê do lema da companhia "É muito....!", nós respondíamos: Temos 27 meses de Guiné, e os outros diziam: Porra! É muito...!!!
Em 9 de Março a 1ª CCAÇ/BCAÇ 4518/73 assumiu a responsabilidade do sub-sector do Dulombi e o BCAÇ 4518/73 de todo o Sector do nosso Batalhão.
Na parada de despedida realizada no Cumeré, perante o Cmdt-Chefe, foi com orgulho no trabalho, no esforço, por nós realizado durante o tempo da Comissão, que não tivémos de gritar presente aos mortos que, felizmente, não tivémos. Este é o nosso melhor louvor. Todos os graduados tinham pensado neste momento 27 meses antes, ou seja como seria importante entregar às famílias todos os nossos camaradas, todos aqueles que tinham vindo connosco para a Guiné e que dependiam de nós. A Missão estava terminada.
Neste período, o Alf. Dias e o 2º Sarg. Chanca, foram encarregues de efectuar o espólio da Companhia, o que lhes deu um trabalhão danado e não obstante ser normal que os elementos nomeados para executarem este trabalho não conseguissem alcançar o seu termo a tempo de acompanharem o Batalhão, de facto, e contrariando as previsões, eles conseguiram-no.
Em 28 de Março 74 (5ª Feira), embarcávamos no Porto de Pidjiquiti-Bissau no N/T "Niassa", às 10H30, rumo à metrópole, (juntamente com as companhias independentes: CCAÇ3518 (Gadamael/Guidage); CCAÇ3519 (Barro/Cacheu); CCAÇ 3520(Cacine) - que viriam a desembarcar no Funchal , onde chegámos no dia 2 de Abril às 13h00 (3ª Feira) - e a CART3521 (Piche/Bafata/Safim), que seguiu connosco até Lisboa. Chegámos a Lisboa pela madrugada do dia 4 de Abril de 1974, com desembarque às 10h00, no Cais da Rocha Conde Óbidos,deslocando-nos em viaturas militares para o antigo RALIS, onde, pelas 12h00, nos desfardámos. Uns dias depois dar-se-ia o 25 de Abril que iria terminar com a Guerra Colonial.
Mortos em acção da C.CAÇ3491: Nada a assinalar (grande felicidade e muita sorte).
Feridos em acção da C.CAÇ 3491:
Fur. Mil. Mário Castanheira - Atirador; Fur. Mil. Espirito Santo - Atirador, 1º Cabo Joaquim F. Coelho - Atirador; 1º Cabo Jose Carlos Rebordões - Atirador, Soldados Avelino Silva, João Fragoso, Adelino Silva e José Eduardo Rodrigues, todos Atiradores.
Louvores atribuídos a elementos da CCAÇ3491:
Atribuído pelo Exmo. Cmdt do BART 3873, em 29 Setembro 73: Alf. Mil. Infª Luís Carlos Antunes Dias - Atirador  e Fur. Mil. Infª José Luís Ferreira Gonçalves - Atirador;
Atribuído pelo Exmo. Cmdt do CAOP2, em 22 Outubro 73: Alf. Mil. Infª Luís Carlos Antunes Dias -Atirador  e Soldado Joaquim Pedro Silva - Atirador;
Atribuído pelo Exmo Cmdt BCAÇ 3872, em Novembro 73: Furs Milºs Infª: José Fernando Tavares Baptista, José Luís Ferreira Gonçalves, Eugénio Varela Espírito Santo - Atiradores;
1ºs Cabos: Amílcar Ribeiro Cardia Costa, António Augusto Jesus Melro, Augusto Moreira Veiga, Amadeu Barbosa Costa, António Santos Reis - Atiradores;
1ºs Cabos José Tente Rocha Gomes, Francisco Alves Pires, Mário Silva Borges - Auxiliares Enfermeiros e 1º Cabo José Ribeiro - Corneteiro;
Soldados: Manuel Tomaz Barros Dias Pereira, José Rodrigues, Joaquim Ribeiro Carneiro, Américo Santos Faria, José Augusto Gomes Carvalho e António Carvalho Delgado - todos Atiradores.
Atribuído pelo Exmo. Brigadeiro Cmdt Militar do CTIG, em Dezembro de 73, considerou dado por ele o louvor atribuído ao Alf. Mil. Infª Luís Carlos Antunes Dias - Atirador - pelo Cmdt do CAOP2, por proposta do Cmdt do BCAÇ3872.
Atribuído pelo Exmo. Cmdt do BCAÇ4612/72: 1º Sarg. Infª Raul Augusto Rodrigues Alves;
Atribuído pelo Exmo Cmdt Companhia Terminal/Bissau: 1º Cabo António Manuel Rodrigues - Condutor Auto Rodas;
Todos os elementos da CCAÇ estão incluídos no Louvor atribuído pelo Exmo. General Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, ao BCAÇ 3872, no seu despacho de 18 de Março de 74, publicado na O.S. nº 15 de 21 de Março de 1974.
A todos os elementos da companhia foi atribuído pelo Exmo. Brigadeiro Comandante Militar a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas Portuguesas, com a legenda GUINÉ 71-73 (74).
"Por todos aqueles que nas terras da Guiné perderam a vida e por todos aqueles que, devido a ferimentos recebidos em combate, ou por qualquer outra forma ficaram com marcas para toda a vida, as nossas preces, reconhecimento e o sentido respeito."

7 comentários:

sacadura disse...

Lamento o falecimento do ex Alferes Farinha.
Estive bastantes vezes com os camaradas de Dulombi, tanto no destacamento como na CCS.

Um abraço

sacadura disse...

Meu caro ex alferes Dias
Já tinha deixado comentário no blog da 3491 a respeito da morte do alferes Farinha com o qual estive diversas vezes. Na ultima vez em Alcobaça de onde sou natural bem como outro nosso camarada que era da 3491.
No que diz respeito às dúvidas por ti levantadas sobre as minhas estórias (Falé e o burro do mato) e sobre o morteiro se era 60 mm ou 81mm só posso até comprovativo final afirmar que era de 60mm. E no 23º parágrafo desse relato está o maqueiro de alcunha o (russo)que efectivamente fez fogo com o referido morteiro que estava localizado por trás da emfermaria.
Quando afirmo que devemos a vida a quem fez fogo de G3 e assim fez despoletar o ataque antes deles se posicionarem é também a verdade.
Em relação à mina depois falamos. Após todos estes anos é possivel que a minha memória esteja um pouco turva.
Um abraço

Juvenal Amado

sacadura disse...

Dias
Ao reler o Blogue da 3491 e sobre a nossa partida para a Guiné, veio-me à lembrança as companhias que embarcaram na Madeira. Fui à procura delas no teu texto e lá estavam elas -a 3520 e 3521.
Sabes para onde foram deslocadas?
Qual a sua estória?
Um abraço
Juvenal Amado

Luís Dias disse...

Caro Juvenal

Não obstante estar no blogue que foram a CCAÇ 3520 e a CART 3521 que embarcaram na Madeira para a Guiné, julgo haver lapso da nossa parte, pelo menos no que tange à CART 3521, que embarcou no Niassa para a Guiné, em 21 de Dezembro com o BART3873 e não no Angra de Heroísmo. Sei que regressaram connosco também no Niassa. Estiveram em Piche, Bafatá e Safim.

Luís Dias disse...

Caro Juvenal
As companhias independentes que foram connosco para a Guiné foram as CCAÇ 3518 - Gadamael e Guidage e 3519 Barro.
No regresso ainda vou apurar melhor mas tenho a impressão que vieram a 3519, 3520 e 3521.
Depois direi melhor.
Um abraço
LD

Marilia Madeira disse...

Procuro camaradas do Furriel Meleciano Ernesto Alberto da Costa Ivo que desembarcou em Bissau em 23 de Junho de 1974 e foi incorporado no Pelotão CAÇ Nat 56/CII.

Marilia Madeira disse...

Lapso o Furriel meliciano Ernesto Alberto da Costa Ivo desembarcou enm Junho de 1972,foi incorporado no Pelotão Caçadores Nativos 56/CII, em Nova Sintra e depois São João