sexta-feira, 3 de dezembro de 2021


Caros Camaradas cumpre-me o doloroso dever de participar o falecimento do nosso caro companheiro de luta nas terras quentes e vermelhas da Guiné, o 1º CABO AUX. ENFERMAGEM, DO 1º GRUPO DE COMBATE DA NOSSA COMPANHIA- FRANCISCO PIRES, falecido no passado 30 de Novembro.
Este nosso amigo, foi o responsável e organizador do 1º encontro da nossa companhia, 25 anos após o nosso regresso da Guiné, que teve lugar no então Reg Infª nº 2 de Abrantes, donde havíamos partido em 18 de Dezembro de 1971, a caminho de Lisboa, a fim de embarcar no  navio "Angra de Heroísmo", a caminho da Guiné, onde chegaríamos em 24 de Dezembro de 1971.
Que possa a alma deste nosso amigo e camarada estar em paz e sentidas condolências à familia
Até um dia destes, caro Francisco Pires

 
O F. Pires é o 1º elemento do lado direito na fila debaixo.

O Francisco Pires é o 1º elemento de pé, do lado direito.
Foto do 1º Encontro/Convívio da CCAÇ3491, no Reg Infª nº2 -Abrantes, em 1999.

Após a notícia deste falecimento fomos informados que faleceu, há já alguns meses, outro nosso camarada, o SOLDADO CONDUTOR AUTO-RODAS, JOAQUIM XAVIER. Que possa a sua alma descansar em paz.


quinta-feira, 1 de abril de 2021

 

Em Agosto/Setembro de 1973, o Alferes L. Dias, comandante do 2º Grupo de Combate da nossa CCAÇ foi nomeado Comandante do Centro de Instrução de Milícias (CIMIL) de Bambadinca, tendo como adjunto o Furriel J. Gonçalves, também do mesmo pelotão e da nossa companhia


Na foto abaixo, o Alferes Dias passa revista à companhia de milícias, seguido pelo Furriel Gonçalves.



Notícia jornalístíca publicada no Diário de Notícias, de 25 de Setembro de 1973, em que se releva o Juramento de Fidelidade da Nova Companhia de Milícias.

O recorte da notícia foi feito pelo pai do Alferes (Sr. Porfírio Dias), que o guardou religiosamente.

O Comandante do BART3873 (Bambadinca) promoveu um louvor ao Alferes e a um dos cabos que comandava um dos pelotões de instruendos, pela excelência do curso ministrado e pela operacionalidade demonstrada na cerimónia. 


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021



 NOTA DE FALECIMENTO

Lamentamos informar toda a família COMANDOS que faleceu hoje dia 11 de Fevereiro no Hospital Amadora Sintra vitima do COVID o nosso Tenente Coronel Comando Marcelino da Mata.
Endereçamos desde já as nossas condolências à família do nosso Tenente Coronel.
O Ten. Cor. CMD Marcelino da Mata era o militar mais condecorado do Exército Português, combateu na antiga Guiné Portuguesa entre 1961 e 1974 tendo participado em milhares de operações especiais Comandos contra as forças do PAIGC.
Condecorações
Medalha Militar de 2.ª Classe da Cruz de Guerra (26 de Julho de 1966)
Medalha Militar de 1.ª Classe da Cruz de Guerra (9 de Maio de 1967)
Cavaleiro da Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (2 de Julho de 1969)
Medalha Militar de 1.ª Classe da Cruz de Guerra (21 de Abril de 1971)
Medalha Militar de 3.ª Classe da Cruz de Guerra (9 de Junho de 1973)
Medalha Militar de 1.ª Classe da Cruz de Guerra (22 de Agosto de 1973)
BIOGRAFIA
Nasceu a 7 de Maio de 1940.
-Foi acidentalmente incorporado no lugar do irmão no CIM-Bolama em 3 de Janeiro de 1960, ofereceu-se como voluntário após cumprir a primeira incorporação.
-Integrou e foi fundador da tropa de operações especiais COMANDOS na antiga Guiné Portuguesa tendo realizado operações no Senegal e na Guiné Conacri.
-A 2 de Julho de 1969 foi feito Cavaleiro da Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
-Apesar de várias vezes ferido em combate apenas teve que ser evacuado da Guiné por ter sido alvejado, por acidente, por um camarada, assistindo ao 25 de Abril de 1974 em Lisboa.
-Após a independência da Guiné foi proibido de entrar na sua terra natal.
-Em 1975 foi detido no quartel do RALIS, Lisboa, e sujeito a tortura e flagelação praticada e ordenada por Manuel Augusto Seixas Quinhones de Magalhães (capitão), Leal de Almeida (Tenente Coronel), João Eduardo da Costa Xavier (capitão tenente) e outros elementos do MRPP.
-No decurso das perseguições de que foi alvo no ano de 1975 conseguiu fugir para Espanha, de onde regressou após o 25 de Novembro, participando ativamente na reconstrução democrática e no restabelecimento da ordem militar interna, agindo sempre com elevada longanimidade para com os seus opressores.
-Actualmente residia em Sintra.
Mama Sumae

- Que possa a sua alma descansar em paz.