sexta-feira, 29 de abril de 2011

FALECEU O GENERAL BETTENCOURT RODRIGUES

Faleceu o General Bettencourt Rodrigues, que foi nosso Comandante-Chefe na Guiné, após a saída do General António de Spínola.Foi ele que fez o discurso de despedida ao nosso Batalhão, no Cumeré, e perante o qual efectuámos o nosso último desfile militar, antes de embarcarmos de regresso à Metrópole.
Luís Dias

José Manuel Bettencourt Conceição Rodrigues (Funchal, 5 de Junho de 1918), mais conhecido por Bettencourt Rodrigues ou Bethencourt Rodrigues, foi um oficial general do Exército Português que, entre outras funções, foi Ministro do Exército (1968-1970), comandante da Zona Militar Leste de Angola (1971-1973), terminando a sua carreira com Governador-Geral da Guiné (1973-1974), cargo para que foi nomeado em 21 de Setembro de 1973, substituindo no cargo o general António de Spínola. Por despacho da Junta de Salvação Nacional, passou à situação de reserva em 14 de Maio de 1974[1].
Faleceu em Lisboa, no dia 29 de Abril de 2011, aos 92 anos.

Biografia

Nascido na Madeira, foi muito jovem para Lisboa, onde fez o curso secundário no Liceu de Pedro Nunes. Concluído o ensino secundário, frequentou os estudos preparatórios militares na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ingressando de seguida no Curso de Infantaria da Escola do Exército, que terminou em 1939, como primeiro classificado do seu curso.
Em 1951 concluiu o curso de Estado-Maior com a classificação de Distinto. Em 1968, após a frequência do curso de Altos Comandos do Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM), no qual teve a classificação de Muito Apto, foi promovido a brigadeiro e em 1972 a general. Em 1953, frequentou o curso de Comando e Estado-Maior do Exército Norte-Americano, no Command and General Staff College, em Fort Leavenworth, Kansas.
Ao longo da sua carreira, foi comandante do Regimento de Artilharia n.º 1, professor e director dos Cursos de Estado-Maior, chefe do Estado-Maior do Quartel-General da Região Militar de Angola, comandante da Zona Militar Leste de Angola e comandante-chefe e governador da Guiné Portuguesa. Exerceu também as funções de adido militar e aeronáutico junto da Embaixada de Portugal em Londres.
Entre 1968 e 1970 foi Ministro do Exército do governo presidido por Marcelo Caetano. Em 21 de Setembro de 1973 tomou posse como governador da Guiné Portuguesa e comandante-chefe do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG), em substituição do general António de Spínola, que cessara funções a 6 de Agosto. Ocupava estes cargos aquando da Revolução de 25 de Abril de 1974, à qual não aderiu[3]. Em consequência, foi preso no 26 de Abril de 1974, no Forte da Amura, em Bissau, pelos seus subordinados que faziam parte do Movimento das Forças Armadas[4]. Regressado a Lisboa, passou à situação de reserva em 14 de Maio de 1974, por despacho da Junta de Salvação Nacional.
Ao longo da sua carreira foi condecorado com a Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos, com palma e com a grã-cruz da Medalha de Mérito Militar.
Foi o criador da especialidade Comando no Exército, sendo considerado Comando Honorário.
Em co-autoria com os generais Joaquim da Luz Cunha, Kaúlza de Arriaga e Silvino Silvério Marques publicou o livro de depoimentos África, Vitória Traída.

Elementos recolhidos da Wikipédia, com a devida vénia.

Sobre a morte do General o editor deste blogue, elaborou um comentário sobre a notícia que foi colocada no blogue Tabanca Grande, com a devida vénia.

Luís Dias disse...

Caros Camaradas

A morte de alguém é sempre a partida de um ser humano, que deixa nesta vida familiares e amigos que choram o seu desaparecimento. A morte de um camarada combatente toca-nos a nós particularmente.é menos um de nós.O General Bettencourt Rodrigues foi um brilhante militar, que chegou à Guiné num momento difícil da guerra. Vinha com a auréola de vencedor da guerra na zona leste de Angola e lembro-me que uma das suas primeiras medidas foi deslocar-se à Zona de Medina de Boé, levando diversos jornalistas estrangeiros, para lhes provar que a famosa zona libertada era um local onde, com maior ou menor dificuldade, as nossas forças podiam afinal ir.
Foi o criador da especialidade Comando no Exército, sendo considerado Comando Honorário.
Paz à sua alma.
Luís Dias

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