terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A "MISSÃO" DULOMBI E OS DJUBIS DA TABANCA

O pessoal da "Missão Dulombi" levou a bom termo mais uma etapa na sua generosa ajuda às gentes da Tabanca de Dulombi e de Galomaro e já regressaram a Portugal.

Nesta foto, a malta da "missão" e a maravilhosos "Djubis" da Tabanca do Dulombi, tendo por trás a escola básica. (foto retirada do FB da "Missão Dulombi", com a devida vénia). Quando por ali estivémos a tabanca era formada por 250/300 pessoas e bastantes crianças. Hoje, é com alegria que verificamos que existem mais crianças do que no nosso tempo. A vida sorri aos dulombianos.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A EQUIPA DA "MISSÃO DULOMBI" A CAMINHO DA GUINÉ-BISSAU


CAROS CAMARADAS E AMIGOS, A "MISSÃO DULOMBI" JÁ ESTÁ A CAMINHO DA GUINÉ-BISSAU E MUITO EM BREVE ESTARÃO EM CONTACTO COM AS POPULAÇÕES DE DULOMBI E GALOMARO. DAQUI ENVIAMOS UM ABRAÇO E OS DESEJOS DE UMA MUITO BOA VIAGEM A TODOS OS ELEMENTOS E PEDINDO-LHES QUE DEIXEM TAMBÉM UM ABRAÇO DA NOSSA MALTA ÀS GENTES DAQUELAS QUENTES E VERMELHAS TERRAS




quarta-feira, 24 de dezembro de 2014



PARA TODOS OS CAMARADAS, AMIGOS OU SIMPLES LEITORES E TODOS OS SEUS FAMILIARES DESEJAMOS UM BOM NATAL E UM FELIZ ANO NOVO,

O Editor

Luís Dias



segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

FAZ HOJE 42 ANOS QUE SE DEU O ATAQUE A GALOMARO

Caros Camaradas e Amigos

Faz hoje 42 anos (1-12-972- Sexta-Feira) que, pelas 22H00, um forte ataque dos guerrilheiros do PAIGC se fez sentir à CCS do Batalhão 3872, colocada em Galomaro.

O IN efectuou a aproximação ao quartel pelo lado da estrada Galomaro-Dulombi, movimentando-se atrás de diverso gado que se encontrava espalhado não a muitos metros do arame farpado, efectuando um movimento em L.

Muitos dos elementos da CCS encontravam-se na zona da cantina, frontal donde o IN progredia, estavam descontraídos, desarmados, entretendo-se em amena cavaqueira, ou em jogos de cartas.

A sentinela  que estava no posto em frente à zona do envolvimento inimigo, estava acompanhada de um camarada de outra companhia (o Pira Lourenço), o qual lhe chamou a atenção para a zona onde estava o gado por lhe parecer ver vultos junto aos animais e instou-o a efectuar disparos para essa zona. A sentinela estava com receio de que o comandante o castigasse por ter disparado e não o queria fazer, mas a insistência do outro foi forte e foram feitos disparos para a área onde avistavam os vultos.

Foi esta atitude, esta maneira de actuar, que deram o alarme, resguardando-se o pessoal, apagando as luzes, preparando-se para o pior. Aos segundos disparos já estava o pessoal suficientemente convencido que eram os "turras" (como se dizia naquele tempo), iniciando o IN o seu ataque, com recurso ao lançamento de roquetadas, rajadas de metralhadoras ligeiras e de outras armas automáticas.

Junto ao abrigo dos enfermeiros estava uma posição do morteiro 81mm, onde o André António, juntamente com outro camarada, também enfermeiro, depois de sair por uma das frestas do seu abrigo, preparou e lançou de imediato uma granada em direcção à zona do IN. Tal foi a pressa de responder que a 1ª granada foi com cavilha e tudo. No entanto, as outras que se seguiram foram eficazes e caíram na zona deles, obrigando-os a retirar.

Este foi o 1º e único ataque que a sede do batalhão sofreu, que só não teve o sucesso que o IN esperaria (ao determinar-se a um ataque tão perto já da área do arame), pela atenção da referida sentinela e à reacção dos elementos da companhia, em especial do duo de enfermeiros que operaram com um dos morteiros 81mm.

Houve diversas moranças destruídas da Tabanca da população com feridos ligeiros, mas no quartel, para além de diversos danos materiais, causados pelas explosões dos roquetes e pelos tiros das armas automáticas, que deixaram diversas marcas nas estruturas, não houve danos pessoais a lamentar.

O IN deverá ter sofrido feridos graves face ao sangue encontrado e deixou no itinerário de retirada um guerrilheiro morto, que tentou enterrar de forma rudimentar. O morto, pelos elementos encontrados, era um enfermeiro dos atacantes. A ironia é que fora atingido por uma granada de morteiro que havia sido lançada pelos nossos enfermeiros.

Esta acção do IN veio alterar o dispositivo do batalhão, após visita ao Dulombi do General Spínola, com o envio de um Grupo de Combate (4º) logo em Janeiro para reforço de Galomaro e em 9 de  Março, com a restante companhia, na altura comandada pelo Alferes Luís Dias, deixando no Dulombi 13 elementos, comandados por um Furriel (Gonçalves do 2º GC) e 2 pelotões de milícias.

Trago aqui as palavras do 1º Cabo Juvenal Amado, sobre esse dia:
"Foi o culminar de 15 dias terríveis para Galomaro. No dia 15 de Novembro perdemos o Teixeira na estrada do Saltinho (mina). No dia 24 morre o Alferes Mota e no dia 1 tivemos este "festejo" da Restauração". 
Obrigado ao Russo, ao Lourenço pira ao Pinto e ao soldado africano que estava ao pé do paiol. Mas acima de tudo a sorte. Eu estava a jogar ás cartas na cantina quando o Lourenço deu os primeiros disparos e quando deu os segundos já eu estava no meu abrigo a apertar as cartucheiras com o Caramba( infelizmente já falecido) a a gozar comigo. O ter feito fogo do meu abrigo valeu-me uma roquetada!".



Na foto acima o morteiro 81 que salvou a situação

O posto da metralhadora MG42 e por trás o abrigo do Juvenal, vendo-se perfeitamente o buraco feito pela roquetada




sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O MODELO DE BOTAS QUE UTILIZEI NAS OPERAÇÕES NO MATO


Este era o modelo de botas, em alternativa às de cabedal, que sempre usei em todas as operações realizadas no mato, fosse patrulhas,  emboscadas, segurança, etc. Em colunas motorizadas optei sempre por usar as botas de cabedal.
LD

sábado, 27 de setembro de 2014

MINA ANTI-CARRO (A/C) MATA NA GUINÉ-BISSAU


EXPLOSÃO DE MINA PROVOCA MAIS DE UMA DEZENA DE MORTOS

Dezasseis mortos é o balanço provisório do número de vítimas da explosão de um viatura de transporte misto, que efectuava a ligação entre Bissorã e Encheia, no norte da Guiné-Bissau.

Segundo testemunhos locais, a viatura foi "pulverizada", quando circulou sobre um engenho explosivo (provavelmente uma mina anti-tanque, a que também chamávamos de anti-carro), do período da guerra colonial, que ficou exposta na sequência das chuvas torrenciais que assolam a região.

Em 2007, o Centro de Acção de Anti-Minas (CAMI), responsável pelas operações de desminagem, baseado nos mapas das zonas minadas durante a Guerra de 7 de Junho de 1998, anunciara que as 103 409 minas anti-pessoais tinham sido desactivadas, alertando, todavia, para a existência no interior do país de milhares de minas anti-pessoais e engenhos explosivos que remontam à guerra da independência que decorreu entre 1963 e 1974.

SET2014; DO BLOGUE BISSAU RESISTE, com a devida vénia.



Mina A/C TM-46, em metal, de origem russa. que eram das mais utilizadas pelos guerrilheiros do PAIGC

Quarenta anos após o final da guerra que opôs as Forças militares portuguesas ao PAIGC, uma mina A/C (muito provavelmente colocada numa zona por onde transitavam os militares portugueses) fez vítimas.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

FOMOS COMBATENTES


FOMOS ONDE MUITOS TIVERAM MEDO DE IR E FIZEMOS O QUE TÍNHAMOS DE FAZER!

Deixámos nas Terras quentes e vermelhas da Guiné muito suor, muitas lágrimas e algum sangue.
Honremos todos aqueles que foram combatentes, que foram irmãos de armas, que cumpriram um dever que lhes foi imposto e que pela coragem e pela vontade demonstrada não vergaram, não deixaram ninguém para trás e dignificaram o seu nome e o seu país. Estes homens podem andar de cabeça erguida, pois merecem todo o nosso respeito.