sábado, 28 de abril de 2012

13º ALMOÇO CONVÍVIO DA CCAÇ 3491









13º CONVÍVIO
COMPANHIA DE CAÇADORES 3491
DULOMBI/GALOMARO
GUINÉ 71-74
Caros Camaradas e Amigos

É com enorme prazer e alegria que venho pela presente convidar-vos para o 13º Convívio, comemorativo do 38º Aniversário da nossa chegada ao país (4 de Abril de 1974) que nos viu partir para a guerra. O convite é também extensivo a todos os familiares e amigos que queiram participar, ajudando a abrilhantar este evento.

Este ano cabe-me a mim receber-vos pela 2ª vez na minha terra – Montemor-o-Velho – onde, juntos, iremos comemorar e recordar os tempos passados na Guiné, em especial a forte camaradagem existente no seio da nossa companhia, que nunca será esquecida.

É com este espírito que te espero a ti e quem contigo quiser aparecer, no próximo dia 26 de Maio, pelas 12 horas, no Restaurante Patinhos, no Lugar de Lavariz, Carapinheira, Tentúgal, Montemor-o-Velho (sítio da net: www.patinhos.com.pt), conforme mapa que se anexa.

O valor do almoço será entre os 25 e os 30 euros e a comida será a tradicional portuguesa, com um prato de peixe e outro de carne, para além das entradas, sobremesas, cafés e digestivos e claro, os nossos vinhos.

Aguardo pela vossa confirmação até ao dia 12 de Maio de 2012, pela mesma via, ou pelo telefone 239 623 259, Telemóvel nº 918 590 011 (ambos a partir das 20h00).

Sem outro assunto, um abraço amigo de,

Eugénio Varela Espírito Santo (Ex-Furriel Milº/Atº de Infª do 2º GC)


RESTAURANTE “PATINHOS”
Fica situado na estrada nacional que leva até à Figueira da Foz. Confortável e acolhedor, o restaurante Patinhos aposta na gastronomia portuguesa. O espaço é amplo e decorado com linhas simples e de bom gosto.
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LocalizaçãoEstrada Nacional 111 Lavariz
Tentúgal
3140-563 TENTÚGAL
Distrito: Coimbra
Concelho: Montemor-o-Velho
Freguesia: Tentúgal
Lotação: 50
Necessidade de reserva: Aconselhável
Área para fumadores: Não Fumadores
Dia(s) de Encerramento: Não encerra
Especialidades: Entradas: Ananás com presunto; paté de atum; folhado d`aves; salada de polvo; salada de bacalhau. Sopas: Canja de galinha vadia; sopa de legumes; sopa de peixe. Peixe: Arroz de lampreia; cremoso de bacalhau com gambas e espinafres; bacalhau na brasa com migas; ensopado de enguias. Carne: Pato mudo caseiro; Arroz de pato; lombinhos de porco na brasa; cabrito no forno. Sobremesas: Doce d`ovos e amêndoa; doce de abóbora com requeijão; toucinho-do-céu.
Estacionamento: Sim
Estilo de restaurante: Bom Garfo

terça-feira, 24 de abril de 2012

O MEU DIA 25 DE ABRIL DE 1974

O meu dia 25 de Abril de 1974

O meu Batalhão (BCAÇ 3872) chegou da Guiné no dia 4 de Abril de 1974, desembarcados do navio Niassa, no Cais de Alcântara, em Lisboa. Vínhamos de uns longos 27 meses e meio, em cumprimento de uma comissão de serviço, que foi difícil e de grande sacrifício, naquelas quentes terras de África.

No dia 24 de Abril eu tinha combinado com o meu amigo Farinha dos Santos (falecido em 1999 e que fora Alferes comigo na CCAÇ 3491), irmos jantar com duas amigas a um restaurante da Rua Latino Coelho e, depois, mais tarde, arrancarmos para uma noitada numa discoteca situada na Rua Dr. Gama Barros, à Avenida de Roma. Saímos do local por volta das 3h00, e, como não tinha carro, nem o Farinha, despedimo-nos e apanhámos táxis para as respectivas casas. Segui então para a casa dos meus pais (onde ainda vivia), situada em Alfama, em frente à Alfandega. Sei que o táxi passou pelo Terreiro do Paço, mas não reparei em qualquer movimento militar junto à praça e fui dormir descansado.

Seriam cerca das nove da manhã quando tocou o telefone de casa e como os meus pais já tinham saído para o trabalho, levantei-me e fui atender. Era o meu amigo Farinha que em grande alvoroço me dizia que estava a haver um golpe militar e que devia ligar o rádio para saber o que se passava. Fiz o que ele me disse e comecei a ouvir as marchas militares que iam passando, cortadas pelos boletins de aviso à população emitidos pelo denominado Movimento das Forças Armadas, que se iniciava pela frase que se tornaria célebre: “Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas…..”. Afinal as informações que tínhamos obtido na Guiné estavam a confirmar-se. Sabíamos que algo se iria passar, pois alguns oficiais do quadro diziam que não iriam ficar muito tempo na província, porque a rebelião das Caldas, em 16 de Março, iria continuar e, em breve, iria surgir uma “coisa em grande”.

Não obstante o movimento que se iria tornar conhecido pela sigla MFA, solicitasse à população que mantivesse a calma e ficasse em casa, eu não resisti. Lavei-me, vesti-me e rua com ele.

Percorrer as ruas de Lisboa, observar as gentes, o riso de um povo que sabia que era hora de mudança, que adivinhava que a ditadura dava o seu último grito e que um novo dia podia nascer daquele movimento militar, encheu-me o coração de uma grande alegria. O Rossio, os Restauradores, as ruas principais da baixa apinhavam-se de gente e se havia forças que pensassem opor-se ao movimento, viam que dificilmente conseguiriam contrariar a revolta, pelo apoio popular que cada vez mais se verificava para com os revoltosos.

O Largo do Carmo, onde se situava o Quartel da GNR, onde Marcelo Caetano se acoitara ainda causou alguma expectativa, alguma tensão, quanto ao desenlace, mas a firmeza dos militares, comandados por Salgueiro Maia, fez com que a rendição do Governo se desse.

A forma como o dispositivo estava montado naquele largo, a quantidade de povo envolta, que não queria arredar pé para não perder pitada, fez-me temer o pior, até porque me apercebi que os soldados envolvidos naquela missão não tinham nenhuma experiência militar. De facto, caso a força profissional da GNR, se decidisse por abrir fogo sobre os militares do movimento, dar-se-ia, certamente, um banho de sangue naquele local.

Felizmente tudo correu de feição e viu-se um POVO tomado de alegria a percorrer as ruas, lado a lado com os militares e a gritar pela LIBERDADE tão ansiosamente esperada e que fora cortada durante 48 anos. Voltei para casa, já ao fim da tarde, onde já estavam os meus pais e juntos vimos pela televisão e pela rádio as emissões livres de censura, que nos iam relatando o que se ia passando.

O dia 25 de Abril de 1974 para todos aqueles que o puderam viver não mais será esquecido e será recordado pelo dia em que o povo português recuperou a Liberdade e a alegria de viver e caminhou para a democracia.

Luís Dias

sábado, 14 de abril de 2012

GOLPE MILITAR NA GUINÉ-BISSAU



Golpe Militar na Guiné-Bissau

Os militares sob o comando do Chefe do Estado Maior, Indjai, encetaram anteontem um golpe de estado, prendendo o primeiro ministro e outras figuras do Governo, bem como elementos que consideraram nocivos para o país, nomeadamente jornalistas. Vários organismos internacionais e diversos países já se pronunciaram contra o levantamento militar, exigindo a libertação dos detidos e o regresso à normalidade.

Golpes e contra golpes e mais golpes e golpadas! Para onde vais Guiné? E as tuas gentes? E o povo pá?

Luís Dias

sexta-feira, 30 de março de 2012

A MISSÃO DULOMBI CUMPRIU-SE!


As crianças do Dulombi, após terem recebido as mochilas com diverso material escolar.


A Ala pós-parto do Hospital de Galomaro,após a intervenção da Missão Dulombi.

Caros Camaradas e Amigos

Não obstante as dificuldades porque passaram a Missão Dulombi cumpriu o que havia estipulado. Após o regresso da maioria do grupo da Missão Dulombi (que viriam a ficar retidos no Mali, devido ao golpe de estado), O Gil Ramos ficou na Guiné para conseguir desbloquear a descarga do contentor com os materiais que estavam destinados às crianças do Dulombi e ao Hospital de Galomaro. Cumprida a tarefa conforme fotos que aqui reproduzimos, com a devida vénia e agradecimento para o Gil Ramos/Missão Dulombi, vai finalmente regressar a casa o nosso amigo.
Um forte abraço para todos da Missão e em especial para o incansável Gil Ramos.

Luís Dias

domingo, 11 de março de 2012

DIA 11 DE MARÇO DE 1972 - O PRIMEIRO CONTACTO COM O IN




FAZ HOJE 40 ANOS QUE ELEMENTOS DA CCAÇ 3491 TIVERAM O PRIMEIRO CONTACTO/EMBOSCADA COM OS GUERRILHEIROS DO PAIGC.

Os velhinhos da CCAÇ 2700 saíram do Dulombi em 10 de Março de 1972, para iniciarem o regresso à metrópole. No dia seguinte, um sábado, o 2º GC (comandado pelo Alf. Dias, o 3º GC(comandado pelo Alferes Farinha)e uma secção do PEL MIL 288, iniciaram a operação "Alma Forte", em direcção ao Rio Corubalo, que seria para durar 48 horas (o fim de semana todo). Depois de terem atingido o objectivo, a força militar iniciou o trajecto para a zona da tabanca abandonada de Paiai Lemenei, passando pela mata densa do rio Lemenei. Após um contacto rádio com a sede da companhia, seriam perto das 18h00, ouviu-se um grito de "Turra!Turra!" e duas rajadas de metralhadora. Num primeiro tempo, os milícias gritaram que não era o inimigo, e ficámos em alvoroço e alerta máximo,mas após alguns segundos de calmia, rebenta um intenso fogo sobre nós, quer de armas automáticas, quer de granadas de morteiro e de roquete. O local era bastante arborizado e com mata densa, pelo que os disparos de LGF, de morteiro e de dilagramas em resposta eram impossíveis. Foi necessária a saída do local até uma clareira,para daí poderem ser utilizadas as armas de apoio, tendo ficado uma das secções do 2º GC a fixar o fogo inimigo.
Foi importante a acção de um experiente militar africano (Manga Camará) que colocou o morteirete 60 mm à barriga e lançou pelo menos dois projécteis que caíram na zona de onde o IN efectuava o seu ataque, obrigando-os a iniciar a retirada, abandonando no local diverso material que foi apreendido e pelos muitos vestígios de sangue, com muitos feridos.
De destacar que o dispositivo do IN estaria a ser montado para nos atacar quando um dos guerrilheiros foi avistado por dois elementos do 2º GC, (o sold. "Amarante" e o 1º Cabo Amílcar, que o alvejou com 2 rajadas da sua met. lig HK 21), também a acção do Fur. Espírito Santo que aguentou a primeira iniciativa dos guerrilheiros com a sua secção, dando tempo a que os restantes elementos saíssem da mata densa e pudessem usar as armas de apoio e tendo sido fundamental a reacção do sold. Manga Camará, com a manobra do morteirete à barriga (coisa que não mais voltei a ver ninguém fazer), que colocou um par de granadas na zona principal onde o IN estava instalado.
A reacção à emboscada mereceu elogios do Cmdt. do Batalhão, do Cmdt do CAOP 2 e do próprio Cmdt-Chefe, General Spínola.
O rádio do IN referiu-se também a esta emboscada, dizendo que havíamos sofrido oito mortos e diversos feridos e que lamentavam também terem sofrido baixas (o que era raro dizerem).
Em resultado do contacto houve dois feridos ligeiros, mas muitos elementos com tiros nos cantis, nas cartucheiras, nas fardas, uma sorte danada.
O 2º GC passou a usar no seu emblema o nome da operação "Alma Forte".

sábado, 3 de março de 2012

A MISSÃO DULOMBI JÁ ESTÁ NA GUINÉ



As últimas informações recebidas da Missão Dulombi dão conta que já se encontram em território da Guiné-Bissau e chegaram já a Galomaro.

Um abraço para todos eles.

LD