quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A MISSÃO DULOMBI ESTA DE REGRESSO A GUINE/BISSAU

CAROS CAMARADAS E AMIGOS

O PESSOAL DA MISSÃO DULOMBI JÁ SE ENCONTRA NO TERRITÓRIO DA GUINE/BISSAU. UM BRAVO PARA ESTA GENTE QUE VÃO DISTRIBUIR ALEGRIA, PAZ, AMIZADE, AO POVO DE GALOMARO E DO DULOMBI. 

UM ABRACO PARA TODOS, EXTENSÍVEL PARA TODA AS TABANCAS DAQUELAS ZONAS.

Luis Dias

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A SORTE TAMBÉM FAZ PARTE DA GUERRA



Reparem no que podia ter acontecido a este Marine (Fuzileiro-Infantaria de Marinha) norte-americano num ataque à sua base feito por guerrilheiros Taliban (Afeganistão). Os projécteis inimigos bateram ao lado da sua cabeça. A sorte esteve presente e também nestas coisas de guerra ela é necessária.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

REENCONTRAR UM CAMARADA MAIS DE 30 ANOS DEPOIS

Caros Camaradas e Amigos

Há já alguns anos que tentamos encontrar os camaradas da nossa companhia que ainda não participaram em nenhum dos nossos convívios. Um deles é o Ex-Furriel Atirador de Infantaria, António José Lourenço, um dos nossos "Piras", porque só chegou à nossa companhia em Junho de 1972, vindo em rendição individual. Este camarada esteve colocado no meu Grupo de Combate, mas também ia tapando "buracos" nos grupos de combate em que, por motivos de férias ou outro tipo de impedimentos, faltasse um furriel.Ao longo destes anos, recordo-me de o ter encontrado uma vez em Lisboa, mas muito tempo antes de dar-mos início aos nossos convívios, o que sucedeu aquando da comemoração dos 25 anos da nossa chegada a Lisboa. O Lourenço esteve em falta desde essas datas. Há poucos meses atrás, numa conversa quer com o Ex-Capitão, quer com o Ex-Furriel, Carvalho, lembrei que não sabíamos nada do nosso camarada Lourenço, que eu recordava ser uma pessoa calma, simples e de bom trato.

Na semana passada, estava num Restaurante/café aqui na minha rua, tendo na mesa ao lado um vizinho que comentava um crime sucedido de onde era natural, Alvaiázere. Dado que o Lourenço era originário dessa localidade, falei nisso ao meu vizinho que disse ser possível ser o actual Provedor da Santa Casa da Misericórdia. No dia seguinte confirmei ser a mesma pessoa, quando ele identificou a pessoa da foto como sendo o ToZé Lourenço.

É claro que tentei contactar a Sta. Casa e hoje consegui falar com o camarada que não via há, pelo menos, 30 anos. Trocámos breves palavras e dei-lhe notícia dos nossos convívios e do falecimento de diversos camaradas. Vamo-nos de certeza encontrar em 2014 no convívio que iremos realizar em Fátima. É sempre bom voltar a rever camaradas e especialmente camaradas/amigos.

Um abraço para o Lourenço.

Luís Dias
Do lado esquerdo o Ex-Furriel Lourenço e do lado direito o Ex-Alf. Dias, no meio e por azar do bicho uma espécie de gato selvagem. Foto tirada no Dulombi, em Outubro de 1972.

A MINHA GUERRA-1ª CAÇ DO BCAÇ4518/73


Caros Camaradas e amigos

Numa das revistas de Domingo do jornal Correio da Manhã, o Ex-Alferes, Joaquim Tinoco, da 1ª CCAÇ do BCAÇ4518/73, que nos foi render no Dulombi, em finais de Janeiro de 1974, resume a sua história militar, referindo que o pior período que passaram já foi depois do 25 de Abril.

Um abraço para ele e para todos os camaradas daquela companhia.

Luís Dias

segunda-feira, 27 de maio de 2013

14º CONVÍVIO DA CCAÇ 3491 -FOLGOZINHO-GOUVEIA




14º CONVÍVIO DA CCAÇ 3491

O encontro de combatentes da nossa companhia que se realizou em Folgozinho-Gouveia foi um êxito. Ao nosso pessoal associaram-se bastantes familiares e alguns amigos, juntando em alegre convívio cerca de 60 pessoas.

A reunião iniciou-se pelas 10H30 no agradável parque da Senhora dos Verdes, Cativelos-Gouveia, onde fomos criando apetite para o almoço com uns queijos, uns chouriços e afins, acompanhados de vinho da região branco e tinto. Em seguida, na capela do parque, procedeu-se à missa por alma dos camaradas falecidos.

Após a celebração dirigimo-nos em caravana para Folgozinho, restaurante “O Albertino”, um dos mais famosos da região, onde fomos recebidos por música ao vivo para criar ambiente tocada por um jovem acordeonista.

O “ataque” iniciou-se a umas estupendas entradas, onde se destacaram, entre outros, o leitão no forno, a feijoada de javali, uma cabidela de coelho, salada de polvo e de orelha, regados com vinhos da região, cerveja e outras bebidas (Self service). No serviço à mesa, seguiram-se os pratos quentes: sopa de legumes, bacalhau com broa e grelos, borrego assado no forno e vitelinha grelhada com arroz de legumes. Uma grande variedade de sobremesas esteve ao nosso alcance, em que se destacaram: o doce à Allbertino, o doce Grilo e o requeijão com doce de abóbora, bem como o café e habituais digestivos (estes para todos os gostos, até porque houve camaradas que fizeram questão de também trazer para o convívio umas aguardentes de sua lavra).  Após a abertura do bolo, com um brinde com espumante rosé, houve um momento alto com todos a cantarem a nossa famosa canção: “Dulombi te deixarei”.

O Convívio terminou pelas 18H30, após palavras de agradecimento do organizador – camarada José Carvalho Santos, Ex- sold. transmissões – e de breves palavras do camarada que irá organizar o evento do próximo ano – o Ex-1º cabo enfermeiro, Francisco Pires – o qual irá ter lugar em Fátima e ainda houve tempo para a entrega de diversas prendas, algumas vindas da autarquia de Gouveia, que se associou à festa, tendo estado presente um seu vereador.

O evento foi, efectivamente, bonito. O nosso ex-capitão, que não pode estar presente por se encontrar em Berlim, enviou uma mensagem para o organizador que a leu para todos nós. A surpresa do dia foi o surgimento do nosso “morto-vivo”, o Ex-Furriel Mário Castanheira, do 3º pelotão que, para regozijo de todos nós, está “bem vivo da costa” e pôde, ao fim destes anos todos, voltar a ver os camaradas da sua companhia (foi a 1ª vez que esteve presente num convívio da nossa CCAÇ e há vários anos que alguém, erradamente, nos informou e até foi publicado no nosso blogue, que ele havia falecido). Sê Benvindo!

Infelizmente foi-nos transmitida a notícia que o Ex-Furriel José Tavares Batista do 1º Grupo de Combate (que foi quem, praticamente, por mais tempo comandou o grupo, após o seu primeiro Alferes ter dado baixa ao hospital (Ernesto Ribeiro) e o substituto (Manuel Leite)ter ido para o Pel. Caç. Nat.53) e que nunca tínhamos conseguido contactar, faleceu há mais de 10 anos. Fomos também surpreendidos com a morte de um dos nossos alentejanos: o Ex-1º cabo António Costa, apontador de morteiro 81mm e o nosso cantineiro. O Costa nunca falhava um convívio e dizia que em cada ano ficava sempre ansioso até receber a carta de confirmação do encontro. A estes dois camaradas erguemos a nossa prece e o desejo de que descansem em paz.

Outra surpresa foi o ter aparecido o Ex-Sold. de trms do meu GC (2º), José Gonçalves, acompanhado da esposa, o qual não via desde o nosso regresso em Abril de 1974.

Um abraço muito especial para duas pessoas que nos honram imenso com a sua presença e eu, especialmente, muito considero, o Dr. Rui Coelho (médico do batalhão) e o Engº Mário Vasconcelos (responsável pelas transmissões do batalhão). O nosso médico é uma daquelas pessoas que transmite boa disposição a quem está à sua volta, pois traz sempre imensas histórias para partilhar connosco. O engenheiro Mário é, como todos sabemos, uma joia de pessoa e um vimaranense à maneira, com quem dá gosto conversar e conviver.

Também não posso esquecer a família Martins do nosso Ex-1º Cabo Avelino, o “Russo”, do 1º GC, pessoal de Matosinhos, que o acompanha para estas andanças e, para além de serem uma família muito unida, agregada em afectos, integraram-se muito bem no espírito que norteia os nossos encontros. Para eles o meu apreço e o desejo sincero de muita saúde e de muitas felicidades, pois bem merecem.

O camarada Manuel Pedro (o condutor da nossa Berliet) informou-nos que o Carlos Ferreira, o “Nunca Falha” (que é seu vizinho), tem apresentado algumas melhoras devido à doença que o atingiu, o que muito nos apraz. Para ele e para a sua família um abraço dos seus camaradas que sentem saudades da sua forma de estar e da sua alegria e lhe desejam rápidas melhoras.

O malandro do Norberto, o “Charlot”, continua a ser um dos convivas com mais capacidade de por a malta toda bem-disposta, conforme o fazia na Guiné, às vezes até demais (isto quando andávamos no mato e ele julgava que estava no largo da sua terra em amena cavaqueira), obrigando o furriel da sua secção a castigá-lo com fins-de-semana a cortar batatas.

Uma palavra para o José Carvalho que organizou muito bem o evento, recorrendo, inclusive, a um megafone para juntar as tropas. Até parecia que estava a dirigir uma manifestação.

E pronto, se Deus quiser para o ano há mais!

O Editor
Luís Dias

PS: Aguardamos a chegada das fotos de Grupo para posterior publicação.

“DULOMBI TE DEIXAREI!”
Dulombi te deixarei! Dulombi te deixarei!
Das emboscadas no mato, das emboscadas no mato e das minas da picada. (Bis)
No começo desta vida, no começo desta vida, tal e qual como ela é.
Disse adeus à minha terra, disse adeus à minha terra e parti para a Guiné. (Bis)
Quando cheguei a Bissau, quando cheguei a Bissau já tinha muito que contar.
Chorei lágrimas de dor, chorei lágrimas de dor e depois pus-me a rezar. (Bis)
Oh meu Deus vós dai-me sorte, oh meu Deus vós dai-me sorte, até ao fim desta guerra.
Para não sofrer como muitos, para não sofrer como muitos e voltar à minha terra. (Bis)
Dulombi te deixarei, Dulombi te deixarei, qual o dia é que eu não sei.
Mas eu agora vou lutar, mas eu agora vou lutar, honrar a Pátria também. (Bis)
Dulombi te deixarei, Dulombi te deixarei, que seja breve eu te peço.
As tuas bajudas giras vamos deixá-las aos piras e nós vamos de regresso. (Bis)
Dulombi te deixarei, Dulombi te deixarei, Dulombi das batucadas.
Das emboscadas no mato, das emboscadas no mato e das minas na picada. (Bis)
Ao terminar esta canção, ao terminar esta canção, dela jamais me esquecerei
Obrigado oh Virgem Mãe, obrigado oh Virgem Mãe. (Bis)
Eu aguardo o meu regresso!





 O encontro iniciou-se no Parque Senhora dos Verdes, em Cativelos (Gouveia), pelas 10H30 para um "mata bicho", à base de queijos e chouriços da região.
 Esq/Dta: O Ex-1º Cabo Enfº Franciso Pires, Dr. Rui Coelho, Engº Mário Vasconcelos e o Ex-sold.At.Norberto Fernandes, o "Charlot"
De frente: António Alves, o nosso "Professor" da escola dos Djubis do Dulombi (camisa ao quadrados) e a seu lado (polo azul claro) o Ex-1º Cabo Ap. Mort. 81mm, José Sousa
 De frente a dar ao dente o Ex-Alf. Manuel Parente
Esq/Dta: De camisa branca e a encher o copo o Ex-Fur. Espírito Santo do 2º GC, depois de mãos nos bolsos o Valente, apontador de morteiro 60mm e a seu lado, o José Silva, o "Grijó", ambos também do 2º GC
 Esq/Dta Valente, Grijó e Norberto
 Aspecto da capela

Capela da Nossa Senhora dos Verdes onde se deu a missa por alma dos camaradas já falecidos e que é de 1872
 O Ex-Alf. L. Dias e o Ex-Fur E. Santo, ambos graduados do 2º GC (Falta o Ex-Fur. Gonçalves, que vive em Otawa-Canadá).
Aspecto de parte das mesas no restaurante, estando de frente o Ex-Fur. Mário Castanheira e o Ex-1º Cabo Enfº Borges
 Valente com a esposa
Outra das mesas.
 De frente o Ex-Fur Manuel Rodrigues (o responsável pelas viaturas da companhia)
Ao fundo de camisa azul e calça creme o Ex-Fur Alfredo Carvalho, do 4º GC
O nosso "morto-vivo", o Ex-Fur Mário Castanheira 


 Ex-Alf. L. Dias e Ex-1º Cabo José Sousa
De frente e de bigode (camisa aos quadrados) o Ex-Sold Trms do 2º GC, José Gonçalves
Ex-Alf. M. Parente , cmdt do 4º GC e Esposa

Ex-Alf. L. Dias cmdt do 2º GC e 2º Cmdt da companhia

Outra das mesas, estando de frente o Ex-1º Cabo António Melro.
 Esq/Dta: Augusto Martins, a Esposa, o nosso Ex-1º Cabo Avelino Martins e o outro irmão e em 1º plano o Norberto.
 Do lado esq e na mesa da família do Avelino Martins estão o Manuel Pedro e antes a sua Esposa

Ao fundo da sala o organizador Carvalho dos Santos a discursar

Ex-Alf Parente, Eng Mário Vasconcelos e Dr. Rui Coelho
Outro aspecto da sala, estando de pé, de camisa e calças claras e de óculos, o "Amarante" do 2º GC, o primeiro elemento da companhia a ver um guerrilheiro inimigo a avançar direito a nós.
Um exemplar da caixa de "granadas" de tinto da região que foi oferecida a cada um dos elmentos participantes

sábado, 18 de maio de 2013

ESPERANÇA NO DULOMBI

Antigo combatente da CCAÇ 2700 (Fernando Ramos) não esquece as gentes da Tabanca do Dulombi. O seu filho, Gil Ramos é um dos magníficos impulsionadores da "Missão Dulombi".