quinta-feira, 22 de outubro de 2026


 

Dos nossos falecidos:

Capitão Miliciano de Artilharia Fernando de Jesus Pires

Em 06Jan1964 foi soldado cadete nº 173/63 do Centro de Instrução de Artilharia Anti-aérea e de Costa (CIAAC - Cascais) «NUNCA A PENA EMBOTOU A ESPADA». Promovido a aspirante-a-oficial-miliciano preditor electrónico de artilharia anti-aérea e colocado no Grupo de Artilharia Contra Aeronaves 3 (GACA3 - Espinho) «VENÇA OU IGUALE OS GRANDES JÁ PASSADOS». Em 1 de Dezembro de 1967, já como alferes miliciano do Regimento de Artilharia Anti-aérea Fixa (RAAF-Queluz) «DEFENDEREI DA FORÇA DURA E INFESTA A TERRA. NUNCA D’OUTREM SUBJUGADA» foi colocado na situação de disponibilidade e promovido a tenente miliciano.

Em 24 de Julho de 1971, na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM» conclui com aproveitamento o curso de promoção a capitão do quadro de complemento (CPC), sendo promovido a capitão miliciano e colocado no Regimento de Infantaria nº2 (RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO». Em 18 de Dezembro de 1971, tendo sido mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarca em Lisboa no NTT “Angra do Heroísmo”, rumo ao estuário do Geba, como comandante da Companhia de Caçadores 3491 (CCAÇ3491), do Batalhão de Caçadores 3872 (BCAÇ3872)” O INIMIGO VOS DIRÁ QUEM SOMOS”.

A Companhia de Caçadores 3491(CCAÇ3491) “É MUITO…!”, após o treino operacional e sobreposição com a Companhia de Caçadores 2700 «ANTES QUEBRAR, QUE TORCER» do Batalhão de Caçadores 2912 «EXCELENTE E VALOROSO», assumiu a responsabilidade do sub-sector de Dulombi em 8 de Março de 1972, tendo deslocado um pelotão para reforço da guarnição de Cancolim (CCAÇ3489) até 22 de Setembro de 1972. Em 9 de Março de 1973, por extinção do sub-sector de Dulombi e a sua integração no sector de Galomaro, foi transferida para esta localidade, tendo assumido a responsabilidade do respectivo sector, então atribuído à Companhia de Comando e Serviços(CCS) do BCAÇ3872. Entretanto, desde 4 de Maio de 1973, cedeu um pelotão para reforço da guarnição de Piche, no sector do Batalhão de Caçadores 3883 «NOBREZA NO DEVER», o qual foi deslocado, a partir de finais de Agosto de 1973, para Nova Lamego, ficando então em reforço do Batalhão de Cavalaria 3854 «CUMPRIR» e depois do Batalhão de Artilharia 6523/73 «HONRA E DEVER». Em 8 de Março de 1974, foi rendida pela 1.ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4518/73 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso. Embarcaram para Lisboa no NTT Niassa, em 28 de Março de 1974 e desembarcado na Gare Marítima da Rocha Conde Óbidos, em Lisboa, em 4 de Abril de 1974, vindo a ser desmobilizados no RALIS (Regimento de Artilharia de Lisboa) na mesma data.

Regressou ao seu trabalho, na empresa EFACEC, onde era engenheiro e trabalhou até se ter reformado.

Faleceu no dia 11 de Janeiro de 2024 no Hospital de Cascais, aos 81 anos de idade.

Sargento-Chefe de infantaria Domingos Francisco Botelho Gama

Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», uma comissão de serviço na Província Ultramarina de Moçambique: 21Fev1968 a 28Fev1970, como 2.º Sargento de Infantaria da Companhia de Caçadores 2322, do Batalhão de Caçadores 2837, «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS».

No dia 31 de Janeiro de 1968, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT “Vera Cruz”, integrado num dos pelotões da Companhia de Caçadores 2322 (CCac2322) do Batalhão de Caçadores 2837 (BCAÇ2837) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», rumo ao porto da cidade de Porto Amélia, em Moçambique, onde desembarcou em 1 de Fevereiro de 1968.

A sua sub-unidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria José Luís Guerreiro Portela, após o desembarque, foi colocada em Mataca, onde rendeu a Companhia de Artilharia

1599(CART1599) “PELA PÁTRIA LUTAR”, de Fevereiro de 1968 a Setembro de 1969, efectuou acções de contra guerrilha, através de patrulhamentos e nomadizações nas regiões de Goli, Altare, Carriana, Calambo, Mitumba, Quissanga, Panguia, Regule, Narrara, Nantomba, Escola, Mahate, Alifa, serra do Mapé e dos rios Mapi, Messalo, Mitece, Unho e Napeu, escoltas a colunas logísticas e abertura dos itinerários de Mataca para Macomia, Mitumba e Muaguide, designadamente as operações "Beta 1 e 2", "Olho Vivo" e "Leão"; tomou parte nas operações "Dragão Vermelho", "Dragão Prateado", "Agora Vai", "Bate Certo", "Serpente" e "Iniciação 1, 2 e 3".

Em Setembro de 1969, a sua sub-unidade de infantaria foi rendida em Mataca, pela Companhia de Caçadores 2555 (CCac2555) «CHACAIS DA MATACA» do Batalhão de Caçadores 2881 (BCac2881) «OUSADOS» e transferida para Lourenço Marques, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1714 (CCAÇ1714), do Batalhão de Caçadores 1918 (BCAÇ1918) «FOGO». Foi retirada definitivamente ao batalhão, ficando sob o comando do Batalhão de Caçadores 18 (BCAÇ18 - Lourenço Marques) «PRIMEIRO ENTRE OS IGUAIS»; até final da comissão executou patrulhamentos na cidade e zona limítrofes. Em 28 de Fevereiro de 1970, regressou à Metrópole.

Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Moçambique, pelo despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 26 de Fevereiro de 1969, publicado na Ordem de Serviço n.º 20, de 12 de Março de 1969, do Quartel-General da Região Militar de Moçambique.

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 17 de Abril de 1969, o 2.º Sargento de Infantaria, Domingos Francisco Botelho Gama, da Companhia de Caçadores n.º 2322 do Batalhão de Caçadores n.º 2837 - Batalhão de Caçadores n.º 10.

Transcrição do louvor que originou a condecoração (Publicado na Ordem de Serviço n.º 20, de 12 de Março de 1969, do Quartel-General da Região Militar de Moçambique):

“Que, por seu despacho de 26 de Fevereiro de 1969, louvou o 2.º Sargento de Infantaria, n.º 51788811, Domingos Francisco Botelho Gama, da Companhia de Caçadores n.º 2322 do Batalhão de Caçadores n.º 2837, porque, quando do ataque inimigo ao estacionamento da sua Companhia, em 15 de Outubro de 1968, correu logo para a sua posição e com grande serenidade e sangue-frio, organizou a defesa desse sector, que enfrentava um dos maiores esforços do inimigo. Com a sua experiência de combate, e expondo-se constantemente, para poder fazer fogo ajustado sobre o inimigo, galvanizou os seus camaradas e subordinados, levando-os a repelir o inimigo e a comportarem-se com brilhantismo. Terminado o ataque nesse sector, e apercebendo-se de que havia outro sector empenhado, logo para ali correu, continuando a contribuir poderosamente para a vitória das nossas tropas.

Deu, assim, provas de grande coragem, valentia, serenidade debaixo de fogo e desprezo pelo perigo, pelo que é credor do reconhecimento público e digno de ser apontado como exemplo.”

Distinguido com o Prémio Governador-Geral de Moçambique, publicado no Jornal do Exército n.º 118, página 58, de Outubro de 1969 (transcrição):

“Pelo excepcional sangue-frio e serenidade debaixo de fogo que revelou no decorrer de um ataque ao estacionamento da sua Companhia, expondo-se constantemente ao fogo inimigo para poder fazer fogo ajustado com a sua arma e orientar o esforço dos homens sob o seu comando, os quais galvanizou pelo seu exemplo levando-os a brilhante comportamento na imediata e eficiente reacção ao ataque.

Resolvida a situação no seu sector, pela retirada do in. e apercebendo-se que em outro sector o in. reforçava o seu esforço de ataque, logo ali acorreu prontamente a reforçar a defesa dando mais uma vez provas de um notável desprezo pela vida e exacta noção das suas responsabilidades, em muito contribuindo com o seu comportamento para o fracasso do ataque in.”

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Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné. No dia 18 de Dezembro de 1971, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Angra do Heroísmo’, integrado na Companhia de Caçadores 3491 (CCAÇ3491) «É MUITO…!» - «DULOMBI» do Batalhão de Caçadores 3872 (BCAÇ3872) “O INIMIGO VOS DIRÁ QUEM SOMOS”, rumo ao estuário do Rio Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 24 de Dezembro de 1971.

A sua sub-unidade de infantaria, comandada pelo Capitão Mil.º de Artilharia Fernando de Jesus Pires, após o treino operacional e sobreposição com a Companhia de Caçadores 2700 (CCCAÇ2700) tendo deslocado um pelotão para reforço da guarnição de

Cancolim (CCAÇ3489) até 22 de Setembro de 1972. Em 9 de Março de 1973, por extinção do sub-sector de Dulombi e a sua integração no sector de Galomaro, foi transferida para esta localidade, tendo assumido a responsabilidade do respectivo sector, então atribuído à Companhia de Comando e Serviços (CCS) do BCAÇ3872.

Em 28 de Março de 1974, embarcou no NTT ‘Niassa’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 04 de Abril de 1974.

Faleceu no primeiro semestre do ano de 2007 (DR n.º 161 – 2.ª série, de 22Ago2007).

 

 

 

 

 

 

 

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