sexta-feira, 9 de maio de 2014

terça-feira, 8 de abril de 2014

15º CONVÍVIO DA CCAÇ 3491 GUINÉ 71-74





COMPANHIA DE CAÇADORES 3491
GUINÉ 71-74
15º CONVÍVIO
Meu estimado amigo! Lê e divulga.
Tu, que a meu lado sofreste as agruras, os sobressaltos, o calor e a sede...
A angústia do regresso, que tanto tardou.
Resta em mim e em ti a saudade, a nostalgia e.....porventura, uma lágrima.
Temos, contudo, este dia, que é um ponto alto na roda do ano....O NOSSO CONVÍVIO.
Neste ano foi-me confiada a “PASTA”.
Eu, já repetente nestas tarefas, contando com algumas preciosas ajudas, estamos a fazer o possível para que todos, sim TODOS, venham, festejem e regressem a vossas casas felizes.
Desta vez o encontro será na nossa terra – FÁTIMA.
Digo NOSSA! Isso mesmo – NOSSA! Porque essa Montanha Sagrada, lugar de altar do mundo, é minha, é tua, é terra de todos nós.

PROGRAMA:

Sábado, dia 10 de Maio de 2014
Às 10h00, encontro no Santuário de Fátima, junto à denominada CRUZ ALTA.
Às 11h00, Missa na Basílica da Santíssima Trindade, ali ao lado.
Às 12h30, partida em direcção aoi restaurante “Pérola do FetaL” (a cerca de 10 minutos de carro – ver nota sobre a sua localização a seguir).

O Custo são 30,00 por pessoa, sendo que os netinhos dos 4 aos 9 anos, pagam metade.
Sei que virás e que muito provavelmente trarás alguém da família, assim, deves confirmar até ao dia 27 de Abril para os seguintes números:
Telefone fixo: 219 567 425
Telemóvel: 925 177 194
Quem conhecer alguém dos nossos “velhinhos”, dos nossos “piras” ou do nosso Batalhão, que se queiram juntar a nós, serão benvindos.
Um Abração
Francisco Pires

LOCALIZAÇÃO DO RESTAURANTE “PÉROLA DO FETAL”
A partir da Rotunda Norte em Fátima e na Estrada (EN 356) que liga Fátima à Batalha, na berma direita da localidade de Celeiro, logo após se passar por Reguengo de Fetal, situa-se o Restaurante “Pérola do Fetal (GPS: 39.641443,-8.766193).
O local é, como já se disse, muito perto de Fátima, no Concelho da Batalha, tendo diversos locais de interesse turístico e religioso, tais como: Santuário de Nossa Senhora de Fátima, o Mosteiro da Batalha, mandado erigir por D. João I, em honra da vitória obtida na Batalha de Aljubarrota, contra o invasor castelhano, o local da batalha propriamente dito (Aljubarrota), o Castelo de Leiria, as grutas da Moeda de S. Mamede (que foram descobertas em 1971 por dois caçadores, que perseguiam uma raposa) e as praias da Nazaré (com o seu famoso “Sítio”).
Segue em Anexo a Ementa para nos fazer crescer água na boca:




sábado, 29 de março de 2014

FAZ HOJE 40 ANOS QUE O BATALHÃO DE CAÇADORES 3872 PARTIU DA GUINÉ DE REGRESSO À ENTÃO METRÓPOLE


No dia 28 de Março de 1974, o BCAÇ 3872 (CCS-Galomaro; CCAÇ3489 - Cancolim; CCAÇ3490 - Saltinho e CCAÇ 3491 - Dulombi/Galomaro) e as companhias independentes: CCAÇ3518 (Gadamael/Guidage); CCAÇ3519 (Barro/Cacheu); CCAÇ 3520(Cacine) - que viriam a desembarcar no Funchal - e CART3521 (Piche/Bafata/Safim), embarcaram no porto de Bissau, no navio NIASSA, que nos traria de volta ao convívio das famílias e amigos. 

terça-feira, 11 de março de 2014

A OPERAÇÃO "ALMA FORTE", O NOSSO PRIMEIRO CONTACTO COM O IN

JÁ SE PASSARAM 42 ANOS, MAS AINDA ME LEMBRO E BEM, DA PRIMEIRA EMBOSCADA/CONTACTO COM OS GUERRILHEIROS DO PAIGC.


Em 11 de Março 72, no dia seguinte à saída da CCAÇ 2700, o 2º e 3º GC, reforçados por 1 Secção do Pel.Mil. 288, iniciaram a Operação "Alma Forte", com a duração de dois dias (Sábado e Domingo), com a finalidade de reconhecer e armadilhar os pontos de passagem do IN no Rio Corubalo.  A operação era comandada pelo Alferes Mil~, L. Dias (2º GC). Nesse dia, depois de invertermos a marcha, pelas 18h30, quando parámos para descansar junto ao Rio Lemenei/Paiai Lemenei, uma zona de mato denso e arborizado, tivemos o nosso primeiro contacto com o IN, estimado em 40/50 elementos. Nos primeiros momentos de troca de tiros houve alguma dificuldade na resposta ao fogo do adversário, que utilizava armas automáticas e roquetes/morteiros, em especial na utilização dos nossos morteiros e dos dilagramas, devido às condições adversas do local. Só quando conseguimos sair daquela mata e depois de lançarmos várias granadas de morteiro 60 mm, que terão atingido fortemente o adversário é que este iniciou a retirada, a coberto da noite que, entretanto, tinha caido.

Devemos salientar nesta emboscada a actuação do Furriel do 2ºGC, Espírito Santo, que fixou com a sua Secção o fogo inimigo, permitindo a saída do restante pessoal e a actuação do soldado At. Manga Camará do 3º GC, que tomando conta do morteirete de 60 mm, colocou-o à barriga (um feito difícil de acreditar para quem não viu) e disparou diversas granadas que mudaram o rumo dos acontecimentos. Também de salientar a actuação do 1º Cabo Amílcar Costa, também do 2ºGC, que, alertado por um camarada (o "Amarante"), avistou um elemento IN e foi o primeiro elemento da nossa companhia a efectuar fogo sobre os guerrilheiros, com a sua Met. Lig. HK21, só parando quando a mesma se encravou por problemas na fita alimentadora.

Do confronto resultou para o IN, pelos vastos vestígios de sangue encontrados, pelo material diverso abandonado e pela rádio do PAIGC (que confirmou baixas, o que era raro), sofreu baixas não controladas e a apreensão de 11 granadas de RPG7 /RPG2, entre outro material e equipamento. As nossas forças sofreram dois feridos ligeiros e a sorte de outros elementos terem recebido tiros que lhes atravessaram os cantis, os carregadores, as camisas ou dólmens....enfim, uma ajuda vinda dos Céus!!!

Pelo reconhecimento feito posteriormente ao local, julgamos que o IN estava naquela zona a descansar, para mais tarde ir flagelar o quartel do Dulombi e ao aperceber-se da nossa presença iniciou manobras de envolvimento para nos atacar.

Esta acção mereceu das diversas cadeias de comando as seguintes referências elogiosas:

-Do Cmdt BCAÇ 3872 msg nº70/03:"Felicito êxito obtido. Transmita pessoal dessa minha satisfação";
-Do Cmdt CAOP2 (Agrupamento de Batalhões daquela área) msg nº952/0: "Felicito tão auspicioso começo";
-Do Cmdt Chefe -REP OPER msg nº984/C: "Cmdt Chefe (General António Spínola) felicita essa reacção à emboscada do In durante OP "Alma Forte", reveladora de determinação".


O 2º GC, passou a utilizar como lema, posto no seu "crachat", o nome da operação que provocou o 1º contacto com o IN - "Alma Forte". 


 E/D: Furriel, Espírito Santo; Alferes, Luís Dias e Furriel José Gonçalves
 O Crachat do 2º GC da CCAÇ3491
Elementos do 2º GC a preparararem-se para sair para uma emboscada nocturna em Galomaro/73.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

FALECEU PEPITO (CARLOS SCHWARZ), UM AMIGO DA GUINÉ E DOS GUINEENSES


Tive a felicidade de conhecer o Pepito (Carlos Schwarz) numa ida à Guiné em 2008. Ficámos amigos. Falo de felicidade e não de oportunidade. É uma rara felicidade conhecer homens como ele. Como foi uma felicidade ter conhecido o moçambicano Aquino de Bragança. Eles representam o melhor que Portugal tem o melhor a que Portugal deu origem: homens generosos, visionários, homens de afetos, inteligentes, utópicos, congregadores, cosmopolitas. Homens que se dão ao respeito, porque respeitam. O que me pergunto, o que sempre me perguntei é, porque são estes grandes homens sempre marginais, desconsiderados pelos poderes institucionais? Que doença da mediocridade os expulsa para as margens e não os atrai para o centro das nossas vidas coletivas?
Carlos Matos Gomes (Coronel Comando aposentado)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

CHRIS KYLE - UM ATIRADOR FURTIVO AMERICANO

Chris Kyle no Iraque

CHRIS KYLE, O "SNIPER" MAIS LETAL DAS FORÇAS ARMADAS AMERICANAS

Christopher Scott "Chris" Kyle (8 de Abril de 1974 - 02 de fevereiro de 2013) foi um Sargento-Ajudante das Forças Especiais/Fuzileiros da Marinha, denominados “SEAL”, especializado como atirador especial (“Sniper”), cuja autobiografia o apelida como o mais letal atirador-furtivo na história militar americana, com o total de 160 mortes confirmadas ou um total de 255, mas sem confirmação.

Kyle efectuou 4 comissões no segundo conflito no Iraque e foi premiado com a 4 ª maior comenda concedida para actos de heroísmo, actos de mérito e / ou serviços meritórios em zona de combate. Foram-lhe concedidas duas estrelas de prata, cinco estrelas de bronze da Marinha e dos Fuzileiros Navais/Medalhas de Agradecimento  e uma Comenda dos Fuzileiros. Ele também foi agraciado com o Prémio “Nação Reconhecida” pelo Instituto Judaico para Assuntos de Segurança Nacional. Os insurgentes(rebeldes) iraquianos apelidaram-no de "O Diabo de Ramadi/Shaitan Ar-Ramadi "e ofereceram uma recompensa pela sua cabeça no valor de 80 000 dólares. Kyle preferia, contudo, a alcunha que os seus camaradas lhe puseram: “A Lenda”. Foi baleado duas vezes, e esteve envolvido em 6 ataques com recurso a explosivos, por parte dos vários grupos rebeldes.  

Nascido em Odessa, Texas, o seu pai ofereceu-lhe aos 8 anos de idade a sua primeira arma, uma espingarda de repetição Springfield, no calibre .30-06. Depois da escola, Kyle tornou-se um vaqueiro, mas teve de desistir devido a um ferimento sofrido num braço. Em 1999, depois de se ter inscrito na Marinha, foi recrutado para frequentar a Escola SEAL de demolição subaquática (“BUD”).

Inserido numa equipa SEAL participou nas várias campanhas da Guerra do Iraque, vindo a tornar-se um atirador especial de elevada capacidade. Os seus maiores feitos realizaram-se em Ramadi e em Sadr City. O seu primeiro tiro mortal foi no apoio ao avanço apeado de uma coluna de Marines (como refere no seu livro), atingindo uma mulher que se preparava para lançar uma granada de mão defensiva contra os militares norte-americanos.

Em 2008, em Sadr City, ele obteve o seu tiro a maior distância, depois de ter visto um rebelde com um lançador de foguetes (RPG), a preparar-se para alvejar um comboio do Exército dos EUA, a 1 900 metros, atingindo-o com um disparo da sua espingarda McMillan TAC-338 rifle sniper, no calibre 308 Lapua. As outras armas que utilizou no Iraque foram a espingarda “Mk 12 rifle sniper, a Carabina de assalto Colt M4, ambas no calibre 5,56X45mm NATO e a espingarda “.300 Winchester Magnum rifle sniper”, no calibre .300 Win Magnum. 

Kyle decidiu acompanhar melhor a sua família e foi dispensado da Marinha dos EUA em 2009. Juntamente com outros sócios abriu uma escola de tiro especial e de segurança, a “CRAFT INTERNACIONAL”, para treino táctico para militares, ex-militares e polícias, no Texas Escreveu um Manual para Snipers para a Marinha e um “New York Times best-seller” a autobiografia: “American Sniper” e colaborava com uma fundação de apoio a veteranos de guerra.

Em 2 de Fevereiro de 2013, Kyle e um amigo, Chad Littefield, encontravam-se num Campo de Tiro, em Erath County, Texas, a fim de tentar apoiar um veterano fuzileiro, Eddie Ray Rough, que sofria de stress pós-traumático, quando foram ambos alvejados mortalmente por este último.


A cerimónia fúnebre teve lugar no "Cowboys Stadium", em Arlington, Texas e ao seu enterro compareceram milhares de pessoas – fala-se numa fila de carros de largas dezenas de quilómetros – que se realizou no cemitério de Austin, também no Texas.


Kyle no Iraque em missão de apoio a forças dos EUA.

Kyle no helicóptero momentos antes de partir para mais uma operação, com a sua carabina de assalto: Colt M4 e com a insígnia do seu grupo no braço, por si criada.
O emblema da firma "Craft International", criado por Klyne e que foi retirado do emblema do seu grupo dos SEAL, apenas com o acrescento de uma mira em vermelho no olho esquerdo da caveira. O lema também foi criado nos SEALS por Klyne que diz: Não obstante o que a vossa mãe vos disse, a violência resolve problemas".

Kyle já depois de desmobilizado da Marinha com uma espingarda .300 Winchester Mag

A carabina de Assalto Colt M4

A espingada de "Sniper" Winchester calibre .300 Mag
A espingarda de "Sniper" Mk12 SPR
A espingarda de "Sniper" McMillan TAC-338/308 Lapua

Aspecto do memorial fúnebre, com a esposa ao centro.
Chris Kyle, à esquerda e o seu assassino, depois de preso, Eddie Ray Rough.







terça-feira, 28 de janeiro de 2014

LOUVOR DO BATALHÃO DE CAÇADORES 3872

Louvor atribuído pelo General Comandante-Chefe do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) ao BCAÇ 3872, em Março de 1974, pouco tempo antes do regresso à Metrópole.